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Adolosi Mango Paulo Alicerces
Bonn 1989
Secretario Geral da UNITA
Período 1953 a 1992
Dados pessoais
Nascimento 24 de abril de 1953
 Angola, Benguela
Morte 31 de dezembro de 1992 (39 anos)
 Angola, Maculusso (Luanda)
Nacionalidade angolana
Partido UNITA

Adolosi Mango Paulo Alicerces, (Benguela, 24 de março de 1953Maculusso, Luanda, 31 de dezembro de 1992) foi um político angolano e militante da UNITA durante mais de dezoito anos.

Nascimento e estudosEditar

Adolosi Mango Paulo Alicerces, mas conhecido por Alicerces Mango, nasceu em Benguela, aos 24 de abril de 1953, e foi o quarto filho de Paulo Bartolomeu Alicerces e de Natália Chitaca Adolosi, que tiveram um total de dez filhos. Fez os seus estudos primários, preparatórios e liceais, na mesma Cidade.

Trajectória políticaEditar

Posicionamento na guerra anticolonialEditar

Quando frequentava o 7º Ano Liceal, foi incorporado na Tropa Colonial Portuguesa, donde, depois de rasgarem a Bandeira Portuguesa, na companhia dos outros Camaradas do Regimento do Huambo, desertou para o Massivi, Base Central da UNITA, naquela altura, em 1974.

Naquela Base, com o posto de Alferes foi nomeado Instrutor Politico- Militar. Recebia e treinava todos os Camaradas idos das várias Cidades de Angola.

Em 1975, foi promovido a Tenente e participou nos combates na Frente Luso-Moxico. Depois da tomada da Cidade do Luso, pelas FALA, foi nomeado Comandante Político-militar da Chicala-Moxico. Ali foi promovido a Capitão.

Protagonista da Guerra Civil no interior do PaisEditar

Em 1976, na altura do recuo das Cidades para as matas, entrou na longa marcha, dirigida pelo Presidente Fundador da UNITA, Dr. Jonas Malheiro Savimbi, do Leste ao interior do Pais, ante a ofensiva Russo-Cubana. Neste mesmo ano, o malogrado Mango, fez uma flebite na perna direita, o que o impediu de continuar e aguentar a marcha da coluna. Em Outubro de 1976, chegou na Região 3, precisamente no Sector 2, Zona 4 (Camundongo-Bié).

Em Janeiro de 1977, foi nomeado 2º Comandante do Sector 2, coadjuvando o Comandante Silivondela. Dias depois e na mesma Base, aos 29 de Janeiro de 1977, juntou-se com a Sra. Gloria Lutucuta. No mesmo ano, após o IV Congresso do UNITA, na Benda, RM 45, foi convocado em Maio pelo Presidente Savimbi para o Hospital Central do Muandonji, junto a esposa. Em Outubro foi enviado para os Hospitais, fora do País, entre eles, o de Kongo-Kinshasa. Ali participou na mobilização da Juventude e no controle dos estudos das crianças do Partido que ali se encontravam.

Em 1980, regressou ao interior do Pais-Jamba, onde participou mais uma vez num Curso, na Escola de Formação de Quadros Político-militares.

Em 1981, passou para Professor de Politica, na mesma Escola. Nesse ano foi promovido a Major.

Em 1982, foi nomeado Chefe do Departamento de Quadros, na Presidência com sede no CECKK-Centro de Estudos Comandante Kapessi Kafundanga e foi promovido a Tenente Coronel.

Em 1983, foi nomeado Director de Gabinete do Alto Comandante, Dr. Savimbi, promovido a Coronel e para Brigadeiro em 1984, .

Protagonista da Guerra Civil no exterior do PaisEditar

Em 1987, foi nomeado Representante da UNITA, na República Federal da Alemanha. Era dali que partia para cumprir as várias missões Diplomáticas para a África, América e a própria Europa. Países esses que uns já eram aliados da UNITA e outros não.

Em 1989, foi nomeado Responsável pelos Negócios Estrangeiros da UNITA.

A 1 de maio de 1990, foi promovido a General e nomeado como Representante do Partido em Portugal e fez parte do lº Grupo que começou as negociações que levaram ao Acordo de Bicesse.[1]

Em 1991, foi nomeado Secretário Geral do Partido.

Em 1992, aquando das primeiras eleições em Angola, Alicerces participou activamente na campanha eleitoral pela UNITA, derrotada nas eleições legislativas. Savimbi declarou que as eleições tinham sido fraudulentas e ameaçou voltar à guerra o que acabou por acontecer levando a confrontos violentos em Luanda onde Alicerces Mango foi dado como desaparecido.[2]

Referências

Ligações externasEditar