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Ângela Amin
Deputada federal Ângela Amin (PP-SC) em 2009
Flag of Brazil.svg Deputada Federal por  Santa Catarina
Período 1 de fevereiro de 2007
1 de fevereiro de 2011

1 de janeiro de 2019
até atualidade

76.º Prefeita de Bandeira de Florianópolis.svg Florianópolis
Período 1.º - 1 de janeiro de 1997
1 de janeiro de 2001

2.º - 1 de janeiro de 2001
1 de janeiro de 2005

Antecessor Sérgio Grando
Sucessor Dário Berger
Flag of Brazil.svg Deputada Federal por  Santa Catarina
Período 1 de janeiro de 1991
1 de fevereiro de 1995
Vereadora de Bandeira de Florianópolis.svg Florianópolis
Período 1 de janeiro de 1989
1 de janeiro de 1991
Dados pessoais
Nascimento 20 de dezembro de 1953 (65 anos)
Indaial, SC
Nacionalidade Brasileira
Cônjuge Esperidião Amin
Partido ARENA (1975-1980)
PDS (1980-1993)
PPR (1993-1995)
PPB (1995-2003)
PP (2003-atualidade)
Religião Católica
Profissão Professora

Ângela Regina Heinzen Amin Helou, mais conhecida como Ângela Amin (Indaial, 20 de dezembro de 1953), é uma professora e política brasileira, filiada ao Progressistas, e ex-prefeita de Florianópolis.

VidaEditar

Ângela Amin, filha de Pedro João Heinzen e Petronila Marta Schimitt Heinzen, natural de Indaial, no estado de Santa Catarina, cursou a escola primária no Grupo Escolar Raulino Horn, em sua cidade natal, entre os anos de 1961 e 1965. A quarta filha de um grupo de nove irmãos,[1] Ângela concluiu o ensino básico no Colégio Normal Sagrada Família, em Blumenau, no anos de 1972. Graduou-se em Matemática pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 1976, especializando-se na área de Engenharia do Conhecimento com o título de Método de Gestão Integrada de Risco no Contexto da Administração Pública, em 2009, também pela UFSC.[2]

Casada com o ex-governador de Santa Catarina Esperidião Amin desde 1979, Ângela é mãe de três filhos, Joana, Maria e João Amin, tendo este último já ingressado na vida política.[1][3][4]

CarreiraEditar

Ângela projetou-se na política quando Esperidião Amin assume o mandato como governador em 1983. Ela se destacou por sua atuação na presidência da Liga de Apoio ao Desenvolvimento Social Catarinense (Ladesc) e pela frente no projeto Pró-Criança.[1] Foi eleita vereadora em Florianópolis, em 1988, com 7.771 votos registrados, recorde superado pelo então vereador Pedro Silvestre, que atingiu a casa dos 11.157 votos.[2][1]

Foi deputada à Câmara dos Deputados na 49ª legislatura (1991 — 1995), eleita deputada federal com a maior votação em 1990 (129.011 votos) pelo PDS, sendo vice-líder do partido em 1991. [1][2].

Em 1991, Ângela assume a relatoria da Lei de Diretrizes e Bases da Educação em um contexto de disputas. Antes da aprovação da LDB, a legislação educacional brasileira era fragmentada, fugindo do que caracterizaria um sistema nacional de educação. Na constituição de 1988, relega-se à União a possibilidade de reformulação da legislação educacional. Diante disso, inicia-se um grande debate com vários setores da sociedade, incluindo grupos de trabalho, audiências públicas, seminários temáticos e encontros por todo o país. Alguns projetos foram apresentados na Câmara Federal, como o dos deputados Octávio Elísio e Ubiratan Aguiar. Já em 1989, após muitas discussões e negociações, surge uma terceira versão da LDB, o Substitutivo Jorge Hage. Com as eleições de 1990, nem todos os parlamentares envolvidos no trâmite da LDB retornaram a seus cargos.[5]

É neste contexto que Ângela Amin (PPR/SC) assume o cargo de relatora. Depois de diversas discussões, a deputada submete a segunda versão de seu relatório a um Fórum de Partidos, resultando no projeto que vai ao Plenário e retorna às Comissões da Câmara. Em 1994, o projeto é impulsionado sobre a relatoria do Senador Cid Sabóia de Carvalho (PMDB-CE) no Senado Federal e finalizado em 1995. Entretanto, com o novo governo de Fernando Henrique Cardoso, no mesmo ano, o senador Darcy Ribeiro (PDT/PR) causa um clima de instabilidade por alegar a inconstitucionalidade de uma série de artigos propostos na LDB, em grande parte sobre o Conselho Nacional de Educação, além de criticar o texto como "detalhista e retrógrado". Apresenta, então, um substitutivo que não passa pelo mesmo crivo coletivo dos projetos iniciais, fazendo com que a versão de Cid Sabóia retorne à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) e à Comissão de Educação do Senado. Constitui-se, assim, no campo da legislação educacional, uma série de disputas políticas, resultando na publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 9394/96.[5]

Ângela Amin também participou da CPI da Violência contra a Mulher e foi candidata ao governo do estado em 1994, obtendo mais de 1 milhão e 200 mil votos de eleitores catarinenses, mas foi derrotada, no segundo turno das eleições, por Paulo Afonso Vieira.[2][6]

Exerceu dois mandatos sucessivos como prefeita de Florianópolis (1996 — 2004), sendo a primeira mulher a ocupar tal cargo. Durante sua gestão,[2] destacou-se, por seis vezes, através de pesquisa do Instituto Datafolha, como a melhor administração municipal no ranking nacional de prefeitos de Capitais. Na área social, sua ação mereceu vários prêmios, com destaque para o do Unicef e da Abrinq (Prefeito Criança), pela redução da mortalidade e desnutrição infantil em Florianópolis.[7]

Precedido por
Sérgio Grando
Prefeita de Florianópolis
1997 — 2005
Sucedido por
Dário Berger

O resultado negativo das eleições à prefeitura de Florianópolis em 2004 fora atribuído à implantação do sistema integrado de transporte coletivo (2003) na capital durante o mandado de Ângela Amin, que gerou impacto social e críticas da população, tanto pelos novos trajetos que se estabeleceram, aumentando o tempo de viagem de algumas linhas de trânsito distantes do terminal central, quanto pela inativação de três terminais de integração localizados no Saco dos Limões, Capoeiras e Jardim Atlântico.[1][8][9]

Em 2006, foi eleita deputada federal na 53ª legislatura (2007 — 2011), obtendo a maior votação individual para o cargo,[2] com cerca de 174 mil votos.[1] Foi novamente candidata ao governo de Santa Catarina pelo PP nas eleições gerais de 2010 sendo derrotada no primeiro turno por Raimundo Colombo.[2]

Em 2016 foi derrotada por Gean Loureiro na disputa municipal de Florianópolis, no segundo turno, por uma diferença de 1.153 votos.[2][10] Candidatou-se e foi eleita pela terceira vez como deputada federal de Santa Catarina nas eleições de 2018, obtendo 86.189 votos válidos.[11]

Ligações externasEditar

Referências

BibliografiaEditar

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