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Alfadal ibne Sale
Nascimento 740
Morte 789 (49 anos)
Ocupação líder militar

Alfadal ibne Sale ibne Ali ibne Abdilá ibne Abas (em árabe: الفضل بن صالح بن علي بن عبد الله العباسي; transl.: Al-Fadl ibn Salih ibn Ali ibn Abdillah ibn Abbas , lit. "Alfadal, filho de Sale, filho de Ali, filho de Abdilá, filho de Abas; 740[1]-789) foi um governador abássida de uma série de províncias diferentes na Síria durante o final do século VIII. Foi também governador do Egito por um breve período. Teve relações familiares com os califas abássidas e fez parte da tribo árabe dos Salidas.[2]

BiografiaEditar

Em 755, Alfadal liderou a caravana de peregrinação destinada a Meca e Medina para o haje anual. Tornou-se governador do Junde de Damasco (cuja principal cidade era Damasco) em 766 e três anos depois adicionou o Junde de Quinacerim (cuja principal cidade era Alepo) aos seus domínios durante o reinado do califa Ismail Almançor. Em 775, foi nomeado governador da região da Jazira (Mesopotâmia Superior) ao norte de Damasco pelo califa Almadi. Ele mudou-se para a Jazira no mesmo ano. Alfadal retornou para Damasco após sua viagem para Jerusalém em 780 onde acompanhou Almadi como parte de sua comitiva.[2] Foi por volta desta época que ele foi deposto como governador da Jazira e substituído por Abdal Samade ibne Ali.[3]

Alfadal foi enviado junto dum grande exército para suprimir uma rebelião no Egito em 785. Após derrotar os rebeldes em Buvite, Almadi nomeou-o governador de Fostate no Egito.[4] Ele estabeleceu os quarteis dos soldados e a mesquita congregacional de Alascar e durante seu mandato as cidades de Alascar e Fostate foram fundidas numa cidade maior.[5] Seu governo apenas durou um ano e quanto Alhadi sucedeu seu pai como califa em 786, Alfadal foi removido de sua posição.[6] Após seu retorno para a Síria em 789, substituiu as portas da Mesquita Omíada de Damasco e construiu o famoso Domo do Tesouro para abrigar os recursos da mesquita.[7] Alfadal foi também responsável pela construir do Domo do Relógio, que foi construído em 780.[8]

Referências

  1. Atabari 1989, p. 55.
  2. a b Cobb 2001, p. 27-28.
  3. Atabari 1990, p. 203.
  4. Petry 2008, p. 79.
  5. Meyers 1997, p. 405.
  6. Rappoport 2003, p. 347.
  7. Cobb 2001, p. 151.
  8. Rudolff 2006, p. 178.

BibliografiaEditar

  • Cobb, Paul M. (2001). White banners: contention in ‘Abbāsid Syria, 750–880. Albany, Nova Iorque: State University of New York Press. ISBN 0-7914-4880-0 
  • Petry, Carl F. (2008). The Cambridge History of Egypt. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 0-521-06885-1 
  • Meyers, Eric M. (1997). The Oxford encyclopedia of archaeology in the Near East. Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19-506512-3 
  • Rappoport, S. (2003). History of Egypt. Whitefish, Montana: Kessinger Publishing. ISBN 0-7661-3456-3 
  • Rudolff, Britta (2006). Intangible and Tangible Heritage. Mogúncia: Universidade de Mogúncia 
  • Atabari, Abu Jafar (1989). Hillenbrand, Carole, ed. The waning of the Umayyad caliphate. Nova Iorque: SUNY Press. ISBN 0-88706-810-3 
  • Atabari, Abu Jafar (1990). Kennedy, Hugh N., ed. Al-Manṣūr and Al-Mahdī. Nova Iorque: SUNY Press. ISBN 0-7914-0143-X