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Aldo Di Cillo Pagotto, SSS
Arcebispo da Igreja Católica
Arcebispo-emérito da Paraíba

Título

Arcebispo Emérito da Paraíba
Hierarquia
Papa Francisco
Congregação Pe. Eugênio Barbosa Martins, SSS
Atividade Eclesiástica
Congregação Santíssimo Sacramento
Diocese Arquidiocese da Paraíba
Nomeação 5 de maio de 2004
Predecessor Dom Marcelo Pinto Carvalheira
Sucessor Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, O.F.M.Cap.
Mandato 2004 - 2016
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 7 de dezembro de 1977
Caratinga
por Dom José Eugênio Corrêa
Nomeação episcopal 10 de setembro de 1997
Ordenação episcopal 31 de outubro de 1997
por Dom Frei Cláudio Cardeal Hummes, O.F.M.
Lema episcopal UNUM CORPUS ET UNUS SPIRITUS
Um só Corpo e um só Espírito
Nomeado arcebispo 5 de maio de 2004
Brasão arquiepiscopal
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Dados pessoais
Nascimento São Paulo,  São Paulo
16 de setembro de 1949 (69 anos)
Nacionalidade brasileiro
Funções exercidas - Bispo-coadjutor de Sobral (1997-1998)
- Bispo de Sobral (1998-2004)
dados em catholic-hierarchy.org
Arcebispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Aldo Di Cillo Pagotto, SSS (São Paulo, 16 de setembro de 1949), é um bispo católico brasileiro e arcebispo emérito da Paraíba. É primo do falecido cardeal de São Paulo, Agnelo Rossi.

Em 2015, devido a denúncias de pedofilia e abuso sexual ele foi proibido pelo Vaticano de ordenar novos padres e receber novos seminaristas.[1] Devido aos escândalos, em julho de 2016 Dom Aldo renunciou ao cargo de arcebispo.[2][3][4][5]

Índice

FormaçãoEditar

Cursou filosofia e teologia no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário Caratinga (Minas Gerais) e no Seminário S. Pio X dos Padres Sacramentinos, Caratinga. Na Universidade Gregoriana estudou de 1988 a 1991, onde bacharelou-se em Filosofia e especializou-se em teologia dogmática.[carece de fontes?]

PresbiteradoEditar

D. Aldo foi ordenado diácono em 7 de setembro de 1977. Recebeu a ordem sacerdotal das mãos de Dom José Eugênio Corrêa, em Caratinga, aos 7 de dezembro do mesmo ano, no dia seguinte emitiu os votos perpétuos na Congregação do Santíssimo Sacramento.[carece de fontes?]

Foi administrador paroquial de Caputira (Minas Gerais) e professor de Teologia Fundamental no Seminário Diocesano de Caratinga (1978-1979). Transferido para Belo Horizonte em 1981, foi vigário paroquial na Catedral de Belo Horizonte e assessor da Pastoral da Juventude na Arquidiocese de Belo Horizonte até 1983. Em São Paulo, foi vigário paroquial em Santa Ifigênia e atuou como co-formador dos filósofos da Congregação SSS entre 1983 e 1984. Em 1985 mudou-se para Fortaleza, onde exerceu a função de vigário paroquial em São Benedito e foi vigário episcopal da Região Metropolitana de Fortaleza (1992-1996). Ensinou Teologia Fundamental no Instituto Teológico Pastoral do Ceará entre 1985 e 1988 e 1991 e 1995. Entre 1995 e 1997 foi vice-provincial de sua congregação. Em 1997 foi vigário-geral na Arquidiocese de Olinda e Recife.[carece de fontes?]

EpiscopadoEditar

Dom Aldo foi ordenado bispo no dia 31 de outubro de 1997, por Dom Cláudio Hummes, então Arcebispo de Fortaleza.

Logo ordenado bispo, sucedeu a Dom Walfrido Teixeira em Sobral, no interior norte do Ceará entre 18 de março de 1998 e 5 de maio de 2004.[6]

Como bispo, foi encarregado da Dimensão Ecumênica no Regional NE 1; Comissão Pastoral da Seca no NE 1. Em 2000, foi eleito Presidente do Regional NE 1 CNBB. Foi também Presidente da Comissão Episcopal Serviço, Caridade, Justiça e Paz (2003-2007).

Em 5 de maio de 2004[7] foi nomeado arcebispo da Arquidiocese da Paraíba, em substituição a Dom Marcelo Carvalheira.[8]

Próximo das correntes vinculadas à Renovação Carismática Católica, ele define sua ação pastoral como um esforço para o resgate da família e da parceria entre a Igreja e o estado na busca de políticas públicas que promovam o bem estar da população, através de ações que considera distantes de tendências ideológicas.[carece de fontes?]

Dom Aldo também foi presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança[9]

Em 06 de junho de 2016, o Papa Francisco aceitou seu pedido de renúncia ao cargo de Arcebispo da Paraíba depois de uma série de denúncias sobre seu envolvimento em casos de pedofilia e abuso sexual.[1][2][3][4]

CondecoraçõesEditar

No dia 30 de outubro de 2007, D. Aldo recebeu da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba a medalha Papa João Paulo II. Da Câmara Municipal de João Pessoa, recebeu a medalha do Mérito da Cidade de João Pessoa.[10]

Ordenações episcopaisEditar

Dom Aldo foi concelebrante das ordenações episcopais de:[carece de fontes?]

Problemas no governo da Arquidiocese da Paraíba e com a Santa SéEditar

Através de um processo canônico, a Arquidiocese da Paraíba passou por uma intervenção da Santa Sé, tendo atuado como visitador apostólico Dom Fernando Guimarães, à época bispo da diocese de Garanhuns-PE. O conteúdo do processo e das investugações não foram revelados. No entanto, Dom Aldo encontra-se suspenso de ordens em relação às ordenações de novos diáconos e padres. Dom Aldo também tem suscitado diversos controvérsias em sua relação com a doutrina espítira. Prefaciou o livro do espírita Severino Celestino. Depois, outra situação difícil com os bispos que integram a CNBB quando Dom Aldo tencionou aceitar convite para participar de um grande evento espírita na cidade de São Paulo-SP ( 1° Encontro Espírita do Estado de São Paulo - ENCOESP). Em entrevista ao programa Espiritismo Via Satélite. Programa este apresentado pelo senhor Alamar Régis Carvalho, Dom Aldo disse que já havia lido Paulo e Estevão, (obra psicografada por Chico Xavier).[carece de fontes?]

Casos de Pedofilia e estuprosEditar

Em abril de 2002, Ministério Público do Ceará acusa dom Aldo Pagotto de coagir adolescentes a mudar depoimentos sobre abuso sexual, no caso do frei Luis Sebastião Thomaz -apontado como suposto autor de abuso sexual contra 21 meninas de Santana do Acaraú, no interior cearense. Nove das supostas vítimas passaram por exames no IML (Instituto Médico Legal). A polícia revelou que uma delas teria sofrido estupro e duas teriam mantido relações sexuais com o frei.

Em Julho de 2016 o Papa Francisco aceitou a renúncia do arcebispo da Paraíba Aldo Pagotto. De acordo com a imprensa italiana, o religioso ítalo-brasileiro de 66 anos é suspeito de ter abrigado em sua diocese padres e seminaristas acusados de abusar sexualmente de menores e expulsos por outros bispos.[carece de fontes?]

Depois do início da investigação do Vaticano, em 2015, Pagotto recebeu a determinação de não ordenar padres ou receber novos seminaristas.[carece de fontes?]

Em 2002, ele foi acusado de coagir adolescentes para que mudassem seus depoimentos a fim de proteger um frade acusado de estupro.[carece de fontes?]

Com a renúncia, o posto de arcebispo fica vago até que um substituto seja nomeado. Enquanto isso, Dom Genival de França, bispo emérito de Palmares (PE), administrará o local.[11]

Em novembro de 2017 Dom Aldo di Cillo Pagotto - arcebispo emérito da Paraíba - e outros padres daquela Arquidiocese foram inocentados pelo Ministério Público -MP da acusação da prática de crimes sexuais devido a prescrição. Mas processo na Justiça do Trabalho prosseguiu e a Igreja Católica foi condenada a pagar 12 milhões de reais devido à condenação por Exploração Sexual.

O Conselho Superior do MP decidiu por unanimidade arquivar as denúncias contra os religiosos, por prescrição. A decisão pelo arquivamento do processo, por unanimidade, conforme o seu termo de homologação, foi feita a pedido do relator do processo, o procurador Francisco Sagres Macedo Vieira, uma vez que as denúncias só foram realizadas pelas vítimas quando estas já eram maiores de idade.

Em novembro de 2018 a Igreja Católica da Paraíba foi condenada a pagar 12 milhões de reais em virtude da Condenação por Exploração Sexual durante o Mandato de Dom Aldo. O Processo transitou na Justiça do Trabalho.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b Nunes, Angélica (6 de julho de 2016). «Dom Aldo coleciona denúncias investigadas pelo Vaticano». www.jornaldaparaiba.com.br. Consultado em 4 de setembro de 2016 
  2. a b Mayrink, José Maria (6 de julho de 2016). «Papa aceita renúncia do arcebispo da Paraíba acusado de acobertar pedófilos». O Estado de São Paulo. Consultado em 4 de setembro de 2016 
  3. a b «Papa aceita renúncia do arcebispo da Paraíba por escândalo de pedofilia». Zero Hora. 6 de julho de 2016. Consultado em 4 de setembro de 2016 
  4. a b «Papa aceita renúncia do arcebispo da Paraíba por escândalo de pedofilia». Istoé. 6 de julho de 2016. Consultado em 4 de setembro de 2016 
  5. «Papa aceita renúncia de bispo da PB acusado de acobertar pedofilia - 06/07/2016 - Poder - Folha de S.Paulo». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 4 de setembro de 2016 
  6. «Bispos da Diocese de Sobral». Portal Diocesano - Diocese de Sobral. Consultado em 6 de agosto de 2017 
  7. Página da CNBB.[ligação inativa]
  8. «Arcebispos da Paraíba». Consultado em 7 de agosto de 2017 
  9. «Pastoral da Criança - Mensagem de Dom Aldo di Cillo Pagotto pelos 28 anos da Pastoral da Criança». www.pastoraldacrianca.org.br. Consultado em 7 de agosto de 2017 
  10. Dom Aldo Pagotto recebe medalha de honra ao mérito
  11. «Papa aceita renúncia de Dom Aldo e anuncia novo administrador para PB». Paraíba. 6 de julho de 2016. Consultado em 6 de agosto de 2017 

Ligações externasEditar