Alexino ([ælɨkˈsaɪnəs]; em grego: Ἀλεξῖνος; c. 339-265 a.C.[1]) de Élis, foi um filósofo da escola megárica e discípulo de Eubulides de Mileto. Derivado da sua natureza argumentativa foi-lhe dado o apelido de "o refutador" (em grego: Ἐλεγξῖνος). De Élis partiu para Olímpia, na esperança de fundar aí uma seita, mas os alunos logo ficaram desagradados com as condições do local e com os parcos meios de subsistência.

Nenhuma das suas doutrinas foram preservadas, mas a partir de uma breve menção feita por Cícero,[2] parece ter lidado com puzzles lógicos. Ateneu[3] menciona um peã que escreveu em honra de Crátero, o macedónio, cantado em Delfos ao som da lira. Alexino também escreveu a opôr-se a Zenão de Cítio e a Éforo de Cime. Diógenes Laércio preservou algumas linha acerca da sua morte, causada por ter sido espetado por um junco enquanto nadava no Rio Alfeu.[4][5]

Nos anos 267-266, Alexino debateu questões de retórica com Hermarco.[1] Filodemo de Gádara, na sua obra Sobre a Retórica, cita uma refutação de Hermaco na qual Alexino é citado.[6] Alexino critica os sofistas retóricos por perderem o seu tempo a investigar assuntos desnecessários, como a dicção, a memória e a interpretação de passagens obscuras nos poetas.

Referências

  1. a b Tiziano Dorandi, Chapter 2: Chronology, in Algra et al. (1999) The Cambridge History of Hellenistic Philosophy, page 47. Cambridge University Press
  2. Cícero, Academica, ii. 24
  3. Athenaeus, xv. 696
  4. Diógenes Laércio, ii. 109-110
  5. Jowett, Benjamin (1867). «Alexinus». In: William Smith. Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology. 1. Boston: Little, Brown and Company. 128 páginas 
  6. PHerc. 1674