Adelaide de Morais Barros

3.ª Primeira-dama da República Federativa do Brasil
Adelaide de Morais Barros
3.ª Primeira-dama do Brasil
Período 15 de novembro de 1894
até 15 de novembro de 1898
Presidente Prudente de Morais
Antecessor Josina Peixoto
Sucessor Anna Gabriela Campos Salles
1.ª Primeira-dama de São Paulo
Período 14 de dezembro de 1889
até 18 de outubro de 1890
Governador Prudente de Morais
Sucessor Ana de Queirós Teles
Dados pessoais
Nome completo Adelaide Benvinda da Silva Gordo de Morais Barros
Nascimento 17 de setembro de 1848
Santos, São Paulo
Morte 8 de novembro de 1911 (63 anos)
Berlim, Alemanha
Progenitores Mãe: Ana Brandina de Barros Silva
Pai: Antônio José da Silva Gordo
Cônjuge Prudente de Morais (c. 1866; v. 1902)

Adelaide Benvinda da Silva Gordo de Morais Barros (Santos, 17 de setembro de 1848[1]Berlim, 8 de novembro de 1911) foi a esposa de Prudente de Morais, o 3.º Presidente do Brasil, e a primeira-dama do país entre 1894 e 1898. Também foi a primeira-dama do estado de São Paulo de 1889 a 1890.

BiografiaEditar

Infância e vida familiarEditar

Nascida em Santos, em 17 de setembro de 1848, era filha do tenente-coronel da Guarda Nacional Antônio José da Silva Gordo (natural de Valença do Minho) e de sua segunda esposa, Ana Brandina de Barros. Entre seus irmãos estava o político Adolfo Afonso da Silva Gordo. A família era proprietária de grandes terras em Santos, São Paulo, e exportava café. Através de sua mãe, Adelaide era uma descendente distante de vários aristocratas e monarcas europeus.

CasamentoEditar

Adelaide e Prudente se conheceram na cidade de Piracicaba, onde os pais de seu futuro marido se mudaram em 1858. Foi na casa de seus pais que Adelaide se casou, aos 22 anos, com Prudente de Morais Barros, no dia 28 de maio de 1866, tornando-se um grande acontecimento social na época.[2] Entretanto, houve uma cerimônia dupla: sua irmã gêmea Maria Inês desposou o senador Manuel de Morais Barros, irmão de Prudente, no mesmo dia.[3][4] Adelaide e seu marido tiveram nove filhos juntos: Maria Jovita, Gustavo, Prudente José de Morais Barros Filho, Antônio, Maria Amélia, Carlota, Júlia, Paula e Maria Teresa; no entanto, duas filhas faleceram em menoridade: Jovita aos 11 anos e Maria Teresa com apenas 1 ano de idade, fato que marcou profundamente o casal Morais Barros.[5]

 
Adelaide e sua família, por volta de 1875.

Adelaide teve ainda que criar e educar o filho ilegítimo que Prudente de Morais teve enquanto estudante de Direito, chamado José (morto em 1895, vítima de um desastre na fazenda do Barreiro).[6]

Foi uma velha amiga da missionária metodista norte-americana Martha Watts, que fundou, entre outras instituições, o Colégio Piracicabano, no qual filhos do casal Moraes estudaram.[7]

Ficou viúva em dezembro de 1902. Sua saúde abalada levou-a para um tratamento médico em Berlim, na Alemanha, onde faleceu. Seu corpo está sepultado em Piracicaba, no interior de São Paulo.

Referências

  1. «D. Adelaide de Moraes Barros». Hemeroteca Digital Brasileira. Correio Paulistano. 10 de novembro de 1911. Consultado em 6 de março de 2018 
  2. Adelaide Benvinda. Companheira de Prudente em todos os momentos, por Cecílio Elias Netto. Visitado em 2016-05-25.
  3. Família Silva Gordo.
  4. Affonso da Silva Gordo[ligação inativa]. Visitado em 2016-05-25.
  5. GUEDES, Ciça; FIUZA DE MELO, Murilo (28 de novembro de 2019). «Todas as mulheres dos presidentes: A história pouco conhecida das primeiras-damas do Brasil desde o início da República.». Editora Máquina de Livros. Consultado em 25 de dezembro de 2019 
  6. Testamento de Prudente de Moraes é monumento de honradez e dignidade. Visitado em 2016-05-25.
  7. Metodistas e liberais em Piracicaba: Uma aliança histórica. Arquivado em 2010-12-26; visitado em 2016-05-25.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

 
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