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O calibre .223 Remington (.223 Rem) foi desenvolvido em 1957 pela Remington em conjunto com a Armalite para o fuzil de assalto AR-15. Foi oficialmente adotado pelo Exército dos Estados Unidos em 1964, quando da adopção do fuzil de assalto M16. Em 1980 foi adotado também como calibre oficial da OTAN.[1]

.223 Remington
223 Remington.jpg
Cartuchos .223 Remington.
Histórico de produção
Projeto Remington Arms
Data 1957
Especificações
Diâmetro do projétil 5,69 mm
Comprimento do estojo 44,70 mm
Diâmetro do aro 9,60 mm
Diâmetro do corpo 9,55 mm
Diâmetro da boca 6,43 mm
Tipo de iniciação Central
Tipo do estojo Garrafa, sem aro

Os projéteis .223 Remington são alvo de discussão ainda hoje, pois o calibre, apesar de ser excelente para uso policial, é considerado anêmico para uso militar. Os projéteis têm um mau balanceamento entre o design, a massa e a força com que são disparados. Isso resulta numa performance péssima, apesar da precisão. O grande problema dos Remington é o baixo stopping power, ou seja, um alvo atingido com um tiro desse calibre ainda poderá lutar por muito tempo antes que os efeitos do ferimento sejam percebidos. Os .223 Remington são os únicos projéteis de fuzil no mundo que podem ser barradas por um colete antibala de kevlar ou CRISAT. Nos EUA, os Remington ganharam o apelido de Varmint Hunter (caçador de bichinhos), já que sua munição raramente dá conta de abater um animal maior do que um peru.

Uma grande polêmica entre o alto comando militar americano hoje é a possibilidade de se mudar o padrão do calibre para o apreciado 7,62 mm NATO, o mesmo do FN FAL e da G3, embora essa proposta talvez demore para ser aceite devido ao forte recuo provocado pelos 7,62 mm (os .223 Remington provocam apenas 30% do recuo do 7,62 mm), além da quantidade de munição que um soldado pode carregar (cerca de 50% mais a favor do .223 Remington).

Um dos motivos de este anêmico calibre ainda permanecer como padrão é o simples fato que um soldado ferido no campo de batalha solicita ajuda de um companheiro, o qual que iria abandonar o combate para salvar o colega. Com isso, este soldado ferido originaria duas "baixas" no campo de batalha. No entanto, o maior utilizador deste calibre, o exército norte-americano, tem enfrentado inimigos (no Afeganistão e Iraque) que não se importam com colegas feridos, pois não há um hospital de campo para levar os feridos! Por não poder aproveitar-se desta vantagem do .223 Remington, o exército norte-americano tem testado outras munições mais potentes (o 6.8 Remington SPC por exemplo) em algumas unidades especiais. Mas tudo isso faz parte de uma teoria sobre o calibre. Outra grande vantagem é seu baixo custo e, por ser pequeno, torna as armas menores para calçá-lo.

Referências

  1. «.223 Remington» (PDF). AccuratePowder.com. Consultado em 3 de dezembro de 2015. Arquivado do original (PDF) em 17 de junho de 2009 

Ligações externasEditar

 
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