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Ittala Nandi
Nome completo Ítala Maria Helena Pellizzari Nandi
Nascimento 4 de junho de 1942 (77 anos)
Caxias do Sul, RS
Nacionalidade Brasileira
Ocupação Atriz, diretora, produtora, escritora e dramaturga
Cônjuge Fernando Peixoto (divorciada); André Faria (divorciada)
Outros prêmios
Página oficial

Ítala Maria Helena Pellizzari Nandi, conhecida como Ítala Nandi ou, mais recentemente, Ittala Nandi[1][2] (Caxias do Sul, 4 de junho de 1942) é uma atriz, de teatro, cinema e televisão, produtora e diretora teatral e brasileira. Coordenou a Escola Superior Sul-Americana de Cinema e TV (CINETV-PR) do Estado do Paraná,[3] atual FAP - UNESPAR.

BiografiaEditar

Começou no teatro amador em sua cidade natal, participando de Um Gesto por Outro, de Jean Tardieu, em 1959, e A Cantora Careca, de Eugène Ionesco, no ano seguinte. Em 1960, integra um elenco semiprofissional, na montagem de O Despacho, texto e direção de Mário de Almeida, em Porto Alegre. Faz uma breve participação em O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, na montagem de Fernando Torres para o Teatro dos Sete. Em 1962 muda-se para São Paulo, onde de integra, na condição de administradora, o Teatro Oficina. Sua estréia na companhia ocorre, inesperadamente, substituindo Rosamaria Murtinho em Quatro Num Quarto, de Valentin Kataev, grande sucesso de 1962. Assídua frequentadora das aulas de interpretação que Eugênio Kusnet promove no teatro, Ittala passa a integrar o elenco de estréia de Pequenos Burgueses, em 1963, sob direção de José Celso Martinez Corrêa para o texto de Máximo Gorki. Nas sucessivas remontagens, interpretou quatro diferentes papéis na peça. Pioneira do Teatro Oficina, também atuou em dezenas peças como Os Inimigos e O Rei da Vela, Galileu Galilei e Na Selva das Cidades, principalmente durante Regime Militar.[4]

No cinema constituiu uma sólida carreira, atuando em diversos filmes, pelos quais recebeu vários prêmios nacionais internacionais, como a Palma de Ouro do Festival de Cannes, em 1972, pelo filme Pindorama, o Prêmio Moliére, em 1975, por sua atuação em Guerra Conjugal e a Coruja de Ouro, em 1976, pelo filme Os Deuses e os Mortos, todos na categoria Melhor Atriz. Foi indicada ao Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim, em 1974, pelo filme Sagarana, o Duelo. É uma das fundadoras do Festival de Gramado.[5] Em 1982 estreou na direção cinematográfica, com In Vino Veritas, documentário sobre a colonização italiana no sul do Brasil.[6]

Estreou na televisão em 1964. Participou de inúmeras novelas em diversas emissoras, com especial destaque para sua tríplice atuação na novela Direito de Amar, exibida pela Rede Globo em 1987, onde viveu as personagens Joana, Bárbara e Nanette. Sua personagem Joana, a louca do sobrado, como ficou conhecida, era contantemente maltratada pelo vilão da trama, o Senhor de Monserrat, interpretado por Carlos Vereza, e sua atuação conquistou a crítica e o público.[7] Posteriormente, foi contratada pela Rede Record, onde atuou nas novelas Os Mutantes, Caminhos do Coração, Promessas de Amor, na minissérie Sansão e Dalila, em alguns episódios da série Milagres de Jesus e no telefilme Manual Prático da Melhor Idade.[8]

Em 1989 publicou o livro Teatro Oficina, onde a arte não dormia, pela Editora Nova Fronteira e em 2010 lançou o romance futurista Os Sonhos de Vesta, indicado ao Prêmio de Literatura do Estado de São Paulo no mesmo ano.[9]

Foi casada com o diretor teatral Fernando Peixoto e com o cineasta André Faria, com quem teve seu único filho, Giuliano Nandi Faria. É avó de Sofia, que nasceu em janeiro de 2010. Há cerca de 10 anos, após converter-se ao hinduísmo, adotou mais um "T" no nome, abandonando o nome de batismo Ítala e passando a assinar Ittala..[10]

Como professora, por vários anos coordenou os Departamentos de Teatro, Cinema e TV da UniverCidade e da Universidade Estácio de Sá, ambas no Rio de Janeiro.[11] Atualmente Ittala Nandi é coordenadora da Escola Superior Sul-Americana de Cinema e Televisão do Estado do Paraná (CINETVPR/FAP), uma instituição pública situada em Pinhais, com um projeto de ser uma universidade de cinema e televisão no padrão das instituições cubanas. Também é idealizadora e fundadora do Festival de Cinema do Paraná.[12]

CarreiraEditar

TelevisãoEditar

Ano Título Personagem
1964 Melodia Fatal Clarice
1979 O Pulo do Gato Maristela
1987 Direito de Amar Joana / Bárbara / Nanette
1989 Que Rei Sou Eu? Loulou Lion
1990 Mãe de Santo Amanda • Filha de Oxumarê
Pantanal Madeleine
1994 74.5 Uma Onda no Ar Iolanda
Você Decide Eva
1996 Colégio Brasil Miss Daisy
1997 A Justiceira Marta
2003 A Casa das Sete Mulheres Francisca
2005 Prova de Amor Maria Eduarda Martins Pena
2007 Caminhos do Coração Dra. Júlia Zaccarias
2008 Os Mutantes - Caminhos do Coração
2009 Mutantes - Promessas de Amor
2011 Sansão e Dalila Zaira Herviláq
2013 Dona Xepa Catherine Fontaine
2014 Manual Prático da Melhor Idade Zuleica[13]
2015 Milagres de Jesus Ilana (episodio: O Cego de Jericó)[14]

CinemaEditar

Ano Título Personagem
1968 O Bandido da Luz Vermelha [15]
1969 América do Sexo
1970 Os Deuses e os Mortos Sereno [16]
Juliana do Amor Perdido Mãe de Juliana [17]
O Ritual dos Sádicos [18]
Pindorama Sofia
1972 Roleta Russa Nina
Prata Palomares Santa
1973 Sagarana, o Duelo Mariana
Os Homens que Eu Tive Bia
1974 A Cartomante Rita
1975 Pecado na Sacristia Dona Elza
Guerra Conjugal Olga
1976 Noite sem Homem Brigitte/Maria do Carmo
1977 Barra Pesada Mãe de Queró
1978 O Cortiço Estela
1979 Muito Prazer Nádia
Amor e Traição Mira
1982 Luz del Fuego Mulher de Gaspar
O Homem do Pau-Brasil Oswald de Andrade
1983 O Rei da Vela Heloísa de Lesbos
2016 Nova Amsterdam Bernarda
2018 Possessões Rosana
2019 Domingo Laura[19]
Direção
Ano Título
1982 In vino veritas
1991 Índia - O Caminho dos Deuses

TeatroEditar

  • 1959 - Um Gesto por Outro
  • 1960 - A Cantora Careca
  • 1961 - O Beijo no Asfalto
  • 1961 - O Despacho
  • 1962 - Quatro num Quarto
  • 1963 - Pequenos Burgueses
  • 1964 - Toda Donzela Tem um Pai que É uma Fera
  • 1966 - O Sr. Puntila e seu criado Matti
  • 1966 - Os Inimigos
  • 1967 - Quatro num Quarto
  • 1967 - O Rei da Vela
  • 1968 - O Poder Negro
  • 1968 - Galileu Galilei
  • 1969 - Na Selva das Cidades
  • 1973 - O Prisioneiro da Segunda Avenida
  • 1974 - O Ministro e a Vedete
  • 1975 - Simbad, o Marujo
  • 1976 - Vivaldino, Criado de Dois Patrões
  • 1978 - Fico Nua
  • 1981 - As Criadas
  • 1983 - Édipo rei
  • 1984 - Amor em Campo Minado
  • 1986 - 3 X 21 de Abril
  • 1988 - Uma Só Andorinha não faz Verão
  • 1992 - Brida
  • 1995 - O Amante de Tiradentes
  • 1997 - O Capataz de Salema
  • 1999 - Um Equilíbrio Delicado
  • 2000 - Vassah, A Dama de Ferro
  • 2005 - DNA - Nossa Comédia

Referências

  1. No início da década de 2010, passou a assinar "Ittala", com dois "t". Ver Pró-TV. Biografias . Ítala Nandi
  2. Entrevista com Ítala Nandi, por Isabel Teixeira. Revista aParteXXI, nº 6, 1º semestre de 2013. Teatro da Universidade de São Paulo, p. 65.
  3. Portal Paraná Online - A atriz Ittala Nandi, diretora da CINETVPR
  4. Enciclopédia Itaú Cultural: "Ítala Nandi"
  5. Ittala Nandi comemora 50 anos de carreira. Acervo Jornal do Brasil.
  6. «Mulheres do Cinema Brasileiro». Consultado em 18 de fevereiro de 2011. Arquivado do original em 11 de abril de 2009 
  7. "Direito de Amar" cativava o público com disputa amorosa. Por Gabriela Germano. Portal Terra, 11 de fevereiro de 2007.
  8. Manual Prático da Melhor Idade diverte, encanta e consagra o Paraná como produtor audiovisual. Gazeta do Povo, 12 de dezembro de 2014.
  9. «Festival de Cinema de Maringá - Homenageados 2010». Consultado em 18 de fevereiro de 2011. Arquivado do original em 30 de maio de 2014 
  10. «Revista Veja - Edição Especial Mulher - Maio de 2010». Consultado em 18 de fevereiro de 2011. Arquivado do original em 20 de outubro de 2011 
  11. O teatro é uma das demandas do povo. A Nova Democracia, ano III, nº 19, julho de 2004.
  12. O melhor do cinema latino no MOM. Por Newton Almeida. Portal Paraná Online, 4 de outubro de 2009.
  13. «Rede Record estreia Especial de Fim de Ano». Rede Record. 11 de dezembro de 2014. Consultado em 13 de janeiro de 2019 
  14. Veja fotos exclusivas do episódio que vai ao ar nesta quinta-feira: A Cura do Cego de Jericó
  15. Governo do Estado de São Paulo, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Coleção Aplauso Cinema Brasil, O Bandido da Luz Vermelha, roteiro e direção Rogério Sganzerlade, p.137 [em linha]
  16. Cinemateca Brasileira, Os Deuses e os Mortos [em linha]
  17. «Juliana do Amor Perdido». Cinemateca Brasileira. Consultado em 13 de janeiro de 2019 
  18. Cinemateca Brasileira, O Despertar da Besta [em linha]
  19. «Domingo». Globo Filmes. Consultado em 11 de setembro de 2019 

Ligações externasEditar