Adriana Prieto

Atriz
Adriana Prieto
Prieto em 1969.
Nome completo Adriana Inês Prieto Amarante
Nascimento 1950
Buenos Aires, Argentina
Nacionalidade brasileira
Morte 23 de dezembro de 1974 (24 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Ocupação Atriz
Atividade 1966–1974

Adriana Inês Prieto Amarante, mais conhecida como Adriana Prieto (Buenos Aires, 1 de janeiro de 1950Rio de Janeiro, 23 de dezembro de 1974) foi uma atriz brasileira nascida na Argentina. Foi comparada e apelidada, por uma revista, de "Greta Garbo Brasileira".[1][2]

Fez carreira no cinema do Brasil, ganhando diversos prêmios por suas atuações como o Candango de Melhor Atriz do Festival de Brasília e o Prêmio Air France. Morreu tragicamente após um acidente de carro as vesperas do Natal de 1974, aos 24 anos, quando vivia o auge da carreira.

BiografiaEditar

Primeiros anosEditar

Filha de um diplomata chileno com uma brasileira, a família de Adriana Prieto fixou-se no Rio de Janeiro quanto ela tinha apenas quatro anos. Morava na Quintino Bocaiuva, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e se deslocava todos os dias para o bairro da Tijuca , onde fazia o curso colegial no Colégio Pedro II. Segundo o relato de sua amiga Marcia Lessin Rodrigues, seu pai era ausente, e sua mãe não lhe dava atenção. Ela a mandou, quando jovem, para um internato, onde as freiras a teriam molestado, o que teria tornado a jovem Adriana uma jovem um tanto retraída na adolescência. Seu irmão Carlos Prieto, que era homossexual a morreu de AIDS em 1995 aos 45 anos, a guiava pela carreira e com aspectos de estilo de vida como roupas e maquiagem.[1][3]

CarreiraEditar

 
Reginaldo Faria foi um dos diretores com os quais Adriana Prieto trabalhou

Ainda na escola, ela estreou no cinema em 1966 no filme El Justicero, de Nelson Pereira dos Santos, e já foi premiada como Melhor Atriz no Festival de Cinema de Teresópolis. Logo depois, foi escalada por Jece Valadão para A Lei do Cão e As Sete Faces de Um Cafajeste em 1967 e 1968, respectivamente. Também em 1967, estreia no teatro e na televisão, na telenovela A Rainha Louca, da Rede Globo. Com seus primeiros pagamentos, comprou um apartamento em Copacabana, para onde se mudaram seu irmão e sua mãe.[3][4][5]

Em uma época em que um artista conseguia viver só do cinema no Brasil, Adriana Pietro considerou uma ofensa o salário oferecido pela Globo para atuar na novela Bandeira 2. Apesar disso, participou de Tempo de Viver, telenovela da Rede Tupi, por ter sido um convite de Jece Valadão, que dirigia a novela e havia se tornado seu amigo. Suas participações na televisão, entretanto, ficaram no segundo plano. Adriana se dedicou ao cinema durante toda a carreira.[1][6]

Durante sua década atuando, se tornou uma das estrelas do cinema mais bem pagas, fazendo dezoito filmes e sendo dirigida por grandes nomes, seja do Cinema Novo, seja do cinema popular, como Nelson Pereira dos Santos, David Neves, Arnaldo Jabor, Pedro Carlos Róvai, Domingos de Oliveira, Walter Hugo Khouri, David Neves e Roberto Santos. Com Lúcia McCartney, uma Garota de Programa, ganhou o Prêmio Air France de cinema como melhor atriz de 1971. No mesmo ano, ganhou o Candango de Melhor Atriz por seu papel como Açucena em Um Anjo Mau.[6][7]

 
Arnaldo Jabor dirigiu o último filme de Adriana Prieto

Quando morreu, Adriana Prieto acabara de filmar O Casamento, de Arnaldo Jabor, baseado na obra homônima de Nelson Rodrigues. As falas dela tiveram que ser dubladas por Norma Blum, visto que na época se gravava os áudios do filme depois de filmar.[1][3]

MorteEditar

Adriana sofreu um acidente automobilístico no dia 20 de dezembro de 1974 na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, quando o Volkswagen Fusca que estava foi atingido fortemente por um carro da polícia. Um dos policiais que estava no veículo da PM envolvido no acidente que matou a atriz relatou a situação que culminou na tragédia:

"ela (Adriana Prieto) havia discutido com alguém na Rua Saint Roman. Uma turma da PM que passava de carro pelo local perguntou-lhe se precisava de ajuda. Ela disse que não, eles seguiram e ela continuou a discutir com o homem. Pouco depois arrancou com seu carro. Ultrapassou o da PM, avançou o sinal, entrou na rua Djalma Ulrich e, ao avançar o sinal do cruzamento com a Av. N. Sra° de Copacabana, bateu na camioneta em que estávamos, desgovernou-se, derrubou um telefone orelhão e foi de encontro a uma butique".

Deu entrada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Municipal Miguel Couto e teve três paradas cardíacas. A mãe da atriz trabalhava na farmácia do hospital à época do acidente. Adriana acabou morrendo três dias depois do acidente, em 23 de dezembro, aos 25 anos. Foi sepultada no Cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro.[8][9]

FilmografiaEditar

Ano Título Papel
1967 A Lei do Cão Alzirinha
El Justicero Ana Maria
1968 As Sete Faces de um Cafajeste Ana
Balada de Página Três
1969 Os Paqueras Fátima
Memória de Helena Rosa
As Duas Faces da Moeda Dorinha
A Penúltima Donzela Tânia
1970 Uma Mulher para Sábado Dorianne
O Palácio dos Anjos Ana Lúcia
As Gatinhas Lilian
1971 Um Anjo Mau Açucena
Soninha Toda Pura Soninha
Lúcia McCartney, uma Garota de Programa Lucia McCartney
Ipanema Toda Nua Déa[10]
1972 A Viúva Virgem Cristina (a viúva)[11]
1974 Ainda Agarro Esta Vizinha… Teresa (a vizinha)[12]
O Casamento Glorinha[13]

Trabalhos na televisãoEditar

PrêmiosEditar

Prêmio Air France

Festival de Brasília

Referências

  1. a b c d «Adriana Prieto, a breve "Greta Garbo Brasileira"». Memórias Cinematográficas. 25 de dezembro de 2019. Consultado em 2 de setembro de 2020 
  2. «Carlo Mossy (Adriana Prieto)». Mulheres do Cinema Brasileiro. Consultado em 2 de setembro de 2020 
  3. a b c Rodrigues, Marcia Lessin. «Homenagem a Adriana Prieto». Portal Brasileiro de Cinema. Consultado em 2 de setembro de 2020 
  4. «Memorial da fama». Memorialdafama.com. Arquivado do original em 29 de janeiro de 2009 
  5. «Adriana Prieto, a breve "Greta Garbo Brasileira"». Memórias Cinematográficas. 25 de dezembro de 2019. Consultado em 2 de setembro de 2020 
  6. a b «Adriana Prieto». Mulheres do Cinema Brasileiro. Consultado em 2 de setembro de 2020 
  7. «Adriana Prieto, a breve "Greta Garbo Brasileira"». Memórias Cinematográficas. 25 de dezembro de 2019. Consultado em 2 de setembro de 2020 
  8. de Freitas, Rogaciano (8 de janeiro de 1975). «A Morte Fez Última Cena». Revista Amiga 
  9. «Morreu Adriana Prieto» (PDF). Hemeroteca Digital Brasileira. Luta Democrática. 24 de dezembro de 1974. Consultado em 2 de setembro de 2020 
  10. «Ipanema Toda Nua». Cinemateca Brasileira. Consultado em 2 de maio de 2018 
  11. «Cinemateca Brasileira, A Viúva Virgem» 🔗. Cinemateca Brasileira. Consultado em 8 de novembro de 2013 
  12. «Ainda Agarro Esta Vizinha». Cinemateca Brasileira 
  13. «Cinemateca Brasileira, O Casamento» 🔗. Cinemateca Brasileira 

Ligações externasEditar


Precedida por:
Dina Sfat
por Os Deuses e os Mortos
Troféu Candango de Melhor Atriz
por Um Anjo Mau

1971
Sucedida por:
Elza Gomes
por Nem os Bruxos Escapam
(e também por Guerra Conjugal)

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