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Abdul Rashid Dostum
Abdul Rashid Dostum
Vice Presidente do Afeganistão Afeganistão
Período 29 de setembro de 2014 - presente
Antecessor Yunus Qanuni
Dados pessoais
Nascimento 1954
Jowzjan, Afeganistão
Nacionalidade afegão, Uzbequistão uzbeque
Partido Movimento Islâmico Nacional Afeganistão
Profissão Militar, General de Exército

Abdul Rashid Dostum (Jowzjan, 1954) é um político afegão, da etnia uzbeque, ocupante do cargo de Vice Presidente do Afeganistão desde 2014 e líder de seu próprio partido político: Movimento Nacional Islâmico.

É considerado o líder uzbeque no Afeganistão; ex-combatente como general na luta pró-União Soviética durante a invasão desta ao seu país, e[1] ex-membro do Conselho de líderes da Frente Nacional do Afeganistão.

BiografiaEditar

Primeiros anosEditar

Dostum nasceu em 1954 em Khwaja du koh, província de Jowzjan na fronteira tríplice entre o Afeganistão, Turcomenistão e o Uzbequistão. De origem humilde, ele recebeu uma educação tradicional básica em sua aldeia. Sendo forçado a sair da escola ainda jovem, ele começou a trabalhar em uma empresa de fornecimento de gás natural.

Na década de 1970 começou a se destacar entre os trabalhadores da refinaria de petróleo e gás, participando de movimentos políticos que os defendiam e militavam em ideais comunistas. Devido à nova política comunista dos governos afegãos dessa década, ele alistou-se no exército afegão em 1978.

Carreira MilitarEditar

Recebeu instrução militar básica em Jalalabad. Em seguida, passou para um esquadrão na área rural de Sheberghan sob o comando do Ministério de Segurança Nacional.

Durante o início da Guerra do Afeganistão, Dostum , como general de destaque, passou a comandar um grupo de milicianos contra o exército da União Soviética, tomando o controle das províncias do nordeste do país. Em seguida começou a combater os mujahidins no período em que o governo afegão era apoiado pela União Soviética.

Devido a sua experiência militar nos combates contra os mujahidins o grupo o qual comandava passou formalmente a ser a 53ª Divisão de Infantaria do Exército do Afeganistão subordinado diretamente ao Presidente Mohammad Najibullah. Comandando, depois, outras unidades militares apoiando o exército da União Soviética presente em seu país.

Apoio ao MujahidinEditar

Após a retirada soviética, a República Democrática do Afeganistão continuou a lidar com ataques dos mujahidin. O governo continuou a receber apoio financeiro e em armas da União Soviética por muitos anos e conseguiu melhorar seu desempenho, mas sofreu um golpe duro quando Rashid Dostum, um de seus principais generais, passou para o lado dos mujahidin.

Desentendimentos entre os mujahidinEditar

 Ver artigo principal: Guerra Civil Afegã (1992-1996)

Após tomar o poder, a união dos mujahidin desfez-se e começou um período de lutas entre si. Gulbuddin Hekmatyar foi apontado como o responsável por um devastador ataque de foguetes contra Cabul, e Dostum começou a atacá-lo. Este último juntou suas forças às de Hekmatyar e os combates destruíram grande parte de Cabul, enquanto que o país foi dividido conforme as suas etnias. Em 1994, formou-se o movimento dos talibãs no sul do país, com apoio paquistanês, o qual rapidamente obteve vitórias contra Dostum e o comandante tadjique Ahmad Shah Massoud; em 1996, os talibãs tomaram a capital e criaram o Emirado Islâmico do Afeganistão.

Frente Islâmica Unida para a Salvação do Afeganistão (ou Aliança do Norte)Editar

Após a queda de Cabul, Dostum e Massoud uniram-se para formar a Frente Islâmica Unida para a Salvação do Afeganistão (ou Aliança do Norte). A Frente Unida e suas tropas permaneceram na cidade de Mazar-e-Sharif.[2] mostrando força contra os talibãs. Neste ponto do país ele teria dito que tinha uma força de mais de 50.000 homens que os apoiavam com aviões e tanques. Ele tornou aquela região do país uma região independente, de fato, do governo talibã. Porém, naquele período subsequente, os talibãs continuaram a avançar contra a Aliança até controlar 95% do território afegão. Dostum viu-se forçado a abandonar o Afeganistão após a rendição ao General Abdul Malik Pahlawan e fugir para a Turquia em 1996. Massoud continuou sob o comando da Frente Unida e foi assassinado em 9 de setembro de 2001 num atentado suicida feito por apoiadores dos talibãs.

Exílio na TurquiaEditar

Permaneceu na Turquia até 1997 quando retornou ao Afeganistão e retomou o comando da Frente Unida junto com Massoud em Mazar-e-Sharif. Porém, o grupo Talibã retomou a região após intensos combates e Dostum fugiu novamente para a Turquia.

Após a perda constante de território pelos talibãs feita pela Aliança do Norte, sob o comando de Massoud e com o apoio da coalizão liderada pelos Estados Unidos, e que estabeleceu uma nova república sob o comando do Presidente Hamid Karzai, Dostum percebeu que poderia voltar para seu país para ajudar Massoud e, em outubro de 2001, logo após o assassinato de seu amigo, ele retomou o comando da Aliança do Norte.

Queda dos TalibãsEditar

Os talibãs constituíram então um movimento de resistência em algumas regiões e no dia 24 de novembro de 2001 cerca de 300 soldados do Talibã depuseram suas armas e se renderam a Dostum e, finalmente, houve o controle efetivo do país pelo Presidente Hamid Karzai. No entanto, o Talibã permaneceu influente na porção meridional do país e com frequência usam o território paquistanês como refúgio.

Trajetória PolíticasEditar

Depois que os Talibãs perderam o poder administrativo Dostum se envolveu em combates com Atta Muhammad Nur, líder do povo Tajik, para manter o controle da região de Mazar-e-Sharif. Após a intervenção do Presidente Karzai houve o cessar-fogo entre Dostum e Atta. Ele então resolveu entrar para o parlamento afegão e em seguida se tornou o Ministro da Defesa no governo de Karzai. Como ministro, Dostum escapou de um atentado no dia 20 de maio de 2003 e voltou a se refugiar na Turquia.

Em 16 de agosto de 2009 ele retornou para o Afeganistão e apoiou Hamid Karzai em sua reeleição presidencial. Vitorioso, Karzai manteve a influência de Dostum em seu governo e nas eleições presidenciais de 2014 ele se lançou como vice presidente ao lado de Ashraf Ghani. Atualmente (2016), ele é o Vice Presidente do Afeganistão.

Legado do apoio dos Estados Unidos na História do AfeganistãoEditar

Foram treze anos de guerra, o país viu um novo governo afegão ascender ao poder, líderes se constituíram e gradualmente as tropas dos aliados ocidentais, sob o comando dos EUA, começaram a se retirar da missão principal de combater os rebeldes islamitas e assumir uma posição de apoio às autoridades afegãs a lutar contra os jihadistas. Em dezembro de 2014 os americanos encerraram formalmente sua participação como um dos principais protagonistas da guerra, dando ao governo local a responsabilidade de seguir com a guerra. Enquanto isso, a violência se intensificava por todo o país e, devido a isso, o presidente americano Barack Obama decidiu manter parte do efetivo de seu exército no apoio às tropas afegãs.

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Big fish among the Afghan warlords». The Washington Times. 12 de outubro de 2008 
  2. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome afghanistan
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