Abrir menu principal
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde abril de 2015). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Alberto Mendes Júnior
Ocupação policial

Alberto Mendes Junior, mais conhecido como Tenente Mendes, foi um oficial da Força Pública do estado de São Paulo durante o Regime Militar no Brasil. É considerado "herói e patrono" da Polícia Militar, com fotos suas em todos os batalhões de Polícia Paulistas. Foi mais conhecido por seus atos em combate contra a guerrilha de Carlos Lamarca. Depois de seu assassinato, foi promovido post-mortem ao posto de Capitão.

Índice

Biografia e carreiraEditar

 
Esta página foi marcada para revisão, devido a incoerências e/ou dados de confiabilidade duvidosa. Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a coerência e o rigor deste artigo.

Em 6 de fevereiro de 1970, foi apresentado ao 1º BPChq "Tobias de Aguiar", localizado na Avenida Tiradentes, no centro de São Paulo, em razão da sua transferência por conveniência do serviço.

Nos dias 16 de abril de 1970 e 18 de abril de 1970 foram presos respectivamente no Rio de Janeiro, Celso Lungaretti e Maria do Carmo Brito, ambos militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), uma das organizações de esquerda operando contra o Regime Militar brasileiro.

Ao serem interrogados, os dois informaram que desde janeiro de 1970, a VPR, com a colaboração de outras organizações comunistas, instalara uma área de treinamento de guerrilhas, na região de Jacupiranga, próxima a Registro, no Vale da Ribeira, no estado de São Paulo, sob o comando do ex-capitão desertor do Exército Carlos Lamarca. No dia 19 de abril de 1970, tropas do Exército e da Polícia Militar do Estado de São Paulo foram deslocadas para a área, a fim de verificar a autenticidade das declarações dos dois militantes presos e neutralizar a área, prendendo, se possível os seus 18 ocupantes. No início de maio, uma parte da tropa da Polícia Militar foi retirada da área, permanecendo, apenas, um pelotão. Como voluntário para comandá-lo, apresentou-se um jovem de 23 anos, o tenente Alberto Mendes Júnior.

No dia 8 de maio, sete guerrilheiros chefiados por Carlos Lamarca, que estavam numa pick-up, ao pararem num posto de gasolina em Eldorado Paulista, foram abordados por policiais que, imediatamente, foram alvejados por tiros que partiram dos que ocupavam o veículo e que após o tiroteio fugiram para Sete Barras.

Ciente do ocorrido, o Tenente Mendes organizou uma patrulha, que, em duas viaturas, dirigiu-se de Sete Barras para Eldorado Paulista. Cerca das 21:00 horas, houve o encontro com os guerrilheiros que estavam armados com fuzis FAL enquanto que os PMs portavam o fuzil Mauser modelo 1908. Vários PMs foram feridos e o Tenente Mendes verificou que diversos de seus comandados estavam necessitando urgentes socorros médicos. Um dos guerrilheiros gritou-lhes para que se entregassem. Julgando-se cercado, o oficial aceitou render-se, desde que seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais componentes da patrulha permanecido como reféns, o Tenente levou os feridos para Sete Barras.

De madrugada, a pé e sozinho, o Tenente Mendes buscou contato com os guerrilheiros, preocupado que estava com o restante de seus homens. Encontrou Lamarca que decidiu seguir com seus companheiros e os prisioneiros para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade foram surpreendidos por um tiroteio, ocasião em que dois guerrilheiros, Edmauro Gopfert e José Araújo Nóbrega, desgarraram-se do grupo e os cinco restantes embrenharam-se no mato, levando consigo o Tenente Mendes.

Depois de caminharem um dia e meio na mata, os guerrilheiros e o Tenente pararam para descansar. Nesta ocasião Carlos Lamarca, Yoshitame Fugimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um tribunal revolucionário que resolveu assassinar friamente o Tenente Mendes pela necessidade de mandar uma mensagem às demais Forças Militares e ao Governo. Os outros dois Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima ficaram vigiando o prisioneiro.

Poucos minutos depois, os três retornaram, e, acercando-se por trás do oficial, Yoshitame Fugimore desfechou-lhe golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça esmagada, o Tenente Mendes foi enterrado.

Em 8 de setembro, Ariston Lucena foi preso pelo DOI/CODI/IIEx e apontou, no local, onde o Tenente estava enterrado. Seu corpo foi exumado, em segredo, pelos agentes do DOI pois os companheiros do Tenente queriam linchar Ariston. Após sua morte, o tenente Alberto Mendes Júnior foi promovido a Capitão postumamente e foi declarado "Herói da Polícia Militar".[1][2]

AlgozesEditar

Dos cinco guerrilheiros que participaram do assassinato do Tenente Mendes, sabe-se que:

  • Carlos Lamarca, morreu na tarde de 17 de setembro de 1971, no interior da Bahia, morto pelo DOI/CODI/6ª RM;[3]
  • Yoshitame Fugimore, morreu em 5 de dezembro de 1970, em São Paulo, morto pelo DOI/CODI/IIEx;[3]
  • Diógenes Sobrosa de Souza, foi preso em 12 de dezembro de 1970, no Rio Grande do Sul. Em novembro de 71 foi condenado à pena de morte (existia na época esta punição para aqueles considerados "terroristas", que nunca foi usada formalmente). Em fins de 1979, com a anistia foi libertado;[3]
  • Gilberto Faria Lima (codinome Zorro), guerrilheiro infiltrado trabalhando para a polícia, que provavelmente fugiu para o exterior ainda durante os anos de chumbo;[4]
  • Ariston Lucena, após a anistia foi libertado. Faleceu em 2013.[5]

Ver tambémEditar

Referências