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O Á Bao A Qu é uma criatura lendária de Mewar, descrita por Jorge Luis Borges, no Livro dos Seres Imaginários, de 1968, apoiando-se numa introdução às Noites Árabes, por Richard Francis Burton,[1] ou em Sobre Bruxaria Malaia, por C.C. Iturvuru. Borges afirmou ter sido inspirado pelo mito de Abang Aku, de Orang Asli.[carece de fontes?]

Índice

EtimologiaEditar

O termo Á Bao A Qu teria o significado de "meu irmão mais velho" ou "minha mãe", sendo esta última a menos aceita.[1]

EnredoEditar

Na história de Jorge Luis Borges, a criatura vive nos degraus da torre de Vijaya Stambha, em Chittur, de onde se poderia ver "a mais bela paisagem do mundo". O Á Bao A Qu espera na escada da torre por uma pessoa que possa subir até o topo, de onde .[1] quando uma pessoa começa a subir, a criatura desperta pela vibração vital que emana dessa pessoa e começa a segui-la, translúcida e sem forma. Apenas quando chega na metade do caminho é que o Á Bao A Qu toma uma forma, cuja pele tem as mesmas características de um pêssego, começa a brilhar em um tom azul vibrante que fica cada vez mais intenso à medida que a pessoa sobe a escada em espiral da torre. Caso a pessoa desista ou não alcance o estado de nirvana, a criatura acaba por cair até o primeiro degrau com um leve sussurro de queixa, como o som do farfalhar da seda.[1]

Alusões ao Á Bao A QuEditar

Alusões e referências à criatura podem ser encontradas nas seguintes obras:

DescriçãoEditar

O Á Bao A Qu é descrito como uma criatura sem olhos, mas que consegue ver. Outras descrições indicam que ele seria uma espécie de humanoide com vários tentáculos ou um ser de outro mundo que fora preso na torre, sem olhos, translúcido, informe e com tentáculos, esperando por alguém que atinja o topo e o nirvana para que o liberte.

Referências

BibliografiaEditar

Ligações externasEditar