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Ali Ahamad Kamel Ali Harfouche
Nascimento 1 de janeiro de 1962 (57 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Cônjuge Patrícia Kogut
Ocupação Jornalista, sociólogo

Ali Kamel (Rio de Janeiro, 1 de janeiro de 1962) é um jornalista, sociólogo, atual Diretor Geral de Jornalismo da Rede Globo, também chamado de diretor responsável de jornalismo. É casado com a jornalista Patrícia Kogut, colunista do jornal O Globo. Nasceu no Rio de Janeiro numa família de imigrantes sírios. O avô materno, Mamede Ali, casou-se na Bahia com Maria José Alves Ali, com quem teve dois filhos, Luiz e Zeny. Os avós vieram para o Rio de Janeiro dez anos depois. No Rio de Janeiro, Zeny casou-se com o sírio Ahmad Kamel, com quem teve quatro filhos, Mamede, Leila, Samira e Ali, os dois últimos gêmeos (o pai e o avô materno de Ali Kamel são muçulmanos; a mãe e a avó materna são cristãs).

Índice

BiografiaEditar

Formou-se, em 1983, em Ciências Sociais, pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e, em 1984, em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Fez estágio de um ano no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, onde ingressou por concurso. Em 1982, também como estagiário, começou a trabalhar como jornalista na Rádio Jornal do Brasil, onde foi contratado.[1] Saiu de lá como redator, em 1985. No mesmo ano, ingressou na revista Afinal, como repórter. Tornou-se chefe da pequena sucursal da revista, no Rio de Janeiro. Saiu de lá, em fevereiro de 1986, para ser editor-assistente da revista Veja, onde permaneceu até 1989, na condição de subchefe da sucursal carioca.[2]

Em maio do mesmo ano, ingressou no jornal O Globo, como chefe de reportagem dos jornais de bairro, a convite de Henrique Caban, então superintendente de redação do jornal. Um ano depois, Evandro Carlos de Andrade, diretor de redação do jornal, convidou-o para a chefia de reportagem da editoria Rio. Em 1990, foi promovido a editor do Segundo Caderno. Em 1991, foi para Brasília, onde se tornou diretor da sucursal, lá permaneceu até 1993, quando retornou ao Rio de Janeiro, como editor-chefe adjunto do jornal, sempre por iniciativa de Evandro Carlos de Andrade. Em 1995, Evandro assumiu a direção da Central Globo de Jornalismo da Rede Globo, e Merval Pereira assumiu a direção de redação do jornal O Globo.[2] Merval, então, promoveu Ali Kamel a editor-chefe do jornal, cargo que ocupou até 2001, quando se tornou diretor-executivo. Em junho de 2001, Evandro Carlos de Andrade morreu e foi substituído por Carlos Henrique Schroder. Kamel foi então convidado para ser o diretor-executivo de jornalismo da central dirigida por Schroder. Em maio de 2003, passou a escrever uma coluna quinzenal na página de opinião do jornal O Globo. Uma de suas maiores polêmicas como colunista foi sobre livros didáticos. Criticou com contundência o livro Nova História Crítica, de Mario Schmidt, afirmando que o livro difundia a ideologia marxista, entre outros aspectos. Encerrou sua coluna no O Globo em 2009 e, no início do mês de julho do mesmo ano, foi promovido ao cargo de diretor da Central Globo de Jornalismo (CGJ), cargo antes ocupado por Carlos Schroder, que assumiu a Direção Geral de Jornalismo e Esporte (DGJE), recentemente criada pela Rede Globo. A Central Globo de Jornalismo estava subordinada à DGJE.

Em 19 de setembro de 2012, assumiu a Direção Geral de Jornalismo e Esportes, quando Carlos Henrique Schroder deixou o cargo para assumir a direção geral da Rede Globo.«Anúncio da mudança de cargo». G1. Globo. Consultado em 19 de setembro de 2012 </ref>

Como diretor da DGJE, Ali Kamel supervisionou a cobertura da Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014, e as Olimpíadas do Rio, em 2016. Em outubro de 2016, o Esporte passou a ser uma unidade que atendia ao mesmo tempo a Rede Globo e a Globosat, sob a direção de Roberto Marinho Neto.«Neto de Roberto Marinho assume o controle da área de esporte da Globo». Folha. Folha de S. Paulo. Consultado em 14 de maio de 2019 </ref>

Ali Kamel continuou responsável pelo jornalismo da Rede Globo, pelo canal por assinatura GloboNews e pelo portal de notícias na internet G1. Seu cargo passou a ser o de diretor de jornalismo da Rede Globo.

Livros publicadosEditar

Em agosto de 2006, lançou o livro Não somos racistas (Nova Fronteira, 144 pp), no qual critica a adoção de cotas raciais, sustentando a tese de que, ao contrário de combater o racismo, elas podem dar origem ao ódio racial - até então inexistente no Brasil, segundo ele. No livro, Kamel sustenta que o Brasil não é uma nação estruturalmente racista, embora admita que o racismo existe no país, como em todas as sociedades humanas. Analisa as estatísticas que expressam a desigualdade entre negros e brancos, concluindo, no entanto, que nada permite afirmar que a desigualdade seja fruto do racismo. Para ele, o abismo que separa negros e brancos nos indicadores sociais decorre fundamentalmente da pobreza, o que o leva a defender investimentos realmente expressivos em educação. Além disso, o autor discute como a questão do negro foi tratada pela academia, desde os anos 1930 até os nossos dias. [3]

Em 2007, lançou 'Sobre o Islã – A Afinidade entre Muçulmanos, Judeus e Cristãos e as Origens do Terrorismo, também editado pela Nova Fronteira.[4]

Em agosto de 2009, lançou Dicionário Lula, um presidente exposto por suas próprias palavras, também pela Nova Fronteira. No livro, Kamel analisa todos os discursos de improviso de Lula, todas as suas entrevistas e todos os programas radiofônicos Café com o Presidente, num total de 1554 textos, material suficiente para a publicação de um artigo diário, de domingo a domingo, por treze anos e meio. O livro se divide em duas partes. Na primeira, Kamel analisa o perfil do presidente a partir de suas palavras. Na segunda, está um dicionário, com 347 verbetes: com a ajuda de programas de computador, Kamel selecionou as palavras mais usadas por Lula e deu definições a elas, para isso usando as próprias palavras do presidente. [5]

Em dezembro de 2006, a revista Veja, da Editora Abril, incluiu Não somos racistas entre os dez livros mais importantes do ano. [6] Em 2008, a revista Superinteressante, também da Editora Abril, lançou uma edição especial com os 122 livros que considerava fundamentais para entender o mundo. "Se você ainda não os leu, explicamos aqui por que eles são essenciais", dizia a capa da revista. Na lista, dois livros de Ali Kamel: Não somos racistas, na página 16, e Sobre o Islã, na página 42 da edição da revista.

Em 2009, Kamel foi apontado, pela revista Época, da Editora Globo, como um dos 100 brasileiros mais influentes do ano.[7][8][9][10][11][12]

Referências

  1. [1]
  2. a b https://www.portaldosjornalistas.com.br/jornalista/ali-kamel/
  3. http://www.alikamel.com.br/artigos/racistas2.pdf
  4. http://www.alikamel.com.br/artigos/isla4.pdf
  5. http://www.alikamel.com.br/artigos/lula21.pdf
  6. http://www.alikamel.com.br/artigos/racistas26.pdf
  7. «10 livros para explicar o mundo» (PDF). www.alikamel.com.br. Consultado em 22 de setembro de 2013 
  8. «Superinteressante, os 122 livros para entender o mundo». www.scribd.com/mobile. Consultado em 22 de setembro de 2013 
  9. «Época - NOTÍCIAS - Os 100 brasileiros mais influentes de 2009». Época. Globo.com. Consultado em 20 de dezembro de 2009 
  10. «Perfil site Memória Globo». Memoria Globo. Globo.com. Consultado em 21 de setembro de 2013 
  11. «Perfil de Ali Kamel feito pelos estagiários de O Globo». www.oglobo.com.br. Consultado em 7 de junho de 2010 
  12. «Perfil de Ali Kamel na Amazon». www.amazon.com. Consultado em 11 de maio de 2012 

Ligações externasEditar