Alexandre Baldy

político brasileiro
Alexandre Baldy
Secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo
Período 1 de janeiro de 2019 até a atualidade
Governador João Dória
Ministro das Cidades do Brasil
Período 22 de novembro de 2017
até 31 de dezembro de 2018
Presidente Michel Temer
Antecessor Bruno Araújo
Sucessor cargo extinto
Deputado federal por Goiás
Período 1º de fevereiro de 2015
até 31 de janeiro de 2019 [a]
Secretário de Indústria e Comércio de Goiás
Período 2011 até 2013
Governador Marconi Perillo
Dados pessoais
Nome completo Alexandre Baldy de Sant'Anna Braga
Nascimento 21 de julho de 1980 (40 anos)
Goiânia, Goiás
Nacionalidade Brasileiro
Partido PSDB (2010-2015)
PODE (2015-2017)
PP (2017-presente)
Profissão Político e industrial

Alexandre Baldy de Sant'Anna Braga (Goiânia, 21 de julho de 1980) é um industrial e político brasileiro filiado ao Progressistas (PP). Atualmente é secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo[1], no governo João Doria (PSDB).

Baldy foi deputado federal por Goiás e Ministro das Cidades do Brasil.[2] Entre 2011 e 2013, foi secretário de Indústria e Comércio de Goiás, nomeado pelo governador Marconi Perillo.[3]

No dia 06 de agosto de 2020 Baldy foi preso em casa[4], na Rua Haddock Lobo (São Paulo-SP), durante ação da Polícia Federal como desdobramento da Operação Lava-Jato, tendo sido cancelada no dia seguinte pelo ministro do STF, Gilmar Mendes. Segundo o texto da Suprema Corte, “No caso dos autos, a possibilidade de decretação da prisão preventiva do reclamante foi expressamente afastada na decisão reclamada ante à absoluta ausência de contemporaneidade dos fatos investigados.”

BiografiaEditar

Alexandre Baldy de Sant’Anna Braga é casado com Luana Limírio Gonçalves Braga e tem dois filhos, Alexandre Filho e Cléo. Nascido na capital goiana, caçula do procurador de Justiça Joel Sant’Anna Braga e Eulina Baldy de Sant’Anna. Baldy militou em diversos segmentos de representação do setor produtivo, como Acieg Jovem, Associação de Jovens Empresários e Lide.

Secretário de Indústria e Comércio do Estado de GoiásEditar

Em 2011, o então empresário recebeu convite do governador Marconi Perillo para assumir a Secretaria de Indústria e Comércio (SIC), onde desenvolveu um trabalho que levou Goiás a bater recordes de crescimento, com a atração de R$ 31 bilhões em investimentos e geração de mais de 210 mil empregos. O jovem goiano também comandou importantes investimentos frente à secretaria, como os do Centro de Convenções de Anápolis e o do novo Autódromo de Goiânia. Foi na gestão de Alexandre Baldy que foi criado o VV Empresarial, espaço físico criado junto com todos os órgãos responsáveis para atendimento ao empresário para a abertura de empresas. O tempo de abertura de uma pequena ou média empresa foi reduzido de 40 dias para 24 horas, as certidões eram emitidas online. Em Goiás, foram capacitadas mais de 150 mil empresas, com o curso plano de negócios para empreendedores e palestras. Foi liberado mais de R$ 190 milhões em financiamento para a MPE com juros subsidiados. Foi reduzido em 50% as taxas de juros e 100% do financiamento passou a ser depositado na conta do empresário, onde ele escolhia a melhor forma de investir em seu negócios.

A experiência na administração pública levou a traçar novos caminhos na política e em 2014 foi eleito deputado federal pelo PSDB com 107.544 mil votos.

Deputado Federal (2014)Editar

Em seu primeiro mandato, o deputado Alexandre Baldy estreou na lista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) como um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional. A lista elenca os 100 parlamentares que fazem parte do processo decisório do Poder Legislativo.

Relator de Pautas EconômicasEditar

Relatou matérias importantes para o cenário econômico do País, como a repatriação de recursos provenientes do exterior e a convalidação dos incentivos fiscais, que interfere diretamente na organização financeira dos Estados, tendo atuação consagrada voltada à pauta econômica. Ainda em Plenário ele também relatou e garantiu a aprovação do Projeto de Lei de Convalidação dos Incentivos Fiscais, proposta travada na pauta das Casas por mais de 14 anos. Alexandre Baldy também relatou o Projeto de Lei que aumenta o poder de Banco Central do Brasil (BACEN) e CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em investigações de bancos e empresas por infrações administrativas e em irregularidades em operações no mercado financeiro. O texto fortalece a supervisão e fiscalização do sistema financeiro nacional, dando mais transparência aos atos praticados pelos bancos e instituições financeiras, sendo mais uma ferramenta no combate a ações ilícitas e corrupção nas instituições públicas e privadas.

Subrelator da CPI do BNDESEditar

Foi subrelator na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Alexandre Baldy apontou desequilíbrios econômicos entre o banco e o tesouro nacional. Seu relatório parcial pediu o indiciamento do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, José Carlos Bumlai, Taiguara Rodrigues e do então presidente do banco Luciano Coutinho não foi aprovado pelos parlamentares integrantes do Colegiado, no entanto, foi entregue ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, que hoje executam ações que coincidem com os fatos apontados por Baldy durante os trabalhos do colegiado.

Em 2016, deixou o PSDB filiou-se ao PTN, atual Podemos, o qual foi líder por 8 meses, coordenando uma bancada de 13 deputados. Em 20 de novembro de 2017 foi desfiliado do Podemos e cotado para assumir o cargo de ministro das Cidades do governo do presidente Michel Temer.

Outras ações na Câmara dos DeputadosEditar

Foi presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados de 05/2015 a 02/2017 e presidente da Comissão Especial do Regime Penitenciário de Segurança Máxima. Atuou como coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético e articulou a construção da lei do RenovaBio.


Ministro das Cidades (2017)Editar

A convite do então presidente Michel Temer, em novembro de 2017, Baldy assumiu o Ministério das Cidades. Sob sua gestão estavam as Secretarias Nacionais de Saneamento Ambiental, Habitação, Desenvolvimento Urbano, Mobilidade Urbana, além do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Uma das marcas de Alexandre Baldy enquanto ministro  foi a retomada de obras nas áreas de competência do ministério em todo o Brasil. Baldy deu uma nova cara ao programa Minha Casa Minha Vida, ao dar prioridade na retirada das famílias que moravam em áreas de risco e calamidades para uma moradia digna, dar mais celeridade à construção dos residenciais, além de destinar 6% do orçamento previsto para a realização de um residencial para construção de escolas e creches dentro dos condomínios. Baldy foi o ministro que entregou aproximadamente 1.200 casas por dia durante toda a sua gestão. A área de Saneamento obteve recorde de investimentos, com o direcionamento de mais de R$ 6 Bi. Projetos de Mobilidade importantes foram destravados Brasil a fora, como o metrô de Salvador, BRTs de Goiás, Fortaleza, Teresina, Rio de Janeiro. Projetos de contenção de encostas realizados, hoje trazem mais segurança a diversas famílias, além da entrega do título de Regularização Fundiária, que confere ao proprietário do imóvel o direito legal de seu bem. Na área de Trânsito, a modernização ganhou força com as versões da Carteira Nacional de Habilitação e o documento CRLV digitais.


Secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo (2019)Editar

O Governador eleito de São Paulo, João Doria, convidou Baldy para conduzir a Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM) em dezembro de 2018, cargo o qual ele assumiu em 1º de janeiro de 2019. A STM tem a gestão da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Sob a gestão de Baldy está a locomoção de cerca de 10 milhões de passageiros por dia em todo o Estado de São Paulo.[carece de fontes?]

Uma grande polêmica em sua gestão foi a troca, nada bem recebida pela população, da Linha 18−Bronze por um corredor de ônibus, BRT, sendo que na campanha eleitoral de João Doria, o mesmo se comprometeu a implantação da referida Linha em monotrilho.

Notas

  1. Licenciado entre 22 de novembro de 2017 e 31 de dezembro de 2018 para assumir o cargo de Ministro das Cidades.

Referências

  1. «Doria anuncia Baldy para comandar Transportes - Política». Estadão. Consultado em 2 de janeiro de 2019 
  2. «Alexandre Baldy 4555». Eleições 2014. Consultado em 28 de abril de 2015 
  3. «A trajetória de Alexandre Baldy». Diário da Manhã. 29 de setembro de 2014. Consultado em 28 de abril de 2015 [ligação inativa]
  4. «Secretário de Transportes de Doria é preso em casa na Zona Oeste de SP em operação da Lava Jato». G1. Consultado em 6 de agosto de 2020 

Ligações externasEditar

Precedido por
Bruno Araújo
Ministro das Cidades
2017–2019
Sucedido por
-