Guerra Hispano-Americana
| Guerra Hispano-Americana | |||||||
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| Parte da(o) Revolução Filipina e Guerra da independência de Cuba | |||||||
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Batalha de San Juan Hill |
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| Intervenientes | |||||||
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| Principais líderes | |||||||
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| Forças | |||||||
| Cubanos: 30.000 soldados irregulares Americanos: 300.000 soldados e voluntários |
208.812 a 278.447 soldados e milícias (Cuba) 10.005 soldados e milícias (Porto Rico) 51.331 soldados e milícias (Filipinas) |
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| Vítimas | |||||||
| Cubanos: 10.665 mortos Americanos: 345 mortos 1.645 feridos 2.565 doentes |
Marinha Espanhola: 560 mortos 300 a 400 feridos Exército Espanhol: 6.700 capturados (Filipinas) 13.000 doentes |
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A Guerra Hispano-Americana aconteceu em 1898, tendo como resultado o ganho do controle, por parte dos Estados Unidos da América, sobre as antigas colônias espanholas no Caribe e no oceano Pacífico. A guerra ocorreu em 1898, quando o navio militar USS Maine foi destruído em Havana, Cuba - então colônia espanhola. Os estadunidenses, alegando que o navio fora sabotado pelos espanhóis, exigiram que a Espanha cedesse independência a Cuba. A recusa dos espanhóis causou o início da guerra. Esta teve fim em 12 de agosto. No Tratado de Paris, a Espanha cedia Cuba, Porto Rico, Guam e as Filipinas aos Estados Unidos. Cuba logo se tornaria um país independente, as Filipinas teriam sua independência em 1945, enquanto Porto Rico e Guam são até os dias atuais territórios americanos.
Contexto
No final do século XIX (1898), os EUA começaram a demonstrar forte interesse pelo Golfo do México, devido à sua proximidade com o istmo do Panamá (faixa de terra que liga a América do Norte e a América do Sul), área de potencial conexão entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Os EUA tinham um interesse especial por Cuba, pois ela era uma forte produtora mundial de açúcar, o que significava um bom investimento para o capital norte-americano.
A partir de 1895, os EUA passaram a apoiar abertamente os processos de independência de Cuba e das Filipinas em relação à Espanha. Este apoio acabou por gerar um conflito que ficou conhecido como Guerra Hispano-Americana. Essa guerra marcou o início do reconhecimento dos Estados Unidos como grande força militar.
Início da guerra
Em fevereiro de 1898, o navio norte-americano USS Maine entrou no porto de Havana e às 21.40 horas, uma "misteriosa" explosão afundou o navio matando 266 marinheiros e oficiais. Logo inicia-se um processo de investigação e, depois de analisarem os fatos, os investigadores não conseguiram encontrar os culpados. Imediatamente os jornais norte-americanos passam a acusar os espanhóis de explodirem o seu navio e denunciam supostas atrocidades cometidas pelos espanhóis contra os rebeldes cubanos. O presidente McKinley enviou um ultimato à Espanha que logo rompe as relações diplomáticas com os Estados Unidos em 21 de abril. No mesmo dia, a Marinha norte-americana iniciou um bloqueio a Cuba. A Espanha declara guerra aos Estados Unidos em 23 de abril e os Estados Unidos da América declaram guerra à Espanha em 25 de abril de 1898.
Teatro do Pacífico
As Filipinas já estavam em guerra contra os espanhóis buscando sua independência, quando a Guerra Hispano-Americana inicia, a Frota Norte-americana do Pacífico rumou para as possessões espanholas do Pacífico. A capital filipina Manila foi bombardeada e em poucas horas a esquadra espanhola comandada pelo Almirante Patricio Montojo foi destruída pelo Comodoro George Dewey a bordo do USS Olympia durante a Batalha de Cavite. Logo após, o líder filipino Emilio Aguinaldo retorna às Filipinas, liderando os rebeldes e apoiado pelo exército norte-americano, os espanhóis são derrotados e em 12 de junho, Aguinaldo declara a Independência das Filipinas.
Guam
A ilha de Guam era um importante local estratégico e em 20 de junho uma pequena frota comandada pelo capitão Henry Glass iniciou o bombardeio sobre a ilha, o USS Charleston disparou contra a Fortaleza Santa Cruz, mas esta não revidou, pois ninguém sabia que a Espanha estava em guerra com os Estados Unidos, os espanhóis acreditaram ser apenas tiros de saudação e foram recepcionar os ´´visitantes´´, foi então que Glass informou-os da guerra. No dia seguinte, os soldados foram capturados e enviados às Filipinas como prisioneiros de guerra.
Teatro do Caribe
Cuba
A ilha de Cuba estava lutando por sua independência e também acreditava que a Guerra Hispano-Americana a ajudaria na sua luta, os EUA desembarcaram o V Corpo dos EUA entre 22-24 de junho em Daiquirí e Siboney, a leste de Santiago de Cuba, onde estabeleceram sua base de operações, seguiu-se pequenas escaramuças e em julho, 15,000 norte-americanos, liderado pelo General William R. Shafter junto com 4.000 guerrilheiros, mais 12 canhões e 4 metralhadoras atacaram os espanhóis comandados por Arsenio Linares, as posições espanholas se encontravam no topo da colina de San Juan perto de Santiago de Cuba, eram 800 espanhóis e 5 canhões. Os norte-americanos tentaram avançar sobre a colina Kettle, dentre eles estava o Coronel e futuro Presidente Theodore Roosevelt, mas com o calor e os ataques espanhóis, houve grande mortandade entre os norte-americanos. Quando a colina de Kettle foi tomada, 600 espanhóis contra-atacaram, mas logo foram derrotados pelas metralhadoras, em seguida Roosevelt se dirigiu para a colina de San Juan junto com sua tropa atacando os espanhóis. Quando o alto da colina é tomado, os norte-americanos enviam suas metralhadoras e canhões onde derrotam outro contra-ataque espanhol. Após a vitória, o Coronel Roosevelt tornou-se muito popular também as táticas de guerra norte-americanas foram alteradas devido às grandes baixas.
Antes mesmo que a guerra começasse, a Espanha decidiu enviar uma frota, conhecida como Flota de Ultramar, comandada pelo Almirante Pascual Cervera partindo da Espanha, passando pelas Canárias, e chegando em Cabo Verde, quando Portugal declarou sua neutralidade, os espanhóis tiveram que partir, foram para a ilha francesa de Martinica, em busca de carvão, mas a França também declarou sua neutralidade e proibiu qualquer ajuda aos países beligerantes. Cervera então parte para a ilha holandesa de Curação, onde dois navios espanhóis adentram no porto e conseguem comprar apenas 600 toneladas de carvão, sendo que o necessário seria de 5.000 toneladas. De lá parte para Santiago de Cuba, onde encontra a cidade sitiada pelos rebeldes cubanos, as defesas da cidade eram precárias, havia dificuldades para alimentar a população e tratar os doentes e feridos. A Baía de Guantánamo foi ocupado pelos norte-americanos em junho. E em 3 de julho, depois de 37 dias sob o bloqueio naval norte-americano e a ameaça do Almirante William T. Sampson de invadir a cidade, a esquadra espanhola do Caribe tentou deixar o porto de Santiago de Cuba, mas a frota estadunidense havia localizado os espanhóis iniciando a mais importante batalha naval desta guerra, a Batalha de Santiago de Cuba, o USS Brooklyn e o USS Texas bombardearam intensamente o Infanta Maria Teresa obrigando o Almirante Cervera encalhá-lo.
O USS Iowa atacou o Almirante Oquendo, seus tiros mataram grande parte da tripulação que estava no convés além de provocar um incêndio, outro tiro atinge a sala de torpedos, então o capitão Juan Bautista Lazaga Garay, lança os torpedos no mar, dá a ordem de abandonar o navio, a tripulação nada até a praia, pois os botes salva-vidas foram destruídos pelo incêndio, mas havia atiradores cubanos na praia que atiravam nos espanhóis, quando já não havia mais ninguém o capitão Lazaga então comete suicídio. O Plutón e o Furor foram destruídos pelos USS Gloucester, USS Indiana, USS Nova York e o USS Iowa, o Vizcaya travou uma feroz batalha com o USS Brooklyn e depois de uma hora também foi destruído. O cruzador blindado Cristóbal Colón, o mais rápido e moderno navio da marinha espanhola, conseguiu fugir graças ao carvão inglês, o USS Oregon perseguiu-o, tudo ia bem até que o carvão inglês acabou, então os espanhóis tiveram que utilizar o carvão cubando de qualidade inferior, assim sua velocidade reduziu e para não ser afundado os oficiais preferiram encalhá-lo, assim o Cristóbal Cólon foi o único navio que sobreviveu à batalha. Os 1612 marinheiros, incluindo o Almirante Cervera foram feitos prisioneiros de guerra sendo enviados para Portsmouth em New Hampshire, onde só seriam libertados em setembro.
Porto Rico
Em 12 de maio, 12 navios norte-americanos comandados pelo contra-almirante William T. Sampson, bombardearam a capital de Porto Rico,San Juan. Em 25 de junho, o porto de San Juan foi bloqueado. Em 25 de julho, o General Nelson A. Miles desembarcou em Guánica com 3.300 soldados, logo iniciam escaramuças, as forças espanholas e porto-riquenhas conseguem lançar ataques bem sucedidos fazendo com que os norte-americanos ordenassem a retirada.
Acordo de Paz
Diante da derrota em Cuba e nas Filipinas, e com a marinha de guerra destruída, pois desde a Batalha de Trafalgar, a Marinha Espanhola ainda não havia se recuperado, obrigou o governo a render-se. Em 12 de agosto de 1898, é assinado em Washington o acordo de paz que acabava com as hostilidades. A Espanha teve que ceder suas colônias de Guam, Filipinas e Porto Rico para os Estados Unidos. Cuba tornou-se independente, mas sob a tutela norte-americana que a transformou num protetorado e sua ilha de Guantánamo foi entregue aos EUA. Os filipinos reagiram iniciando a Guerra Filipino-Americana para livrar-se do domínio dos EUA, entretanto isso só aconteceria em 1945. A Espanha, depois da guerra, ficaria impossibilitada de possuir colônias na Ásia devido à destruição de sua marinha impossibilitando-a de estabelecer comunicações entre suas ilhas tão distantes e pouco habitadas, obrigando-a a vender suas colônias asiáticas Palau, Ilhas Marianas e Ilhas Carolinas foram vendidas à Alemanha, que já era fortemente industrializada e tinha a segunda marinha de guerra mais poderosa do mundo ficando atrás apenas da marinha britânica, por 25 milhões de pesetas através do Tratado Germano-Espanhol (1899), os alemães conseguiram então estabelecer colônias na Ásia para abastecer suas indústrias de matéria-prima e fortalecer ainda mais sua crescente economia