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Ruhollah Khomeini

(Redirecionado de Aiatolá Khomeini)
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Rūḥollāh Mūsavī Khomeynī
روح الله موسوی خمینی
Portrait of Ruhollah Khomeini By Mohammad Sayyad.jpg
Rūḥollāh Mūsavī Khomeynī
روح الله موسوی خمینی
Líder Supremo do Irã
Período 3 de dezembro de 1979 a
3 de junho de 1989
Sucessor(a) Ali Khamenei
Dados pessoais
Nascimento 24 de setembro de 1902
Khomein, Markazi
 Irão
Morte 3 de junho de 1989 (86 anos)
Teerã, Irã
Assinatura Assinatura de Ruhollah Khomeini

Ruhollah Musavi Khomeini (em persa روح الله موسوی خمینی, transl. Rūḥollāh Mūsavī Khomeynī, Khomein, 24 de setembro de 1902Teerã, 3 de junho de 1989) foi uma autoridade religiosa xiita iraniana, líder espiritual e político da Revolução Iraniana de 1979 que depôs Mohammad Reza Pahlavi, na altura o xá do Irã, e instaurou uma república islâmica. Governou o Irã desde a deposição do xá Reza Pahlavi até a sua morte em 1989. Costuma ser referido como Imã Khomeini dentro do Irã[1] e no mundo ocidental como Aiatolá Khomeini .[2]

Após a revolução, Khomeini tornou-se o Líder Supremo do país, uma posição criada na constituição da República Islâmica como a autoridade política e religiosa mais alta da nação, que ele manteve até sua morte. Ele foi sucedido por Ali Khamenei em 4 de Junho de 1989.

Índice

Primeiros anosEditar

Khomeini nasceu em 1902 em Khomein, na atual província de Markazi, no Irã. Seu pai foi assassinado em 1903, quando Khomeini tinha cinco meses de idade.

 
O jovem Khomeini.

Ele foi criado por sua mãe, Hajieh Agha Khanum, e sua tia, Sahebeth.Ele começou a estudar o Alcorão e a língua persa desde os seis anos de idade. Ao longo da sua infância continuou a sua educação religiosa, auxiliado por seus parentes, incluindo o primo e irmão mais velho de sua mãe. A sua família afirmava descender de Maomé.[3]

No final da Primeira Guerra Mundial, sua mãe e sua tia morreram numa terrível epidemia de cólera que assolou o Irã em 1918. após o que ele, aos dezasseis anos, entrou no seminário em Qom.[4]

A religião, a agitação políticaEditar

Khomeini recebeu o estatuto de aiatolá (perito em religião/direito) nos anos 1950. Em 1964 ele foi para o exílio,na Turquia, após o seu criticismo reiterado do governo do Mohammad Reza Pahlavi, alegando que este governava de forma corrupta e despótica.

 
Khomeini em Neauphle-leChateau rodeado de jornalistas

Khomeini opunha-se à ocidentalização do país e exigia regresso á "pureza islâmica" , acusando o Xá de "abandonar o Alcorão". Ele fugiu para Najaf, no Iraque, onde permaneceu até ser forçado a sair por Saddam Hussein em 1978, altura em que foi para Neauphle-le-Château na França. [5] Em declarações à Imprensa, afirmou que a pretendida república islâmica trataria todos os seus cidadãos como iguais, incluindo judeus, cristãos e outras minorias “lícitas”. O clero, segundo ele, tinha a tarefa mais elevada de oferecer orientação moral à nação do Irão, e evitaria ambições políticas e o monopólio do poder. [6]

De acordo com Alexandre de Marenches (à época chefe do Serviço de Documentação Exterior e Contraespionagem, os serviços secretos franceses), a França teria nesta altura proposto ao xá um "arranjo de acidente fatal de Khomeini". Segundo esta versão, o xá teria recusado a proposta deste assassínio, argumentando que isto faria dele um mártir.[carece de fontes?]

Revolução islâmica no IrãEditar

Contexto anteriorEditar

Em 1925, um oficial do exército persa, Reza Pahlevi, um secular, aproveitando o seu adquirido prestígio militar, fez com que o parlamento iraniano o nomeasse da Pérsia. Em 1941 – em plena Segunda Guerra Mundial – pensa-se que o xá se inclinava para o regime nazista, o que no entanto poderia não passar de propaganda britânica, dado que Reza Pahlevi se opunha aos contratos leoninos sobre o petróleo, aceites pelos seus antecessores. Em 16 de Setembro de 1941, tropas britânicas e soviéticas invadem o país, para não perder a principal fonte de abastecimento de petróleo, e forçam Reza Pahlevi a abdicar em favor de seu filho Mohamed Reza Pahlevi.[7]

Este último, ao terminar a guerra se encontra com a direção do principal país exportador de petróleo do mundo, mas apesar de que esta situação geraria riquezas para o Irã, no entanto o país apenas retirava 9% dos lucros da exploração.[8] Ao retirar as tropas estrangeiras de território iraniano, graças às pressões sociais, obrigam em 1951 o novo xá a nomear um primeiro-ministro: Mohamed Mossadeg.

Mohamed Mossadeg era um nacionalista, contrário à ideia de uma ingerência estrangeira na vida iraniana. Em sua gestão se nacionalizou o petróleo (1953) e fez abdicar o xá Reza Pahlevi. Um golpe da CIA e dos Serviços Secretos ingleses depõe finalmente Mossadeg, devolvendo o governo ao xá.

Desta forma começa um novo período no Irã, caracterizado por um monarca que, com a chamada Revolução Branca, quer converter seu país em uma potência econômica e militar na região. Em Fevereiro de 1963, o Xá concedeu ás mulheres o direito de voto e de serem eleitas para o Parlamento. Em Setembro desse ano, houve eleições parlamentares, e pela primeira vez seis mulheres foram eleitas para os Majlis, e duas designadas pelo proprio Xá para servir no Senado. Khomeini, o futuro líder do Irão, declarou que dar ás mulheres o direito de voto era equivalente a prostituição.[9]

Mas apesar de progressos , como na reforma agrária, ensino e na condição feminina, o governo do Xá, destacado por sua política de aproximação ao Ocidente, utilizou métodos despóticos contra os dissidentes, usando a temida polícia secreta, a SAVAK.

A esta situação se somou a inflação, a escassez de trabalho e os abusos dos Direitos Humanos. O mal-estar popular foi crescendo até chegar à revolução. O líder religioso Ruhollah Khomeini por suas características pessoais, impôs-se como o líder indiscutível do movimento que levaria á revolução iraniana.

Em 16 de janeiro, o xá Reza Pahlevi abandona o país, após ter nomeado o secular Shahpour Bakhtiar primeiro ministro, anunciando que ele e a sua família iriam de férias, após o que, daí a 3 meses, haveria um referendo á população. Nunca mais voltaria.[10]

Regresso do Exílio e Tomada do PoderEditar

Em 1 de Fevereiro de 1979 Khomeini volta do seu exílio na França, e é acolhido no aeroporto por uma multidão de cerca de cinco milhões de pessoas. [11] Perguntado sobre o que sentia ao regressar, ficou célebre a sua respostaː "Nada." [12] . Logo após a chegada, desslocou-se a um cemitério ao sul de Teerão, onde prestou homenagem aos mártires da revolução. Aí, no seu primeiro sermão após o regresso, depois dos habituais ataques ao Xá, prometeu nomear um novo governo, com o apoio do povo.

Cinco dias depois da sua chegada, e com um governo ainda oficialmente em funções - o de Bakhtiar - Khomeini nomeou Medi Bazargan como chefe dum governo provisório. Ao fazê-lo, declarouː "Como um homem que, através da tutela que recebi do Legislador Sagrado (Maomé) eu declaro Bazargan como Governante, e dado que o designei, ele deve ser obedecido. A nação deve obedecê-lo. Este não é um governo comum. É um governo baseado na sharia. Opor-se a este governo significa opor-se à sharia do Islão e revoltar-se contra a sharia, e revolta contra o governo da sharia tem punição em nossa lei ... é uma punição pesada na jurisprudência islâmica. Revolta contra o governo de Alá é uma revolta contra Alá. A revolta contra Alá é blasfêmia." Estas palavras de Khomeini eram uma referência ao conceito de velayat-e faqih (tutela do jurista), uma sua teoria datada já de 1969 em Najaf, objecto de um livro ː Velayat-e faqih (Governo Islâmicoː Governo do jurista). [13]

A 12 de janeiro, tinha nomeado um Conselho Revolucionário Islâmico , semiclandestino, composto essencialmente por clerigos militantes e partidários seus, veteranos e alguns convertidos da noite para o dia aos planos de islamização. [14]

Em 11 de Fevereiro, foi proclamada a República Islâmica do Islão. Desta maneira os Estados Unidos perderam o seu principal aliado no Golfo Pérsico.

Em menos de um ano, o novo regime conseguiu firmar as suas bases, construir novas instituições e eliminar concorrentes ao poder. Em 30 e 31 de Março, realizou um referendo sobre a mudança de regime, com a simples perguntaː Deve o regime mudar para uma república islâmica, cuja constituição será aprovada pela nação? - 98,2 por cento dos eleitores inscritos responderam "Sim". Em Novembro, ratificou uma nova constituição ; elegeu um parlamento; em 4 de Fevereiro de 1980 elegeu um presidente, Abolhassan Banisadr ; estabeleceu tribunais revolucionários, criou (Maio de 1979) o Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica. Um Conselho dos Guardiães, determinava a concordância das leis aprovadas com o estabelecido pela Xaria, e passa também por um apertado crivo os candidatos presidenciais e parlamentares. A Assembleia dos Peritos nomeia a figura criada pela Revolução Islâmica, o Líder Supremo do Irão (o Grande Jurista).Segundo Bernard Lewis, "o surgimento de uma hierarquia sacerdotal que veio a

assumir a autoridade mais elevada no Estado é urna inovação moderna  e uma contribuição exclusiva do aiatolá Khomeini do Irã ao pensamento e experiência do islão"

Enquanto isso, a recém-criada república estava envolvida em grandes crises domésticas e internacionais que ameaçavam sua própria existência. [15][16][17]

 
Khomeini regressando do exílio, desembarca em Teerã

Ideologicamente, o movimento que levou á revolução iraniana era uma mistura estranha do desejo de retorno ao Islã original e puro, a cosmovisão carregada de Xaria de Khomeini e seus companheiros , noções de modernidade islâmica (como entendido por islamistas como Mehdi Bazargan), latentes aspirações messiânicas xiitas, anti-ocidentalismo desenfreado e hostilidade contra o Xá. Na sua primeira fase, continha aspirações genuínas de democracia, liberdade de expressão e direitos humanos, mas também exibiu vestígios de idéias esquerdistas de organizações guerrilheiras seculares e islâmicas e seus simpatizantes, e também dos simpatizantes do Partido Tudeh, comunista, que fora ilegalizado.[18]

Khomeini baixou imediatamente a data de casamento para as mulheres para os 9 anos de idade. [19]

Foi adotada a Xaria, Lei Islâmica, baseada no Corão, e nos hádices.

O governo restringiu severamente a liberdade de religião. A constituição declara que a religião oficial do Irão é o Islã xiita. Todas as leis e regulamentos devem ser consistentes com a interpretação oficial da Xaria . A constituição estabelece que "dentro dos limites da lei", os zoroastristas, judeus e cristãos são as únicas minorias religiosas reconhecidas que têm liberdade garantida para praticar sua religião ; contudo, membros de todos os grupos religiosos minoritários relatam prisão, assédio, intimidação e discriminação com base em suas crenças religiosas, em particular os Bahai. As minorias religiosas estão a emigrar a um ritmo crescente.[20]

No Irão, a pena capital não se limita a crimes violentos. Adultério, tr̟áfico de drogas, sodomia , homossexualismo, apostasia, violação, “insultos ao profeta” e a acusação vaga de “semear a corrupção na Terra” são puníveis com a morte. Os casos de pena capital são frequentemente baseados em evidências fracas.A Amnistia Internacional relatou setenta e seis casos de lapidação entre 1980 e 1989 no Irão, enquanto o Comitê Internacional contra a Execução (ICAE) relatou que outras setenta e quatro vítimas foram apedrejadas até à morte no Irã entre 1990 e 2009.[21][22][23]

Afastamento da OposiçãoEditar

Falando em Qom, em 30 de agosto de 1979, Khomeini avisou os opositores : "Aqueles que estão a tentar trazer corrupção e destruição ao nosso país em nome da democracia serão oprimidos. Eles são piores que os judeus Banu Curaiza e devem ser enforcados. Nós os oprimiremos por ordem de Alá e pelo chamado de Alá à oração." [24]

Mas a supressão da oposição, incluindo os "compagnons de route", aqueles que n̴ão sendo partidários de Khomeini tinham lutado contra o Xá, já tinha começado há muito, desde que o clérigo retornara do exílio. Logo no dia 15 de Fevereiro de 1979, quatro generais de topo foram executados no telhado duma escola em Teerão. As execuç̴oes sumárias continuaram no local durante meses, apesar dos protestos de Bazargan e outros. Nas ruas, bandos do Hezbollah perseguiam e agrediam os opositores. Comités revolucionários, organizados a partir das mesquitas, faziam prisões, executavam adversários e confiscavam bens. O Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica, por seu lado, "protegia a revolução das forças destrutivas e contra-revolucionárias" Em Agosto foram fechados vinte e sete jornais e magazines. [25]

Entrevista com Oriana FallaciEditar

Em Setembro de1979, a jornalista Oriana Fallaci viajou para o Irão, onde conseguiu uma entrevista com Khomeini, para o que lhe foi solicitado que se envolvesse num chador . Fallaci teve de efectuar um falso casamento com o seu intérprete, para evitar o escândalo de estar a sós com um homem numa sala.

A jornalista ficou impressionada com o aspecto de Khomeini. Contou elaː "Era o mais belo ancião que eu já encontrara na vida. Parecia Moisés, esculpido por Miguel Ângelo." E acrescentouː "... não era um fantoche como Arafat, ou Kadafi, ou os muitos outros ditadores que eu tinha encontrado no mundo islâmico. Era uma espécie de Papa, uma espécie de Rei - um verdadeiro líder. (...) O povo amava-o em demasia. Viam nele outro Profeta. Piorː um Deus."

Oriana F. , conhecida pelo seu estilo directo e irreverente, considerou na entrevista que o que estava em ascenção no Irão era um "fascismo fanático" . A certo ponto, Fallaci falou do que no seu entender era a segregação de género em que as mulheres eram de novo lançadas após a revolução. E perguntouː "Como se nada com um chador?" Irritado, Khomeini respondeu: "Nada disso lhe diz respeito , nossos costumes não lhe dizem respeito.Se você não gosta do vestuário islâmico, não é obrigada a vesti-lo, pois é para mulheres respeitáveis." Retorquiu Fallaciː " Isso é muito amável da sua parte, Imam, uma vez que me diz isso, vou me livrar imediatamente desse estúpido trapo medieval. Pronto!"

Agastado, Khomeini levantou-se da sala e saiu. A entrevista só recomeçou no dia seguinte, tendo sido recomendado a Oriana F. que evitasse a questão do chador. No entanto, foi a primeira coisa que ela fez. Khomeini, nessa altura, surpreendido, deu uma gargalhada. Depois da entrevista, o seu filho Ahmed confidenciou à jornalistaː "Nunca vi o meu pai rir-se. Penso que você foi a primeira pessoa no mundo que o conseguiu" [26] [27]

Crise dos refénsEditar

Em 4 de Novembro de 1979, adeptos de Khomeini, o grupo Estudantes Seguidores da Linha do Imam, invadiram a embaixada dos Estados Unidos em Teerão, e mantiveram presos, por 444 dias, 52 estadunidenses. Exigiam a entrega do Xá deposto, em tratamento nos EUA por cancro, como preço da libertação dos americanos. [28]

O presidente Carter ordenou uma missão militar de resgate, mas a missão, em Abril de 1980, foi um desastre completo. As unidades da força de resgate desembarcaram no deserto iraniano para reabastecer suas aeronaves antes de prosseguirem para Teerão. Uma série de falhas ocorreu neste ponto de reabastecimento, incluindo falha de equipamentos e fortes tempestades de areia. A operação foi cancelada. Durante a retirada, um dos helicópteros colidiu com um avião de transporte, causando uma explosão que matou oito membros da missão. Vários comentaristas apontam este fracasso como a principal causa da perda de Carter nas eleições seguintes, ganhas por Ronald Reagan [29][30] Pouco depois de Reagan ser eleito o problema foi resolvido, e os reféns voltaram aos Estados Unidos.

Guerra Irã-IraqueEditar

Pouco depois de assumir o poder, Khomeini apelou a revoluções islâmicas em todo o mundo muçulmano, incluindo o vizinho Iraque, de população maioritariamente xiita.[31]

Ambicionando ocupar os campos petrolíferos do Irã (em particular o Khuzistão) tomar o controle do Shatt al-Arab e combater a propagação do xiismo militante tal como promovido por Khomeini, Saddam Hussein, invade o Irão em 22 de Setembro de 1980, iniciando a Guerra Irã-Iraque, que duraria oito anos ( até Agosto de 1988). Inicialmente o Iraque obteve alguns avanços militares, frente a um exército iraniano debilitado pelas purgas da revolução, e os Pasdaran, mal armados e equipados, mas logo uma combinação de resistência feroz dos iranianos e de incompetência militar das forças iraquianas paralisou o avanço iraquiano e, apesar do uso internacionalmente condenado de gás venenoso por Saddam (por exemplo em Halabja, uma aldeia curda [32] ), o Irã recuperou quase todo o território perdido na incursão. A invasão reuniu os iranianos no apoio ao novo regime, reforçando a estatura de Khomeini e permitindo-lhe consolidar e estabilizar o poder. Após estes acontecimentos, Khomeini recusou uma oferta iraquiana de uma trégua, exigindo reparações e o derrube de Saddam Hussein. [33] A guerra entre o Irã e o Iraque terminou em 1988, após uma mediação das Nações Unidas, com a estimativa de 500.000 a 1500.000 vítimas mortais dos dois lados do conflito e pelo menos meio milhão de inválidos, além dos enormes danos materiais. [34]

Durante a guerra, os iranianos usaram os chamados ataques de "onda humana", com grupos de combatentes que eram utilizados para "limpar" terreno minado, ou que, mal protegidos se lançavam para a linha da frente inimiga em direção a uma morte quase certa. Essa táctica utilizou também crianças-soldados, algumas com cerca de nove anos de idade, com a promessa de que iriam automaticamente para o paraíso se morressem na batalha; a cada criança era dada uma pequena chave, símbolo dessa garantia. [35] [36] [37] . Em março de 1984, a população do Irã havia caído bem mais de dois milhões.

FalecimentoEditar

Khomeini morreu no hospital, onze dias depois de uma operação feita para tentar parar uma hemorragia interna. Diz-se que uma multidão de mais de um milhão de iranianos reuniu-se à volta do local de enterro, que era suposto não ser conhecido à altura. Encontra-se sepultado no Cemitério Behesht-e Zahra, Teerã no Irã[38]

ObrasEditar

Khomeini escreveu mais de duzentos livros - sobre o Alcorão, jurisprudência islâmica, origens da Xaria, tradições islâmicas e vários outros assuntos, como Filosofia, poesia, literatura e política.

Alguns dos seus títulos mais conhecidos:

  • Hokumat-e Islami: Velayat-e faqih (Islamic Government by the Jurist) -1970
  • The Little Green Book - 1979
  • Forty Hadith (Forty Traditions)
  • Adab as Salat (The Disciplines of Prayers)
  • Jihade Akbar (The Greater Struggle) - 1972
  • Tahrir al-Wasilah - 1965
  • Kashf al-Asrar (Secrets Unveiled) - 1943

GaleriaEditar

Referências

  1. Moin, Khomeini, (2000), p.201
  2. «''BBC'': Historic Figures: Ayatollah Khomeini (1900–1989)» (em inglês). BBC. 4 de junho de 1989. Consultado em 19 de março de 2010. 
  3. «Ayatollah Ruhollah Khomeini Biography». Biography.com. Consultado em 10 de Setembro de 2018. 
  4. Moin, Baqer (14 de Junho de 1999). «From Khomein». The Iranian (Arq. em Wikiwix) 
  5. Moin, Baqer (1999). Khomeini: Life of the Ayatollah. [S.l.]: I.B.Tauris. 78 páginas 
  6. Amanat, Abbas (2017). Iran A Modern History (Cap. -Black Friday and its Aftermath). [S.l.]: Yale University Press 
  7. Spencer, Robert (2016). The Complete Infidel's Guide to Iran (Cap. Dominio of the Aryans). [S.l.]: Regnery Publishing. 366 páginas 
  8. Spencer, Robert (2016). The Complete Infidel's Guide to Iran (Cap. I am Cyrus, King of the World). [S.l.]: Regnery Publishing. 366 páginas 
  9. Camera, Andrea de la (2015). «Women's rights in iran during the years of the shah,ayatollah khomeini, and khamenei». University of Central Florida. p. 16 
  10. Spencer, Robert (2016). The Complete Infidel's Guide to Iran (Cap. A bastard of Conscience). [S.l.]: Regnery Publishing. 366 páginas 
  11. «1979: Exiled Ayatollah Khomeini returns to Iran». BBC. Consultado em 14 de Setembro de 2018. 
  12. «12 Bahman: Khomeini Returns». PBS.org. Consultado em 14 de Setembro de 2018. 
  13. Baqer, Moin (1999). Khomeini: Life of the Ayatollah. [S.l.]: I.B.Tauris. 204 páginas 
  14. Amanat, Abbas (2017). Iran A Modern History (Cap. Downfall of Pahlavi Rule). [S.l.]: Yale University Press 
  15. Amanat, Abbas (2017). Iran A Modern History (Cap. -Consolidation of the islamic republic (1979-1984). [S.l.]: Yale University Press 
  16. «The Structure of Power in Iran». PBS. Consultado em 20 de Setembro de 2018. 
  17. Lewis, Bernard (2003). A crise do Islão - Guerra Santa e Terror Profano. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. 37 páginas 
  18. Amanat, Abbas (2017). Iran A Modern History (Cap.13 -The making of the islamic revolution (1977-1979). [S.l.]: Yale University Press 
  19. Sawma, Gabriel (23 de Janeiro de 2015). «International Law». International Law 
  20. «Iran». US Departement of State. 2006 
  21. Warraq, Ibn (2017). The Islam in Islamic Terrorism (Cap. A Disregard for Human Rights). [S.l.]: New English Review Press 
  22. «Executions». Iran Human Rights Documentation Center. Consultado em 19 de Setembro de 2018. 
  23. Kusha, Hamid R. (e outro) (2014). «Stoning Women in the Islamic Republic of Iran: Is It Holy Law or Gender Violence» (PDF). Arts and Social Sciences Journal (Vol.5 Issue 1) 
  24. Alexander, Yonah (e outro) (2008). The New Iranian Leadership: Ahmadinejad, Terrorism, Nuclear Ambition, and the Middle East. [S.l.]: Praeger Security International. 26 páginas 
  25. Moin, Baqer (1999). Khomeini: Life of the Ayatollah (Cap. 11 ː Revolution - The return of the Imam). [S.l.]: I.B.Tauris 
  26. Spencer, Robert (2016). The Complete Infidel´s Guide to Iran (Cap.6 --Islam says , Kill Them). [S.l.]: Regnery Publishing 
  27. «An Interview With Khomeini». The New York Times. 7 de Outubro de 1979 
  28. «Blackmailing the U.S.». Time. 19 de Novembro de 1979 
  29. «Iran-U.S. Hostage Crisis». Historyguy.com. Consultado em 18 de Setembro de 2018. 
  30. «Iran Hostage Crisis». History.com. Consultado em 18 de Setembro de 2018. 
  31. Mackey, Sandra (1996). The Iranians : Persia, Islam and the soul of a nation. [S.l.]: Dutton. 317 páginas 
  32. Darwish, Abel (e Alexander, Gregory) (1991). Guerra do Golfo. [S.l.]: Publicações Europa-América. 101 páginas 
  33. Sonnenberg, Major Robert E. (1 de Abril de 1985). «The Iran-Iraq War: Strategy of Stalemate». Global Security 
  34. «Iran-Iraq War». History.com. Consultado em 23 de Setembro de 2018. 
  35. Pelletiere, Stephen C. (1992). The Iran-Iraq Warː Chaos in a Vacuum. [S.l.]: Praeger. 41 páginas 
  36. Mohammadi, Kamin (2011). The Cypress Tree (Capː 17 The War is coming). [S.l.]: Bloomsbury. 194 páginas 
  37. Carol, Steven (2015). Understanding the Volatile and Dangerous Middle East: A Comprehensive Analysis (Cap 53 The Use of Human Shields (...)). [S.l.]: iUniverse 
  38. Ruhollah Khomeini (em inglês) no Find a Grave

BibliografiaEditar

  • Moin, Baqer (2000). Khomeini: Life of the Ayatollah. [S.l.]: St. Martin's Press. ISBN 0312264909 
  • Spencer, Robert (2016) - The Complete Infidel´s Guide to Iran ː Regnery Publishing
  • Amanat, Abbas (2017) - Iranː a Modern History ː Yale University Press



Ligações externasEditar