Airton Cordeiro

Airton Ravaglio Cordeiro (Curitiba, 10 de agosto de 1942 - Curitiba, 27 de novembro de 2019) foi um radialista, jornalista,[1] comentarista e colunista esportivo, advogado e político brasileiro.[2][3][4][5]

BiografiaEditar

Filho de Benjamin Pinto Cordeiro e de Irene Ravaglio Cordeiro, estudou no Colégio Estadual do Paraná, no Colégio Novo Ateneu e diplomou-se como Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Paraná em 1970.[6]

Em 1959, iniciou a carreira no rádio quando foi convidado pelo radialista Maurício Fruet (futuro prefeito de Curitiba na década de 1980), atuando em transmissões esportivas. Ao longo do tempo foi narrador, comentarista e executivo, trabalhando em várias emissoras da capital paranaense. Com o prestígio que obteve no rádio, passou a trabalhar, paralelamente, em emissoras de TV e jornais, quando, já na década de 1960, fazia transmissões esportivas na TV Paranaense e na década de 1970 foi editor do caderno de esportes do jornal Gazeta do Povo. Também foi editor do vespertino Diário do Paraná e comentarista político na TV Iguaçu.[6][3]

Airton foi o primeiro paranaense a transmitir, ao vivo, uma Copa do Mundo por uma rádio paranaense, quando trabalhava para a Rádio Clube Paranaense, que em parceria com a Rádio Gaúcha, mandou uma equipe para a Copa do Mundo FIFA de 1974. Também cobriu, ao vivo, os preparativos para a viagem da Apollo 11, direto dos Estados Unidos da América.[6]

Carreira políticaEditar

Candidatou-se a vereador para a Câmara Municipal de Curitiba em 1976, sendo eleito com 8.387 votos pela ARENA e tomou posse em 1° de fevereiro de 1977.[2][3][4]

Em 1978, foi eleito deputado estadual, exercendo dois mandatos consecutivos na Assembléia Legislativa do Paraná, entre 1979 a 1986. Como o seu partido foi dissolvido em 1979, cumpriu quase todo o mandado na ALEP pelo PDS.[3]

Em 1986, concorreu para a Câmara dos Deputados, sendo eleito e tornando-se o único deputado constituinte do PDT do Paraná na elaboração da Constituição brasileira de 1988.[6][3][4][5]

Como radialista e jornalista, elaborou o artigo que foi aprovado para a constituição, da obrigatoriedade de se garantir o sigilo da fonte em matérias jornalisticas.[6] Em meio ao mandato, trocou o PDT pelo PFL e foi membro da comissão, na Câmara, organizadora das eleições e sistema eleitoral.[5] Em 1990, concorreu para um segunda mandato de deputado federal, mas não obteve êxito, abandonando a carreira política.

Também foi candidato a prefeito de Curitiba, em 1988, já pelo PFL, mas renunciou em favor da entrada de Jaime Lerner na campanha, a poucos dias do pleito, vencido por Lerner, o mesmo que o levou para o PDT anos antes.[4]

HomenagensEditar

Em 1988, recebeu a Comenda do Mérito Judiciário.[7]

MorteEditar

Após sofrer um infarto em 17 de novembro de 2019, o jornalista permaneceu internado por 10 dias e em 27 de novembro, morreu em decorrência de uma nova parada cardíaca.[6]

Referências

  1. Morre esposa do ex-deputado Airton Cordeiro, Tribuna do Paraná, consultado em 27 de Junho de 2015 
  2. a b Legislaturas de 1947-2016 (PDF), Câmara Municipal de Curitiba, consultado em 21 de Junho de 2015 
  3. a b c d e Cópia arquivada (PDF), Revista SENAP, consultado em 21 de Junho de 2015, arquivado do original (PDF) em 3 de março de 2016  |título= e |titulo= redundantes (ajuda)
  4. a b c d Curitiba - 50 anos de eleições municipais (PDF), Universidade Federal do Paraná, consultado em 21 de Junho de 2015 
  5. a b c Quem foi quem na constituinte (PDF), Depto Intersindical de Assessoria Parlamentar, consultado em 21 de Junho de 2015 
  6. a b c d e f Morre o jornalista e ex-deputado Aírton Cordeiro Tribuna do Paraná - acessado em 27 de novembro de 2019
  7. Diário Indústria & Comércio 22-12-2014 ISSUU - acessado em 27 de novembro de 2019