Potências do Eixo

Mapa do mundo com os participantes da Segunda Guerra Mundial. Os Aliados a verde (os mais recentes, que entraram no confronto após o ataque a Pearl Harbor, a verde mais claro), e as forças do Eixo a azul, com os países neutros a cinzento.

As Potências do Eixo foram um dos contendores da Segunda Guerra Mundial. Seus inimigos eram os Aliados. Encabeçado pela Alemanha de Adolf Hitler, pela Itália de Benito Mussolini e pelo Japão de Tojo Hideki e do Imperador Hirohito, seus membros se referiam a ele como "Eixo Roma-Berlim-Tóquio". Além destas três nações principais, faziam parte outras menores.

Nações constituintes da aliança do Eixo

Alemanha

A Alemanha Nazista foi oficialmente a líder das potências do Eixo, tendo sido a autora do Pacto Tripartite onde se formaram as potências do Eixo. A Alemanha foi governada no momento por Adolf Hitler e o seu Partido Nazista.

Os cidadãos alemães sentiram que o seu país havia sido humilhado pelo chamado Tratado de Versalhes que pôs fim à Primeira Guerra Mundial, forçando a Alemanha a pagar enormes custos de guerra e a perder territórios de população alemã e suas colônias. Nacionalistas alemães culparam os pacifistas, comunistas e judeus pela derrota do país. Os alemães tiveram que pagar indeminizações de grande porte, o que colocou pressão sobre a economia alemã, levando a República de Weimar à hiperinflação durante o início da década de 1920. Em 1923, os franceses ocuparam a região do Ruhr, como resultado de atrasos de pagamento levando ao aumento dos sentimentos de descontentamento.

Apesar de a Alemanha começar a melhorar economicamente, no fim da década de 1920, a Grande Depressão criou mais dificuldades econômicas e um aumento de forças políticas que advogavam soluções radicais para as desgraças da Alemanha. Os nazistas sob Adolf Hitler promoveram a crença nacionalista que a Alemanha tinha sido traída por judeus e comunistas e prometeu reconstruir a Alemanha como uma grande potência e criar a Grande Alemanha, que incluiria a Alsácia-Lorena, a Áustria, os Sudetos, e outros territórios de população alemã na Europa. Além disso, os nazistas decidiram ocupar territórios não-alemães na Polónia, países bálticos, e União Soviética, para coloniza-los com os alemães como parte da política nazista de busca do Lebensraum ("espaço vital") na Europa Oriental.

A Alemanha renunciou ao Tratado de Versalhes, em 1935 e começou a rearmar-se. A Renânia foi remilitarizada. A Alemanha anexou depois a Áustria em 1938, os Sudetos da Checoslováquia e Memel da Lituânia em 1939. Em seguida, invadiu o resto da Checoslováquia, (ver: Acordo de Munique) em 1939, criando o protetorado da Boêmia e Moravia. A Checoslováquia deixou de existir como um país unificado e soberano.

Em 23 de agosto de 1939, a Alemanha e União Soviética assinaram o Pacto Molotov-Ribbentrop, que incluía um protocolo secreto dividindo a Europa Oriental em esferas de influência.

Em 1941, a Alemanha ocupou a maior parte da Europa e a as suas forças militares lutavam contra a União Soviética, quase capturando a seu capital de Moscou. No entanto, derrotas na Batalha de Stalingrado e a Batalha de Kursk devastaram as forças armadas alemãs. Isto, combinado com desembarque dos aliados ocidentais na Normandia (Dia D) e invasão da Sicília, levou a uma guerra de três frentes esgotando as forças armadas da Alemanha e que resultou na derrota da Alemanha em 1945.

Japão

O Japão foi o representante principal das forças do eixo na Ásia e no Pacífico. O Império do Japão, comumente chamado de Japão Imperial, era uma monarquia constitucional regida pelo imperador Hirohito. A constituição japonesa prescrevia que "O Imperador é o chefe do Império, combinando a si mesmo os direitos de soberania e a exercê-los de acordo com as disposições da presente Constituição" (Artigo 4) e "O Imperador possui o total controle sobre o Exército e a Marinha" (Artigo 11).

No seu auge, a Esfera de Coprosperidade da Grande Ásia Oriental japonesa, incluía a Manchúria, Mongólia Interior, grandes partes da China, Malásia, Indochina Francesa, Índias Orientais Neerlandesas, Filipinas, Birmânia, algumas regiões da Índia, e várias ilhas do Pacífico - especificamente no Pacífico central.

Como resultado de discórdias internas e da crise econômica da década de 1920, os elementos militaristas levaram o Japão para um caminho de expansionismo. O Japão tinha planos para estabelecer uma hegemonia na Ásia e assim, tornar-se auto-suficiente. Como as ilhas japonesas não tinham recursos necessários pra isso, seria preciso adquirir áreas com recursos naturais abundantes. As politicas expansionistas japonesas acabaram por afastá-los dos membros da Liga das Nações e, em meados dos anos de 1930, aproxima-los da Alemanha e Itália, que tinham politicas de expansionismo similares, mas que eram condenados por diversos de países. Os primeiros passos de um alinhamento militar com a Alemanha se deu com o Pacto Anticomintern, em que os países concordavam em unir-se caso a União Soviética atacasse um dos dois países.

A primeira grande intervenção japonesa foi contra a China em 1937. A invasão e ocupação subsequente de partes da China pelos japoneses, resultou um inúmeras atrocidades contra civis como o Massacre de Nanquim e a Política dos Três Tudos. Os japoneses também lutaram contra forças Mongóis-Soviéticas em Manchukuo entre 1938 e 1939. Porém, o Japão decidiu evitar a guerra que podia começar com a União Soviética a qualquer momento, assinando um pacto de não-agressão com os soviéticos em 1941.

Com as potências coloniais europeias focadas na guerra na Europa, o Japão tentou dominar suas colônias. Em 1940, o Japão aproveitou o colapso francês perante a Alemanha e dominou a Indochina Francesa. O regime da França de Vichy, aliados de-facto da Alemanha, aceitaram a aquisição japonesa de Indochina. A resposta dos aliados não veio com ataques militares, no entanto, com os confrontos contínuos na China, os Estados Unidos instituíram um embargo econômico contra o Japão em 1941, cortando o fornecimento de metais e combustíveis necessários para a indústria, comércio e esforços de guerra.

Para isolar as forças americanas nas Filipinas e prejudicar a Marinha dos Estados Unidos, o Quartel-General Imperial ordenou que a Marinha Imperial Japonesa atacasse a base americana de Pearl Harbor, no Havaí em 7 de dezembro de 1941. Depois, as forças japonesas invadiram também a Malásia e Hong Kong. Inicialmente, os japoneses conseguiram vencer várias batalhas contra os aliados, porém, quando a grande força industrial dos americanos ficou realmente aparente, as forças japonesas foram cada vez mais obrigadas a recuar. A Guerra do Pacífico durou até os Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki em 1945. Os Soviéticos declararam guerra oficialmente em agosto de 1945, ocupando Manchúria e o nordeste da China, no evento que ficou conhecido como Operação Tempestade de Agosto.

Itália

O Reino da Itália e o Império Italiano era liderado pelo ditador fascista e Chefe de Governo Benito Mussolini em nome do Rei Vítor Emanuel III.

Durante a Primeira Guerra Mundial, a Itália lutou contra a Alemanha e Áustria-Hungria. No final da guerra, a Itália obteve ganhos bem menores do que havia sido prometido no Pacto de Londres. O Pacto de Londres foi anulado com o Tratado de Versalhes e os nacionalistas e população italiana viram isso como uma injustiça; a guerra havia feito 600.000 vítimas italianas. Esse ressentimento, somado a um descontentamento interno e uma crise econômica, deu espaço a ascensão ao poder dos fascistas italianos sob Benito Mussolini em 1922.

No final do século XIX, após a reunificação, um movimento nacionalista cresceu em torno do conceito de Italia irredenta, que defendia a incorporação de áreas de línguas italiana. Havia um desejo de anexar os territórios da Dalmácia, que anteriormente haviam sido governados pelos Venezianos e, consequentemente, tinham elites de língua italiana. A intenção dos fascistas italianos era criar um "Novo Império Romano", em que a Itália dominaria o Mediterrâneo. Em 1935-36, a Itália invadiu e anexou a Etiópia e o governo Fascista proclamou a criação do "Império Italiano". A Liga das Nações, liderados pelos britânicos que tinham interesse naquela área, protestaram sobre as ações italianas, no entanto, nenhuma providência séria foi tomada, embora mais tarde a Itália tenha enfrentado isolamento diplomático de vários países. Em 1937, a Itália saiu da Liga das Nações e no mesmo ano juntou-se ao Pacto Anti-Comintern, que havia sido assinado pela Alemanha e Japão no ano anterior. Entre março de abril de 1939, as tropas italianas invadiram e anexaram a Albânia. Em 22 de maio, assinaram o Pacto de Amizade e Aliança entre Alemanha e Itália.

A Itália entrou na Segunda Guerra Mundial em 10 de junho de 1940. Em setembro de 1940, Alemanha, Japão e Itália assinaram o Pacto Tripartite. Em 1941, no entanto, os italianos haviam sofrido várias derrotas militares; na Grécia e contra os ingleses no Egito. Em 1943, o povo italiano tinha perdido a fé em Mussolini e não apoiavam a guerra, a Itália perdeu suas colônias, os Aliados tomaram o Norte da África em maio e a Sicília foi invadida em julho.

Em 25 de julho de 1943, o Rei Vítor Emanuel III, tirou Mussolini do poder e o colocou na prisão. Depois, começou negociações secretas com os Aliados. Em seguida, a Itália assinou um armistício com os Aliados em 8 de setembro de 1943 e mais tarde juntou-se aos Aliados como co-beligerantes. Em 12 de setembro de 1943, Mussolini foi resgatado pelos alemães na chamada Operação Carvalho e um estado fantoche chamado República Social Italiana foi formado no norte da Itália, que não era ocupado pelos Aliados. Com pouco poder real, a Itália então continuou como membro do Eixo apenas no nome.

Nações principais

Cartaz de propaganda do período Showa mostrando Adolf Hitler, Fumimaro Konoe e Benito Mussolini, os três principais nomes do Eixo.

Outras nações

Países em coligação ativa com o Eixo

Colaboracionistas

Fantoches

Grupos nacionalistas

Ver também

Ligações externas