Míron
Míron foi um escultor grego (século V a.C.), nascido em Elêutras. Foi o mais velho dos três grandes escultores do século de Péricles: Míron, Fídias e Policleto. Duas de suas obras chegaram até nós em cópias romanas: Atena, Mársias, e o Discóbolo, uma das esculturas mais famosas da história da arte.
Ver também
- Escultura da Grécia Antiga
- Estilo Severo
- Escultura do Classicismo grego
- Escultura da Roma Antiga
- Arte helenística
Escultor helênico nascido em Elêuteras, na Beócia, que, juntamente com Fídias e Policleto, formou a mais alta expressão do modelo helênico na representação da figura humana, o mais velho dos três grandes escultores do século de Péricles, junto com Fídias e Policleto. Vivendo a maior parte da vida na Atenas do século V a. C., cidade onde também morreu, e tratado em vida e postumamente como ateniense, foi considerado o primeiro escultor a alcançar na arte uma representação natural. Dedicado quase com exclusividade ao bronze, ficou conhecido especialmente por seus estudos de atletas em ação. Dizia-se, na Antiguidade, sobre o bezerro que ele esculpiu na Acrópole, que era tão realista que as vacas mugiam ao vê-lo. Infelizmente, nenhuma das suas obras originais chegou até aos nossos dias, durante a fanatizada expansão do cristianismo e sua destruição dos ídolos pagãos. Entretanto a sua popularidade permitiu que os seus trabalhos fossem copiados e possibilitar uma idéia da qualidade da sua obra pelas estas várias réplicas, feitas principalmente para serem vendidas a ricos cidadãos romanos, que queriam com elas decorarem as suas casas ou jardins. De toda a sua obra lhe são atribuídos com certeza dois trabalhos, dos quais se conhecem justamente suas réplicas: o grupo Atena e Mársias, originalmente na acrópole de Atenas, e o seu trabalho mais célebre, o Discóbolo ou arremessador de disco. Em ambas as obras (~ 450 a. C.), o escultor grego captou a tensão de um instante crucial do movimento, imediatamente anterior à ação. Também lhe são creditadas o jovem Anadiomeno, de cabeça enfaixada, um Hércules de pé e uma Cabeça de Perseu. Nascido em Elêuteras, na Beócia, Míron viveu a maior parte da vida na Atenas do século V a.C., tanto que Pausânias, historiador do século II da era cristã, refere-se a ele como ateniense. Outros cronistas consideram-no o primeiro escultor a alcançar na arte uma representação natural. Dedicado quase com exclusividade ao bronze, é conhecido especialmente por seus estudos de atletas em ação. De toda a sua obra, porém, somente lhe são atribuídos com certeza dois trabalhos, dos quais se conhecem apenas réplicas: o grupo "Atena e Mársias", originalmente na acrópole de Atenas, e o "Discóbolo", ou arremessador de disco. Essas duas famosas obras creditadas à arte de Míron conservam-se em cópias de mármore do período romano. A melhor réplica de Mársias está na coleção lateranense de Roma; a de Atena, numa coleção em Frankfurt, Alemanha. A mais conhecida reprodução do "Discóbolo" está no Museu Nacional Romano. Em ambas as obras, que datam aproximadamente de 450 a.C., o escultor grego captou a tensão de um instante crucial do movimento, imediatamente anterior à ação. Também se atribuem a Míron o jovem "Anadiomeno", de cabeça enfaixada, um "Hércules de pé" de que se conservam cópias em Boston e Oxford, e uma "Cabeça de Perseu", de que igualmente existem cópias romanas, guardadas no palácio dos Conservadores e no Museu Nacional Romano, e no British Museum, de Londres. Míron morreu em Atenas por volta de 440 a.C. Dizia-se, na Antiguidade, sobre o bezerro que Míron esculpiu na Acrópole, que era tão realista que as vacas mugiam ao vê-lo.Infelizmente, nenhuma das suas obras originais chegou até aos nossos dias. Todavia, a sua popularidade permitiu que os seus trabalhos fossem copiados e possamos ter uma ideia da qualidade da obra pelas várias réplicas do seu trabalho mais célebre - o Discóbolo. Já muito foi dito acerca desta escultura, especialmente sobre a forma como Míron conseguiu captar o movimento e a tensão do atleta. Contudo, não nos podemos esquecer que estamos apenas a contemplar uma cópia, feita para ser vendida a ricos cidadãos romanos, que queriam com ela decorar as suas casas ou jardins. Provavelmente, estas representam apenas uma pequena amostra do que seria a obra original, sendo preciso usar de alguma imaginação para acedermos a toda a sua grandeza. O desaparecimento da imensa escultura original grega deve-se não apenas à ação do tempo, mas essencialmente ao facto do cristianismo vitorioso considerar uma autêntica obra pia a destruição dos ídolos pagãos.