A Senhora da Magia

Mistress of Magic
A senhora da magia
Autor(es) Marion Z. Bradley
Idioma en
País  Estados Unidos
Gênero Romance
Série As Brumas de Avalon
Linha temporal Cerca de 70 anos ou mais
Ilustrador Brald Braldt
Arte de capa Brald Braldt/Hand House
Editora Estados Unidos Alfred A. Knopf
Brasil Imago
Páginas Brasil 308
ISBN 8531200555
Edição portuguesa
Tradução Maria Dulce Teles de Menezes
Editora Difel
Lançamento 1988
Páginas 327
Edição brasileira
Tradução Waltensir Dutra
Editora Imago
Lançamento 1985-1986
Cronologia
A Grande Rainha

Mistress of Magic é o primeiro livro da série As Brumas de Avalon, escrito por Marion Z. Bradley.

SinopseEditar

Neste romance, a lenda do rei Artur é contada pela primeira vez através das vidas, das visões e da percepção das mulheres que nela tiveram um papel central. Pela primeira vez, o mundo arturiano de Avalon e Camelot, com todas as suas paixões e aventuras - o mundo que, através dos séculos, cada geração recriou em incontáveis obras de ficção, poesia, drama - é revelado, como se poderia esperas, pelas suas heroínas - pela rainha Guinevere, mulher de Artur; por Igraine, mãe de Artur; por Viviane, a impressionante Senhora do Lago, Grande Sacerdotisa de Avalon; e principalmente pela irmã de Artur, Morgana, também conhecida como Morgana das Fadas existia uma parcial ligação, como a Fada Morgana - como feiticeira, como bruxa - e que nesta épica versão da lenda desempenha um papel crucial, tanto na coroação como na destruição de Artur. Trata-se, acima de tudo, da história de um profundo conflito entre o cristianismo e a velha religião de Avalon.[1]

Sobre o livroEditar

O romance não se detém meramente em narrar os fatos políticos e religiosos que se confrontam na Bretanha. Mais que isso, Marion - famosa por suas histórias que descobrem o véu do universo feminino - mostra toda a força e complexidade dos atos e escolhas das mulheres (ignoradas na História das Civilizações)- abre portas na lenda da Excalibur em que se encontram o misticismo da origem da espada, ritos pagãos que foram sufocados pela cristianização, a importância das uniões políticas entre os povos e o resultado da submissão ou não das mulheres frente aos homens.

A primeira metade do volume é centrada basicamente na vida cotidiana da jovem pagã Igraine, casada contra a vontade com o Duque Gorlois da Cornualha e passando por uma série de conflitos e alguns poucos momentos felizes ao lado dele e de sua filha Morgana, ao mesmo tempo em que é pressionada por Avalon a se casar com Uther Pendragon e, com ele, gerar o filho que salvará a Bretanha: o futuro Rei Arthur. E embora seja tomada por um amor incontrolável por Uther e cumpra o que lhe era cobrado, Igraine corta relações com Avalon, passando a se comportar como uma cristã fervorosa, embora, secretamente, continuasse adorando a Deusa de Avalon.

O restante do volume se centra na adolescência e juventude de Morgana, levada por Viviane, a Senhora do Lago e irmã mais velha de Igraine, para Avalon e treinada por anos para se tornar uma sacerdotisa da Deusa. Entretanto, enquanto Morgana cumpre um dos rituais, Viviane a faz ter relações com seu irmão Arthur, sem que ambos se reconheçam, com a intenção de fazer com que Morgana gere um filho da linhagem pura de Avalon, já que a mãe de ambos é da Família Real de Avalon. Mas quando Morgana descobre que se deitou com o irmão e agora está grávida dele, sua relação com Viviane se deteriora, fazendo-a abandonar o sacerdócio e deixar Avalon.

Neste volume temos os fatos que servirão de fundo para o romance:

  • o papel da mulher, importância e conseqüência dos casamentos arranjados
  • o choque de culturas e poderio dos sexos
  • como eram realizadas as sucessões de trono
  • o ritualismo pagão para a ascensão do novo rei
  • o simbolismo por trás de entrega da sagrada espada
  • a ascensão de Arthur ao trono, após a morte de Uther

ReferênciasEditar

  1. «As Brumas de Avalon: A senhora da magia». Google Books. Consultado em 1 de agosto de 2013 

Ligações externasEditar

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