7.ª reunião de cúpula do G20



A 7.ª reunião de cúpula do G20, ou cúpula de Los Cabos do G20 de 2012, ocorreu no México, em Los Cabos, no ano de 2012, entre os países membros do Grupo dos Vinte (G20).[2]

G20 Los Cabos 2012
Anfitrião México México
Sede Los Cabos
Cidade(s) San José del Cabo, Los Cabos, Baja California Sur
Data 18-19 de junho de 2012
Participantes Estados-membros do G20
Convidados: Benin, Camboja, Chile, Colômbia, Etiópia, Espanha
Organizações convidadas: Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura[1]
Site [g20.org Página oficial]

O encontro foi realizado no Centro de Convenções de Los Cabos,[3] San José del Cabo, Los Cabos, México, entre 18 e 19 de junho de 2012.[4]

BastidoresEditar

A versão final do comunicado da Cúpula do G20 em Toronto tornou-se o anúncio público de que a Cúpula de 2011 em Cannes seria seguida pela Cúpula de 2012 em Los Cabos.[2]

PreparaçõesEditar

O planejamento prévio para a cúpula começou em 2010. Em janeiro, a vice-chanceler mexicana, Lourdes Aranda, patrocinou uma reunião preliminar na Cidade do México. Estiveram presentes "sherpas" (representantes) dos Ministérios das Relações Exteriores do G20.[5][6]

O centro de convenções foi projetado e construído pelo arquiteto mexicano Fernando Romero em um período de sete meses. O prédio abriga a maior parede verde do mundo, cobrindo uma área de 2.700 metros quadrados.[7]

AgendaEditar

O México acredita que o fórum pode representar melhor os países em desenvolvimento tanto na visão quanto na política. Sob a liderança do presidente Felipe Calderón, o México buscou ampliar o escopo do enfoque de desenvolvimento do G20.[8] Calderón também disse sobre o financiamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) que "será a primeira vez que o fundo será capitalizado sem os EUA, o que reflete a importância dos mercados emergentes." O ministro da fazenda do Brasil, Guido Mantega, acrescentou que os países do BRICS "vão fazer uma contribuição adicional ao FMI que será anunciada na reunião dos líderes", em relação a um montante semelhante anunciado pelo grupo em abril de cerca de 75 bilhões de dólares.[9] Os líderes europeus foram pressionados pelas principais economias para resolver a crise da dívida pública da Zona Euro, depois que o partido Nova Drmocracia venceu uma eleição legislativa por pluralidade na Grécia, em junho.[10]

Líderes participantesEditar

ConvidadosEditar

Organizações internacionaisEditar

Reuniões paralelasEditar

O presidente dos EUA, Barack Obama, planejou, primeiro, uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, que deveria durar uma hora e meia e cobrir "projeção de implantação de escudo antimísseis na Europa, perspectivas de acordo de paz na Síria e laços bilaterais, incluindo a Lei de Responsabilidade do Estado de Direito de Sergei Magnitsky".[11] Obama e Putin fizeram uma declaração conjunta sobre o levante sírio de 2011-2012 que dizia: "A fim de parar o derramamento de sangue na Síria, pedimos o fim imediato de toda a violência. Estamos unidos na crença de que o povo sírio deve ter o oportunidade de escolher de forma independente e democrática seu próprio futuro." Também seguiu a intenção da Rússia de enviar dois navios de guerra russos, Nikolai Filchenkov e Tsezar Kunikov, com fuzileiros para sua base naval em Tartus.[12] Como resultado da eleição grega de junho, uma reunião bilateral entre a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente dos EUA, Barack Obama, sobre a situação na Zona do Euro também foi planejada.[13]

10 Downing Street emitiu um comunicado que afirmava que o primeiro-ministro britânico David Cameron confrontou a presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner com uma carta que ela havia enviado a ele sobre a soberania das Ilhas Malvinas. Fernandéz disse a ele que a questão deveria ser resolvida nos termos da resolução 40/21 da Assembleia Geral das Nações Unidas de novembro de 1985. Cameron teria dito que "não estou propondo uma discussão completa agora sobre as Malvinas, mas espero que você tenha notado que eles estão realizando um referendo e você deve respeitar seus pontos de vista. Devemos acreditar na autodeterminação e agir como democratas aqui no G20." O comunicado disse que Cameron a confrontou "com vigor"; no entanto, o chanceler argentino Héctor Timerman disse: "A presidente tinha as resoluções da ONU e disse a Cameron: 'Vamos respeitar as Nações Unidas'. O primeiro-ministro se recusou a aceitar os documentos, deu as costas e foi embora sem se despedir. Depois de anos atuando como potência colonial, eles se esqueceram de que são os responsáveis ​​pela existência do colonialismo e que foram países como a Argentina que derrotaram a maioria dos projetos coloniais do mundo". O Gabinete do Primeiro Ministro disse, mais tarde, que "não precisamos de um envelope de Fernandez para saber o que dizem as resoluções da ONU ... Todas as resoluções se referem à carta da ONU, que consagra o princípio da autodeterminação, que é o que pedimos aos argentinos que respeitem."[14]

Convention CenterEditar

O Convention Center, localizado em Los Cabos, no México, foi projetado pelo arquiteto mexicano Fernando Romero. O elemento distintivo do centro é sua parede verde, a maior do mundo, com uma área de 2700 metros quadrados.

Referências

  1. «Mexico to host G20 summit in 2012». G20 Mexico (em inglês). Consultado em 14 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 20 de novembro de 2012 
  2. a b «Mexico to host G20 summit in 2012». People's Daily Online (em inglês). 28 de junho de 2020. Consultado em 14 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012 
  3. «Los Cabos International Convention Center» (em inglês). Consultado em 14 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 20 de junho de 2012 
  4. «Cannes Summit Final Declaration – Building Our Common Future: Renewed Collective Action for the Benefit of All» (em inglês). Consultado em 14 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 12 de junho de 2012 
  5. «THE G20 SHERPAS MEET IN MEXICO TO DISCUSS THE GROUP'S RULES OF OPERATION» (em inglês). Secretaría de Relaciones Exteriores. 15 de janeiro de 2010. Consultado em 14 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 22 de julho de 2011 
  6. «Mexico hosts G20 summit preliminary meeting». People's Daily Online (em inglês). 16 de janeiro de 2010. Consultado em 14 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 29 de junho de 2011 
  7. «LOS CABOS INTERNATIONAL CONVENTION CENTER (ICC)». greenroofs.com (em inglês). Consultado em 14 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 3 de março de 2016 
  8. «Mexico seeking to lead G20 development issues». The Korea Times (em inglês). 26 de setembro de 2010. Consultado em 14 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 27 de dezembro de 2011 
  9. Colitt, Raymond (18 de junho de 2012). «BRICS to Announce IMF Contribution at G-20 Meeting, Brazil Says». Bloomberg (em inglês). Consultado em 14 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 19 de junho de 2012 
  10. Baker, Luke; Hughes, Krista (18 de junho de 2012). «"G20 ramps up pressure on Europe over debt crisis». Reuters (em inglês). Consultado em 14 de novembro de 2021 
  11. «Putin, Obama to Talk Missile Defense, Syria Settlement in Mexico». turkishweekly.net (em inglês). 18 de junho de 2012. Consultado em 2 de dezembro de 2021. Cópia arquivada em 26 de fevereiro de 2014 
  12. «Obama and Putin urge end to Syria violence». Aljazeera (em inglês). 19 de junho de 2012. Consultado em 2 de dezembro de 2021 
  13. «Obama, Germany's Merkel agree to work closely on crisis». Market Watch (em inglês). 18 de junho de 2012. Consultado em 2 de dezembro de 2021 
  14. «David Cameron confronts Fernandez over Falkland Islands» (em inglês). BBC News. 20 de junho de 2012. Consultado em 2 de dezembro de 2021