Alatina alata

Alatina alata (Reynaud, 1830)[1] é uma cubomedusa (Cubozoa) da família Alatinidae.

Como ler uma infocaixa de taxonomiaAlatina alata
Alatina alata, fêmea Bonaire, Netherlands
Alatina alata, fêmea
Bonaire, Netherlands
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Sub-reino: Parazoa
Filo: Cnidaria
Classe: Cubozoa
Ordem: Carybdeida
Família: Alatinidae
Género: Alatina
Espécie: A. alata
Nome binomial
Alatina alata
Reynaud, 1830
Sinónimos
Carybdea alata

DistribuiçãoEditar

Alatina alata é uma cubomedusa de ampla distribuição geográfica, sendo encontrada desde a Florida (EUA), passando pelo Caribe e até o Brasil no Oceano Atlântico, na região Pacífico-Índico, entre a costa norte da Austrália e do sul da Ásia, no Havaí e no Mar Arábico.[2][3]

EcologiaEditar

A. alata é observada em águas rasas perto da costa, em clima tropical e subtropical, mas também ocorre nas águas mais profundas do oceano. As medusas vivas coletadas continham anfípodes hiperiidae em sua subumbrela e pequenos camarões carídeos e eufasídeos no intestino ou subumbrela.[2]

DescriçãoEditar

Alatina alata possui uma umbrela alta e estreita, piramidal, gradativamente mais larga na base, com ponta arredondada no ápice; 4 facelas gástricas crescênticas nos cantos interradiais do estômago; 3 canais velares simples por octante, cada um com uma aba velarial com uma fileira de 3 a 4 verrugas de nematocistos; Gônadas conspícuas, estendendo-se desde a base do estômago até o anel nervoso. Anel nervoso conectado a ropália, onde se conecta com o órgão sensorial e a bases do pedalium. Quatro longos ropálias perradiais à umbrela. 4 longos pedalia, cada um com um tentáculo rosado. Quatro frênulas perradiais, conectando o velário e a subumbrela.[4][5]


Referências

  1. Reynaud, M. (1830). «La Carybdée (Méduse) Ailée». In: Lesson. R.P. Centurie Zoologique, ou Choix d'animaux rares, nouveaux ou imparfaitement connus. Bruxelles: Chéz F.G. Levrault. p. 95, Plate 33. 244 páginas 
  2. a b Lawley, J.W.; et al. (2016). «Box Jellyfish Alatina alata Has a Circumtropical Distribution».  Biological Bulletin. 231 (2): 152-169. doi:10.1086/690095 
  3. Straehler-Pohl, I. & Gul, S. (2017). «Rediscovery and description of the cubomedusa Alatina grandis (Agassiz & Mayer, 1902) (Cnidaria: Cubozoa: Alatinidae) from Pakistani waters». Plankton and Benthos Research. 12 (1): 1–14. doi:10.3800/pbr.12.1 
  4. Morandini, A.C. (2003). «Deep-sea medusae (Cnidaria: Cubozoa, Hydrozoa and Scyphozoa) from the coast of Bahia (western South Atlantic, Brazil)». Mitt. hamb. zool. Mus. Inst. 100: 13-25. doi:10.1086/690095 
  5. Lewis, C.; et al. (2013). «Redescription of Alatina alata (Reynaud, 1830) (Cnidaria: Cubozoa) from Bonaire, Dutch Caribbean». Zootaxa. 3737 (4): 473-487. PMID 25112765. doi:10.11646/zootaxa.3737.4.8