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Interpretação proposta pela Enciclopédica JudaicaEditar

É uma expressão encontrada Mateus 24:15 e Marcos 13:14 que se refere ao "Ídolo Abominável" de Daniel 9:27, Daniel 11:31 e Daniel 12:11 (vide profecia das setenta semanas).

Essa expressão se refere à transformação, feita Antíoco IV Epifânio, do Templo de Jerusalém em um tempo pagão.

Em II Reis 23:13 e I Reis 11:5 pode-se encontrar uma estreita ligação entre os conceitos de idolatria e abominação.

Nos círculos de influência direta do Livro de Daniel, que são os mesmos círculos que deram origem à literatura apocalíptica a expressão foi empregada para designar uma importante concepção escatológica. Pois é somente em um sentido escatológico que a expressão pode ser adequadamente explicada nas passagens do Novo Testamento mencionadas acima.

De acordo com a maioria dos comentaristas modernos, essas passagens são um apocalipse judaico, que foi reinterpretada pelo cristianismo, como profecia sobre o fim dos tempos, quando o Anticristo (abominação da desolação), será entronizado como um governante no Templo de Deus (cf. II Tessalonicenses 2:1-12)[1].

Por outro lado, W. C. Allen sustenta que os evangelistas se refeririam à pretensão de Calígula de construir uma estátua sua no Templo de Jerusalém[2].

Ver tambémEditar

BibliografiaEditar

Referências

  1. ABOMINATION OF DESOLATION, em inglês, acesso em 25 de agosto de 2013
  2. AN INTRODUCTION TO THE STUDY OF THE NEW TESTAMENT, em inglês, acesso em 25 de agosto de 2013

Ligações externasEditar