Aguada de Cima

vila e freguesia de Águeda, Portugal
Portugal Portugal Aguada de Cima 
  Freguesia  
Símbolos
Brasão de armas de Aguada de Cima
Brasão de armas
Localização
Localização no concelho de Águeda
Localização no concelho de Águeda
Aguada de Cima está localizado em: Portugal Continental
Aguada de Cima
Localização de Aguada de Cima em Portugal
Coordenadas 40° 31' N 8° 26' O
País Portugal Portugal
Concelho AGD1.png Águeda
Administração
Tipo Junta de freguesia
Presidente Albano Marques de Abrantes (PS)
Características geográficas
Área total 28,39 km²
População total (2011) 4 013 hab.
Densidade 141,4 hab./km²
Outras informações
Orago Santa Eulália
Pirâmide etária (2011)
% Homens Idade Mulheres %
0,0
 
100+
 
0,0
0,2
 
90–99
 
0,5
1,4
 
80–89
 
2,3
3,3
 
70–79
 
4,5
5,7
 
60–69
 
5,3
6,7
 
50–59
 
7,1
7,5
 
40–49
 
8,2
7,2
 
30–39
 
7,4
5,7
 
20–29
 
6,2
5,5
 
10–19
 
5,3
5,1
 
0–9
 
4,7

Aguada de Cima é uma freguesia portuguesa do concelho de Águeda. Aldeia até 1997, foi elevada a vila nesse ano pela lei nº 50/97 de 12 de Julho. É sede de uma freguesia com 28,39 km² de área e 4 013 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 141,4 h/km².

LocalizaçãoEditar

Localizada na parte sul do concelho, a freguesia de Aguada de Cima tem por vizinhos as localidades da Borralha a norte, Belazaima do Chão a nordeste, Aguada de Baixo e Barrô a oeste e Recardães a noroeste e a Sul as freguesias de Avelãs de Cima e Sangalhos do concelho de Anadia.

HistóriaEditar

É centenária a sua história, aparecendo já mencionada “Aqualata” no ano de 132 A.C. e na época Lusitana e Visigótica. Aparece mencionada numa doação ao Mosteiro do Lorvão, no ano de 961, com o nome da sua padroeira, S.ª Eulália. Foi vila romana. Foi doada ao Mosteiro da Vacariça, cujos monges foram quem desbravaram as suas terras. No ano de 1064, por presúria, foi doada a D. Sesnando, da Igreja de Milreu, de Coimbra, em 1113. Passou para a Coroa em 1128. Em 1132, D. Afonso Henriques couta esta vila à Sé de Coimbra. Passou depois para a Universidade de Coimbra, tendo foro especial de justiça. D. Manuel I concedeu-lhe foral em 23 de Agosto de 1514. Foi sede de Capitania-Mor. Pertenceu, durante o liberalismo, aos Duques de Lafões. Foi julgado de Paz. Teve pelourinho, forca e tribunal. Em 12 de Julho de 1997 foi elevada a Vila. Em 12 de Julho de 2007 foi inaugurada a réplica do Pelourinho.

PopulaçãoEditar

População da freguesia de Aguada de Cima (1864 – 2011) [1]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1.478 1.646 1.680 1.540 1.581 1.650 1.879 2.054 2.503 2.620 2.433 3.526 2.975 3.952 4.013

Pela Lei nº 50/97, de 12 de Julho, a povoação de Aguada de Cima foi elevada à categoria de vila

Distribuição da População por Grupos Etários
Idade 0-14 15-24 25-64 > 65 0-14 15-24 25-64 > 65
2001 636 629 2.141 546 16,1% 15,9% 54,2% 13,8%
2011 614 421 2.293 685 15,3% 10,5% 57,1% 17,1%

Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4%

Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0%

(Fonte: INE)

LugaresEditar

  • Aguadalte
  • Almas da Areosa
  • Bustelo
  • Cabeço Grande
  • Cabeço da Igreja
  • Cabeço de Lama
  • Cadaval
  • Canavai
  • Carvalhitos
  • Corsa
  • Engenho
  • Forcada
  • Formigueiro
  • Forno
  • Garrido
  • Ínsua
  • Miragaia
  • Monte Verde
  • Outeiro
  • Povoa de Baixo
  • Povoa de S. Domingos
  • Povoa do Teso
  • Povoa de Vale Trigo
  • S. Martinho
  • Seixo
  • Teso
  • Vale Grande
  • Vale do Lobo
  • Vila

PatrimónioEditar

O Foral Manuelino data de 1514. Existem fragmentos do pelourinho original, que estão depositados no Museu Santa Joana em Aveiro e demonstra que este tinha o emblema universitário. Em 2007 foi construída uma réplica deste mesmo pelourinho que está implantada numa praceta criada para o efeito no centro cívico da freguesia.

As terras de Aguada de Cima estão demarcadas desde, pelo menos 1520, por marcos (em pedra) e malhões (montes de terra)que ainda hoje são mantidos.

Reconstrução de 1711, data gravada, dá o ano médio da reconstrução. Escultura de mérito é a imagem da Virgem e do Menino de calcário e de oficina coimbrã da primeira metade de século XV. Do meado do mesmo séc. é a imagem de Sta. Luzia. Colunas em talha torcidas e de parras, ao meio pilastras misuladas com crianças atlantes. Excepcional é o púlpito, tratado em calcário ançanense, do século XVIII. Sofreu última reconstrução em 2005, que lhe conferiu conforto e arquitectura moderna, mantendo as suas peças de maior valor.

Constitui um ex-libris turístico e religioso. A capela das Almas da Areosa, no sítio da Areosa, levanta-se a cerca de um quilómetro para sudoeste do núcleo da freguesia, rodeada de velhas árvores e em cujo terreiro se faz feira mensal. As paredes são espessas para suportarem a abobada, as cantarias no grés regional de tonalidade branca. O corpo octogonal é acrescido de capela-mor rectangular. Cobre o octógono de oito panos, separados nos ângulos por cintas que se erguem das pilastras inferiores. Tanto o retábulo principal como os dois laterais pertencem à segunda metade de século XVIII.

Referências

  1. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes