Alma Gêmea

Telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo
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Alma Gêmea
Alma Gémea (PT)
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero
Duração 50 minutos
Criador(es) Walcyr Carrasco
País de origem Brasil
Idioma original português brasileiro
Produção
Diretor(es) Jorge Fernando[1]
Câmera Multicâmera
Roteirista(s) Thelma Guedes
Elenco
Tema de abertura "Alma Gêmea", Fábio Júnior
Música Peninha
Empresa(s) produtora(s) Central Globo de Produção
Exibição
Emissora original Rede Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 20 de junho de 2005 – 10 de março de 2006
Episódios 227

Alma Gêmea é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo de 20 de junho de 2005 a 10 de março de 2006, em 227 capítulos,[3] substituindo Como uma Onda e sendo substituída por Sinhá Moça. Foi a 66ª "novela das seis" exibida pela emissora. Escrita por Walcyr Carrasco, com colaboração de Thelma Guedes, teve direção de Fred Mayrink e Pedro Vasconcelos e direção geral e direção de núcleo de Jorge Fernando.

Contou com Eduardo Moscovis, Priscila Fantin, Flávia Alessandra, Liliana Castro, Sidney Sampaio, Bia Seidl, Elizabeth Savalla e Ana Lúcia Torre nos papéis principais.[2]

ProduçãoEditar

Antes do início das gravações, elenco e equipe da telenovela assistiram à palestras com o antropólogo Giovani José da Silva e Carlos Eduardo Sarmento, professor da Fundação Getulio Vargas, respectivamente sobre cultura indígena e costumes socioeconômicos, culturais e políticos da década de 1940. Além disso, o antropólogo deu aulas de linguagem indígena para Priscila Fantin, André Gonçalves, Francisco Carvalho, Maria Silvia, Júlia Lemmertz e Thaíssa Ribeiro. Esses atores também contaram com a orientação da pesquisadora de prosódia Íris Gomes da Costa. Fernanda Souza, Emilio Orciollo Netto e Emiliano Queiroz fizeram aulas de prosódia caipira com Silvia Nobre. Marcelo Barros ganhou noções de prosódia nordestina. Liliana Castro fez aulas de piano com Claudia Castelo Branco e aprendeu passos de balé com Cissa Rondinelli. Eduardo Moscovis foi à Roselândia, em Cotia, São Paulo, conhecer as técnicas de enxertos e plantações de rosas – no local há mais de 300 espécies de roseiras. Malvino Salvador treinou em restaurantes de São Paulo o manuseio de utensílios culinários e a fabricação de pão. Para dar a vida à vilã Cristina, a atriz Flávia Alessandra assistia a filmes de terror, suspense, obsessão e loucura, em busca de inspiração para compor as diversas fases da personagem. A atriz também dispensava dublê nas cenas mais difíceis. Alexandre Barillari visitou o Presídio Ary Franco, no Rio de Janeiro, onde conversou com detentos para ajudar na composição do vilão Guto.

CenografiaEditar

 
A trama teve cenas gravadas na Gruta do Lago Azul, em Bonito, Mato Grosso do Sul.

As cenas de Serena na comunidade indígena – incluindo seu nascimento, a morte da mãe, seu crescimento, a invasão e destruição da aldeia, até a partida para São Paulo – foram distribuídas por Bonito, no Mato Grosso do Sul, Carrancas, em Minas Gerais, e o bairro de Camorim, no Rio de Janeiro. Em Bonito, a produção de cerca de 70 profissionais contou com a ajuda de bombeiros, militares do Exército e uma equipe de rapel para transportar os equipamentos. No Camorim foi construída uma aldeia cenográfica feita basicamente de palha e madeira, com 13 ocas – incluindo a oca comunitária do pajé, a da mãe de Serena e a sala de aula onde Cleyde ensinava às crianças. Ali foram realizadas as cenas da invasão dos garimpeiros e do incêndio, que contaram com a participação de 80 figurantes. Pedaços da aldeia foram usados nas gravações em Bonito e em Carrancas. As primeiras gravações em São Paulo incluíram cenas de Serena passando por locais históricos da cidade, como a Estação Júlio Prestes, a Pinacoteca do Estado, o Museu do Ipiranga e a Catedral da Sé, além de cenas na Vila dos Ingleses com cerca de 20 atores figurantes.

A cidade cenográfica de Roseiral construída dos Estúdios Globo (antigo Projac) foi inspirada em várias localidades, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro da época em que se passa a trama. Também foram usadas como referências cidades do interior de São Paulo, como Bernardino de Campos (onde nasceu o autor Walcyr Carrasco) e a estância hidromineral Águas de Santa Bárbara; e municípios do Paraná, como Castro, Morretes, Antonina e Lapa. Erguida em uma área de nove mil metros quadrados, Roseiral comportava as casas de Rafael e Agnes, o prédio residencial de Vera, a vila da pensão de Divina, além de igreja, loja de flores, farmácia, estação ferroviária, barbearia, mercearia, prefeitura, cinema, sorveteria, consultório médico e sapateiro, alguns com interior. A estufa, um dos cenários relevantes da trama, ganhou uma parte externa na cidade cenográfica e interior em estúdio. Este foi um dos ambientes mais trabalhosos por conta da manutenção das rosas. As flores tinham de ser guardadas em geladeira, a uma temperatura entre oito e 12 graus, e não podiam ficar em locais abafados. Rosas artificiais foram misturadas às naturais para compor o cenário.

Figurino e caracterizaçãoEditar

A década de 1920 da trama foi caracterizado por um figurino com cortes retos, sem cintura e bustos achatados para as mulheres, e roupas mais estreitas, acinturadas, com boca das calças mais fechada e uso do chapéu coco para os homens. Na década de 1940, seguiu-se o tom das comédias italianas do início da década de 1950, com referências, entre outras, a filmes do cineasta italiano Federico Fellini. Um dos destaques é Cristina, que abusava das cores vermelha, roxo e vinho, como uma típica vilã de desenho animado. Também teve repercussão a composição da personagem Kátia, de Rita Guedes, uma mistura das atrizes Veronica Lake, Lana Turner e Rita Hayworth e de Jessica Rabbit, personagem da animação Uma Cilada para Roger Rabbit, de Robert Zemeckis. A maior dificuldade encontrada pela equipe de maquiagem foi a caracterização dos índios. A solução para atender à agilidade da televisão e não se distanciar muito das referências do real foi adotar o carimbo.

Foi encomendada uma maquiagem especial à prova d'água para que a pintura resistisse ao suor das gravações e aos mergulhos no rio. Diariamente, os atores e figurantes eram carimbados e depois pintados com a tinta, em um processo que levava, em média, 40 minutos. Priscila Fantin ainda teve de escurecer os cabelos e alisá-los todos os dias. No núcleo da cidade, as atrizes usaram meias-perucas para fazer a diferenciação entre as duas fases da novela. Nicette Bruno e Walderez de Barros usaram uma peruca grisalha na década de 1940. Os atores, embora na vida real os homens já usassem gomalina nos anos 1920, só adotaram o recurso na segunda fase da trama, uma licença da equipe de caracterização para marcar a diferença.

Acusações de plágioEditar

Em outubro de 2005, Walcyr foi acusado de plágio pelo escritor Carlos de Andrade, autor do livro Chuva de Novembro. Ele entrou com um processo exigindo 10% do faturamento da novela e alegando que ela era um plágio do seu livro. Chuva de Novembro conta a história do músico Caio, que se apaixona por Caressa, a quem dá uma rosa amarela. A prima Regina fica enciumada e arma um plano para matar Caressa, fazendo Caio viver uma vida solitária. Na novela, os personagens seriam Rafael, Luna e Cristina.[4] Um tempo depois, a escritora Shirley Costa também acusou Walcyr Carrasco de plágio; segundo ela, alguns detalhes de cenas e da história da novela foram copiadas do seu livro Rosácea. A escritora garantiu que o livro chegou às mãos do autor. Um primeiro laudo confirmou a ação de plágio.[5] Em abril de 2009, Carrasco foi absolvido da acusação. O perito identificou 185 pontos em comum nas duas obras, mas alegou não poder afirmar que seja plágio.[6] Em setembro do mesmo ano, alguns dias após o início da reprise da trama, a escritora recorreu da decisão e o processo foi reaberto.[7] Porém, em janeiro de 2010, o autor foi novamente absolvido pela Justiça. O juiz concluiu que "não houve plágio algum, posto que os textos comparados não apresentam pontos de identidade, características originais de enredo ou técnica de criação". Ele ainda diz que "os pontos semelhantes podem ser encontrados em diversas outras obras como mitologia grega, romances trovadorescos, contos nibelungos, literatura infanto-juvenil e nas próprias telenovelas".[8]

EnredoEditar

Primeira fase

A trama começa no ano de 1928, na fictícia cidade de Roseiral, no interior de São Paulo. A trama conta o grande amor entre Rafael, um botânico que cria rosas, e Luna, uma romântica e delicada jovem, bailarina e pianista. Quando os dois se conhecem, é amor à primeira vista. Em poucos dias de namoro eles se casam e logo têm um filho, batizado de Felipe. Entretanto, no dia em que Luna faz sua primeira apresentação como bailarina principal, no Theatro Municipal de São Paulo - dia que deveria ser o mais feliz da vida do casal, ocasião que Rafael a presenteia com uma linda rosa branca preparada exclusivamente para ela, a rosa Luna - uma tragédia se abate sobre o casal. A maquiavélica Débora, mãe de Luna, que procura um genro rico para sair da falência, infiltra a governanta Cristina na mansão do casal, para tentar separá-los, sem êxito. Cristina também é prima materna de Luna. Amargurada, Cristina sente-se injustiçada pela vida, pois Luna é rica, bonita, tem uma profissão de destaque, sempre é elogiada pela família e, principalmente, é casada e tem um filho com Rafael – a quem sempre desejou obsessivamente. Para completar, Luna herdou da avó as joias da família, que Luna usou no dia de sua estreia como bailarina. Cristina sentiu-se traída por sua avó, visto que é a neta mais velha e teria direito às joias, porém estas só seriam dadas à primeira neta que se casasse e tivesse um filho. Isso aumenta o ódio de Cristina, que decide vingar-se da prima. Ao saírem do espetáculo, Luna e Rafael são surpreendidos por dois bandidos – sendo um deles Guto, amante de Cristina – que roubam as joias de Luna. Rafael, para defender a mulher, reage ao assalto e Guto, assustado, atira na direção do botânico. Luna, ao perceber que o marido será atingido, se coloca na frente dele e leva um tiro no peito, morrendo ao chegar no hospital. Enquanto Rafael se desespera com a morte da mulher, gritando, aos prantos para que ela volte, o espírito de Luna fica atormentado e não consegue fazer a passagem para o plano espiritual. Nessa mesma noite, em uma aldeia na cidade de Bonito, no Mato Grosso do Sul, nasce a cabocla Serena, filha de uma índia com um garimpeiro holandês, que destruiu boa parte da mata com queimadas ilegais, e fugiu para não assumir a paternidade de Serena.

Segunda fase

Serena cresce na aldeia indígena, apresentando estranhos comportamentos. Às vezes, olha para um lago e vê uma flor que ela não conhece – uma rosa branca – refletida nas águas. Em outros momentos, sonha com imagens de um passado que sabe que está ali, mas não se reconhece. Em outras ocasiões desenha casas grandes que não existem na região, o que chama a atenção de Cleyde, a professora da aldeia. Cleyde acha um mistério o que ocorre com Serena, mas o pajé da aldeia explica que Serena tem um sonho dentro de si e, se o sonho for forte demais, ela terá que buscá-lo algum dia. Vinte anos se passam. Serena tornou-se uma bela jovem, muito valente e bondosa que, apesar de não se parecer com uma índia, por ter cabelos claros e olhos verdes, luta por seu povo, para tentar proteger a mata dos garimpeiros e caçadores.

Durante esses vinte anos, Rafael nunca esqueceu Luna. Tornou-se um homem frio e amargurado, que vive exclusivamente para o trabalho. Ele nunca mais foi capaz de criar uma nova espécie de rosa, apenas trabalhando com outras plantas. Incapaz de amar novamente, Rafael só manteve casos passageiros, jurando que nunca mais se casaria. Cristina manteve-se ao lado dele todo esse tempo, na esperança de tê-lo um dia, mas Rafael a considera uma amiga fiel, nunca tendo desconfiado sobre o caráter de Cristina, e nem sobre sua paixão por ele. Como tornou-se um homem muito infeliz, não queria fazer seu filho sofrer, e então Felipe foi criado por sua tia Vera, irmã de Rafael.

Serena desperta a paixão do jovem índio José Aristides, seu amigo de infância. Ele a pede em casamento, mas Serena fica em dúvida, pois sente que um grande amor a espera em um lugar distante. Após receber a notícia da morte de sua mãe, que foi devorada por uma onça, Serena entra em desespero e consola-se nos braços de José Aristides, certa que se casará com ele, entretanto a aldeia é incendiada, saqueada e invadida por garimpeiros – o líder do bando é seu pai, que Serena nunca conheceu. Após ver que muitos índios foram assassinados e toda a aldeia destruída, Serena termina o namoro com José Aristides, e com a bênção do pajé e ajuda de Cleyde, que lhe dá o endereço da pensão de uma prima, decide partir em busca de uma vida melhor, e tentar encontrar seu sonho, como previu o pajé. Serena, após sofrer muitos perigos até chegar em São Paulo, chega a pequena cidade de Roseiral, hospedando-se em uma pensão, conforme sua professora Cleyde recomendou. Ao chegar, cria grande amizade e afeto profundo por Terê, um menino de rua, e decide adotá-lo informalmente como seu filho.

Procurando emprego, começa a trabalhar como empregada doméstica na mansão de Rafael. Quando os dois se veem, Serena o reconhece sem saber de onde, emocionada. Ele a encara surpreso. Há um momento mágico entre os dois. Ambos deixam uma lágrima cair. Por um instante, Rafael fica estranhamente perturbado, sufocado com intensas lembranças de Luna. Em seguida, ele a trata de forma rude e ela sai assustada, mas acaba sendo contratada por Cristina para trabalhar na casa. O primeiro momento de Serena na casa é de um intenso déjà vu. Estranhamente sente muito afeto pelo lugar e, ao se encontrar com Felipe, filho de Luna, imediatamente sente um amor profundo, o abraçando e chorando.

Ao mesmo tempo, mais importante que tudo, resta um amor que fala mais alto do que Rafael e Serena conseguem entender. Inicia-se assim a história entre Rafael e Serena, uma trama envolta em mistério, marcada por acontecimentos inexplicáveis e sempre cercada de muita emoção. Cristina e sua ambiciosa mãe, Débora, sentem que Serena representa uma ameaça aos seus planos: obter a fortuna de Rafael através de seu casamento com Cristina, no qual tentaram até então. Mas Rafael é muito rude e inflexível, e elas não conseguem ter mais proximidade com ele. Cristina esconde as joias de Luna em seu cofre, as colocando às vezes para admirar-se no espelho. Obcecada pelas mesmas, teme ser descoberta, mas não consegue separar-se delas. Guto está preso há mais de cinco anos por diversos crimes cometidos, e Cristina decide abandonar seu amante de uma vida inteira. Guto, então, promete vingança. Ao sair da cadeia, passa a persegui-la, e eles reatam o relacionamento.

O misticismo está presente na novela não só nos fenômenos que ocorrem com Serena, mas também através da personagem Alexandra, esposa do médico Eduardo. Para a medicina, ela sofre de esquizofrenia, sendo extremamente agressiva. Chega a Roseiral acompanhada pela enfermeira Nair, após receber alta do hospício onde estava internada. Após um tempo estabilizada, suas crises retornam, e ela passa a ter crises, vê vultos, ouve vozes, tenta se machucar e machucar os outros, passando a apresentar comportamento ainda mais estranho, quando adivinha o futuro de alguém, ou simplesmente sabe quando a pessoa é boa ou má. Tudo piora quando é confrontada por alguém, sua voz fica mais gutural, ganhando uma força masculina, capaz de derrubar tudo a sua frente. Eduardo, cansado das crises da esposa, decide interná-la novamente, mas está descrente da medicina, visto que nenhum tratamento deu certo, nem a estabilizou. Cético e prático, não acredita na espiritualidade, mas é convencido por alguns conhecidos a tratar Alexandra com um terapeuta que seja espírita.

Após realizar diversas sessões de hipnose com Julian e sua assistente Sabina, Alexandra descobre que seu problema é espiritual: a voz que a manda praticar agressões e também a fazem incorporar, está relacionada à aproximação de espíritos obsessores de vidas passadas, assim como suas premonições são sua mediunidade ostensiva - Alexandra precisa trabalhar com a caridade espiritual para libertar-se das amarras espirituais.

O tratamento com Julian ajuda Alexandra a voltar a ser feliz, o que salva seu casamento com Eduardo – antes de sua volta a Roseiral, o médico havia tido um envolvimento com Vera, a irmã de Rafael, que Alexandra sentia muita raiva e tentou agredir diversas vezes. Ela começa a trabalhar como médium de incorporação na equipe do doutor Julian, melhorando a cada dia mais as suas crises nervosas.

Cristina torna-se amante do motorista Ivan, e a partir daí o relacionamento de Serena e Rafael passa a ficar entre idas e vindas, pois Serena quer Rafael por inteiro em sua vida, não quer ser para ele apenas uma recordação de Luna. Cristina ainda combina com Guto para agarrar e beijar Serena, o que faz Rafael pensar que ela o trai, separando-se, muito magoado.

Serena fica horrorizada ao ver Guto, entra em pânico e passa muito mal. No hospital, ela descobre possuir um sopro cardíaco. Começa, então, a frequentar reuniões espíritas, e a ler a Bíblia e também O Livro dos Espíritos, em busca de respostas para seus sonhos premonitórios, intuições, recordações de outras vidas, visões de espíritos, e as visões que tem do espírito de Luna quando se olha no espelho. Serena também sabe tocar piano e dançar balé, sem nunca ter aprendido, o que também a deixa muito intrigada, cada vez mais desconfiando sobre sua ligação com Luna, que possui um imenso retrato na sala da casa de Rafael, o que a faz sentir muita emoção ao ver.

Ela começa a realizar sessões de hipnose com Julian, e acaba realmente descobrindo que é, de fato, a reencarnação de Luna, como já desconfiava, descobrindo muitas coisas sobre ela, inclusive a história que motivou seu assassinato, o que a deixa muito abalada. Serena também descobre que seu sopro cardíaco é consequência do tiro que levou no coração em sua vida passada, e que seu sinal de nascença entre os seios é a marca da bala. Serena começa a trabalhar como médium de transporte nas reuniões espíritas do doutor Julian. Serena, então, convence Agnes, a mãe de Luna, que sempre foi cética, que é a reencarnação de Luna, após revelar a ela um segredo que só Luna e a mãe sabiam - o motivo do falecimento do irmão de Luna. Por sua vez, Adelaide, a avó de Luna e Cristina, sempre gostou de Serena e a defendeu, causando muita raiva em Cristina e Débora.

Há ainda uma velha bruxa, que fabrica venenos e poções, que Débora e Cristina já compraram e tentaram usar contra seus desafetos. Cristina usa essa poção para fazer Rafael dormir, após beber muito. Ele acorda com Cristina a seu lado, dizendo que tiveram uma noite juntos, o que o deixa transtornado. Semanas depois ela inventa uma gravidez, e Rafael se vê obrigado a casar com ela, para decepção de Serena.

Débora usa veneno para matar Guto, ao descobrir que ele iria entregar Cristina à polícia, e depois para tenta matar Rafael, colocando a poção em um copo de suco. Porém Eurico, o mordomo da casa, acaba trocando os copos acidentalmente, e ela é quem acaba tomando o veneno. Débora vai para o umbrau, ficando perdida em um labirinto de trevas. Cristina se desespera com a morte da mãe, dizendo que se vingará de todos. A esta altura, Rafael está tentando desquitar-se de Cristina, que fingiu ter sofrido um aborto espontâneo, visto que Rafael se negou a tocá-la, e o casamento era de fachada, onde o mesmo se separaria após o nascimento do suposto bebê. Cristina só assinará a separação mediante uma fortuna de pensão e regalias, mas antes de morrer Débora pede para ela não assinar, e Cristina, então, não dá a separação, e planeja destruir a felicidade de Rafael e Serena, inconformada por Luna ter reencarnado e novamente conquistado Rafael.

Cristina tenta matar Serena envenenada, mas Agnes percebe o que está acontecendo, e pede para que ela troque de taças e beba, mas Cristina, furiosa, se recusa e foge dali.

Guto, no umbral, passa a atormentar Cristina, que se vê a cada dia mais desesperada, sem dinheiro, sozinha, e atormentada com vozes e vultos. Somente Ivan a ajuda, mas faz Cristina passar por diversas humilhações.

O juiz assina a separação de Rafael e Cristina. Ele, enfim, casa-se com Serena. Ambos adotam legalmente o menino Terê, e Felipe passa a morar com o pai e Serena. Em sessões com Julian, Serena descobre que Terê era o irmão de Luna em outra encarnação, ficando muito emocionada, e finalmente compreendendo o amor que sente por ele.

O espírito de Guto se aproxima de Alexandra, que inicialmente fica muito atormentada por causa da grande energia negativa que ele emana. Ela o incorpora nas reuniões espíritas, e o mesmo diz que precisa falar com Serena, que decide ouvi-lo. Ele se mostra arrependido e ela tenta o acalmar, dizendo que o perdoa. A equipe de doutor Julian passa a tratá-lo, e o encaminha para um plano espiritual de luz. Serena, então, revela a toda família o que motivou o assassinato se Luna, e muito horrorizados, se voltam contra Cristina, que promete matar Rafael e Serena.

Final

Armados, Cristina e Ivan sequestram Serena e Terê, e os leva até a cabana em uma mata distante, enquanto Rafael se desespera com o sumiço deles. Vendo que o cerco se fecha, e não havendo saída, Cristina decide voltar à casa de Rafael para buscar as joias que sempre guardou, fazendo Serena de refém. Toda a cidade vai até o local para saberem o que de fato acontece dentro da casa de Rafael. Este último entra dentro da casa e Serena esta na mira arma. Cristina manda Ivan deixar as joias na escada, e deixa claro que nunca o amou, e só o usou. Ivan humilha Cristina, e acaba se entregando para a polícia, tendo, assim, seu desfecho final. Cristina dá a sua ultima cartada e quando vai atirar em Serena, Rafael entra na sua frente e a bala o atinge, fazendo-o cair. Encurralada, Cristina sobe ao quarto para tentar escapar, mas antes decide experimentar as joias para fugir com elas, entretanto, após uma intensa ventania, os candelabros do quarto caem no chão, e o fogo consome o quarto, bloqueando portas e janelas, e Cristina fica presa e desesperada. O fogo se alastra, e acaba incendiando a casa de Rafael. Sombras e espíritos malignos começam a atormentá-la, e ela lembra do dia que prometeu a sua alma ao diabo no passado. Cristina morre queimada, e o diabo, então, surge, e vem buscar sua alma. Ele a faz atravessar um espelho, levando sua alma para o inferno. O espelho se quebra com o incêndio, e a alma de Cristina, aos berros, acaba presa em um portal de trevas, sumindo quando o espelho se parte.

Rafael morre nos braços de Serena, chorando, após declarações de amor, revelando que só estava esperando ela voltar para retribuir com sua vida, a vida que ela deu por ele. Serena revela que descobriu sua missão, que era voltar para dar sua vida como retribuição, mas que seu coração jamais suportaria viver longe de seu grande amor. Sendo assim, Serena tem um infarto, e morre. Todos choram pelo casal, enquanto a mansão de Rafael arde em chamas ao fundo. Terê promete honrar a memória dos pais, e quando cresce, torna-se um escritor de sucesso, e conta a história dos dois em um romance espírita, intitulado Alma Gêmea.

Em um plano espiritual de luz, Serena e Rafael descobrem quem foram em todas as outras encarnações, e que são almas gêmeas justamente por terem estado juntos em todas as outras vidas, ora como irmãos, ou amigos, ou casados, mas sempre com o amor verdadeiro prevalecendo. Ambos passam a cuidar dos novos espíritos que chegam ao plano espiritual, e como já cumpriram suas missões, não precisam mais reencarnar.

ElencoEditar

Ator/Atriz Personagem
Priscila Fantin Serena Anauê
Eduardo Moscovis Rafael de Souza Dias
Flávia Alessandra Cristina Ávilla Saboya Dias
Ana Lúcia Torre Débora Ávilla Saboya
Alexandre Barillari Augusto Casali (Guto)
Drica Moraes Olívia Médici Siqueira
Malvino Salvador Vitório Santini
Luigi Baricelli Raul de Carvalho Siqueira
Fernanda Souza Mirna Gonçalves da Silva
Emílio Orciollo Netto Crispim Gonçalves da Silva
Sidney Sampaio Felipe Ávilla Blanco Dias
Cecília Dassi Mirella de Médici Siqueira
Kayky Brito Gumercindo Parreira
Nívea Stelmann Alexandra Montenegro
Ângelo Antônio Dr. Eduardo Montenegro
Bia Seidl Vera Souza Dias
Fernanda Machado Dalila Santini
Rodrigo Phavanello Roberval Silvério / Roberval Albuquerque
Marcelo Faria Jorge Amadeu
Rita Guedes Kátia Dantas
Elizabeth Savalla Agnes Ávilla Blanco
Walderez de Barros Adelaide Ávilla
Neusa Maria Faro Divina Santini
Fúlvio Stefanini Osvaldo Santini
Nicette Bruno Ofélia Santini
Erik Marmo Hélio Santini
Aisha Jambo Sabine Bel-Lac
Tammy Di Calafiori Nina Santini
Lady Francisco Generosa
Andréa Avancini Terezinha
Marcelo Barros Alaor
Felipe Camargo Dr. Julian Enke
Bruna di Tullio Madalena
Ernesto Piccolo Eurico
Emiliano Queiroz Bernardo dos Santos (Tio Nardo)
Umberto Magnani Elias
Rosane Gofman Nair
Lucas Domso Amarildo
Thiago Luciano Ivan dos Santos
Carla Daniel Zulmira dos Santos
Keruse Bongiolo Judith
Michel Bercovitch Ciro
Ronnie Marruda Abílio Pedreira
Mariah da Penha Clarice Pedreira
Hilda Rebello Dona Filó
David Lucas Terê Dias
Renan Ribeiro Carlito de Médici Siqueira
Pamella Rodrigues Paulina Pedreira
Caroline Smith Ritinha

Participações EspeciaisEditar

Ator/Atriz Personagem
Liliana Castro Luna Ávilla Blanco Dias
André Gonçalves José Aristides Anauê
Rodrigo Faro Zacarias
Luiz Gustavo Romeu[9]
Betty Faria Marielza
Júlia Lemmertz Professora Cleyde
Othon Bastos Padre Álvaro
Louise Cardoso Doralice
Thaíssa Carvalho Aliena Anauê
Luciana Rigueira Jacira Anauê
Marcos Suchara Josias Anauê
Maria Silvia Jaçuí Anuê
Alexandre Zacchia Percival
Carolyna Aguiar Mafalda
Carvalhinho Padre
Castro Gonzaga Marcelino
Daniel Barcellos Dr. Ermelino
Duse Nacaratti Feiticeira
Francisco Carvalho Pajé José Anauê
Fred Mayrink Cantor do Clube da Cidade de Roseiral
Ilva Niño Almerinda
Jaime Leibovitch Juíz
Carlos Gregório Sr. Rodriguez
Luciano Vianna Xavier
Jorge Cherques Psiquiatra de Alexandra
Jorge Fernando Papai Noel
José Augusto Branco Argemiro
Júlio Braga Contador de Dr. Santos
Mário Cardoso Dr. Santos (advogado de Rafael)
Maurício Machado Baltazar Alvarim
Nina de Pádua Eliete
Roberto Bataglin Dr. Pandolfo
Ana Beatriz Braga Serena (criança)
Victor Hugo Cugula José Aristides (criança)
Haylton Faria Delegado
Rômulo Medeiros Padre
Adilson Girardi Guarda

AudiênciaEditar

Exibição original

Sua estreia, em 20 de junho de 2005, substituindo Como uma Onda, obteve 36 pontos, com picos de 38.[10] O segundo capítulo da trama repetiu o sucesso da estreia, apresentando 36 pontos com picos de 39.[10] Em seus seis primeiros meses, a trama alcançou uma média de 37 pontos, e 59% de share, considerada a maior audiência da década.[11] Em 23 de janeiro de 2006, a trama alcançou recorde absoluto de audiência. Foram registrados 46 pontos de média.[12] Esse recorde foi superado uma semana depois, em 30 de janeiro, quando alcançou média de 48 pontos e picos de 53. Ficou apenas um ponto atrás de Belíssima, que em horário nobre marcou 49 pontos. No capítulo foram exibidas as cenas em que Mirna joga Cristina no chiqueiro.[13]

No dia 6 de março de 2006, a trama alcançou 49 pontos, com 75% de share.[14] No capítulo final da história, Alma Gêmea conquistou a maior média de fim de novela das 18 horas desde Sonho Meu, em 1994: 53 pontos com picos de 56, índice de novela das 20h.[15] Seu capítulo final bateu Belíssima, então trama do horário nobre na época.[16] Teve média geral de 39 pontos, a maior audiência do horário da década de 2000 e do século 21.[17][18]

Reprise

Foi reexibida pelo Vale a Pena Ver de Novo de 24 de agosto de 2009 a 12 de março de 2010, em 145 capítulos, substituindo Senhora do Destino e sendo substituída pela mesma sucessora original Sinhá Moça. Foi a última novela a ser exibida pelo Vale a Pena Ver de Novo na década de 2000.[19][20][21][22][23][24] Sua reprise foi ao ar garantindo liderança com 18 pontos e 20 de pico. Os capítulos seguintes da trama foram surpreendentes, até mesmo superando alguns da antecessora, Senhora do Destino. No dia 20 de janeiro de 2010, segundo dados consolidados do IBOPE. Alma Gêmea no Vale a Pena Ver de Novo marcou média de 22 pontos no intervalo em que foi exibida, entre 14h36 e 15h51. Cama de Gato (exibida entre 18h10 e 18h57) e Tempos Modernos (exibida entre 19h22 e 20h14) marcaram 21 pontos cada.[25] No último capítulo, como em sua exibição original e sua reprise, atingiu pico de 33 pontos e uma média de 30 pontos no IBOPE, com 65% de participação. Durante toda reprise, Alma Gêmea teve ótimo desempenho, ultrapassando outras novelas inéditas da emissora Cama de Gato, Tempos Modernos e Malhação.[26]

Trilha sonoraEditar

NacionalEditar

Capa: Eduardo Moscovis

Alma Gêmea - Nacional
Trilha sonora
Gravação 2005
Gênero(s) Vários
Idioma(s) Português
Formato(s) CD
Download Digital
Gravadora(s) Som Livre
Cronologia de
 
Internacional
(2005)
 
TítuloMúsicaPersonagem Duração
1. "Índia (India)"  Roberto CarlosSerena 03:45
2. "Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor"  Milton NascimentoHélio 04:02
3. "Um Segredo e Um Amor (Secret Love)"  SandyMirela 04:37
4. "Margarida"  Roupa NovaMirna 03:40
5. "Alma Gêmea"  Fábio Jr.Abertura 04:46
6. "Eterno Amor (True Love)"  Cídia e DanFilipe 02:45
7. "Uma Vez Mais"  Ivo PessoaRafael e Serena 03:26
8. "Diz Nos Meus Olhos (Inclemência)"  Zélia DuncanCristina 04:01
9. "Eu Não Existo Sem Você"  Maria BethâniaAgnes e Ciro 05:06
10. "Linda Flor (YaYa) (Ai, YoYo)"  Gal CostaOlívia 04:39
11. "A Vida Que a Gente Leva"  Leila PinheiroDalila 03:32
12. "Estrada do Sertão"  Elba RamalhoCrispim e Mirna 04:48
13. "Todo Seu Querer"  FagnerOlívia e Vitório 02:49
14. "Um Sonho de Verão (Moonlight Serenade)"  Jussara SilveiraKátia 03:46
15. "Acidente de Amor"  Gino & GenoCrispim 03:50
16. "Suíte dos Índios"  Mú CarvalhoNúcleo dos Índios 04:18

InternacionalEditar

Capa: Fernanda Souza e Emílio Orciollo Netto

Alma Gêmea - Internacional
Trilha sonora
Lançamento 2005
Gênero(s) Vários
Idioma(s) Português
Formato(s) CD
Download Digital
Gravadora(s) Som Livre
Cronologia de
 
Nacional
(2005)
 
TítuloMúsicaPersonagem Duração
1. "My Funny Valentine"  Rod StewartRafael e Serena 02:50
2. "Moonlight Serenade"  Carly SimonHélio e Sabina 04:32
3. "Mr.Lonely"  FabiannoTema de Locação: Roseiral 02:39
4. "La Vie En Rose"  Stringe OrchestraTema de Locação: Roseiral 03:06
5. "Amapola"  The Royal Phillarmonic OrchestraTema de Locação: Roseiral 03:57
6. "Al Di Lá"  PaoloVitório e Olívia 02:53
7. "Fly Me To The Moon"  Frank SinatraRaul e Dalila 02:38
8. "Blue Moon"  SNZOlívia
Intervalo comercial
02:41
9. "Mitsy"  Ivo PessoaTema de Locação: Roseiral 03:57
10. "The Lover"  John K. SteffenTema de Locação: Roseiral 03:56
11. "At Last"  Kenny G featuring Artur SandovalZulmira e Eurico 04:08
12. "Sway"  Dean MartinGeral 02:46
13. "Frenesí"  MontserratGeral 03:09
14. "Mambo Nº 8"  Mambo ProjectNúcleo da Pensão da Divina 03:53

PrêmiosEditar

Troféu Leão Lobo (2005)

Prêmio Contigo (2005)

APCA (2005)

Melhores do Ano - Domingão do Faustão (2005)

Prêmio Qualidade Brasil (2006)

Prêmio Top of Business (2005)

Prêmio Comigo Ninguém Pode (2005)

  • Emílio Orciollo Neto

PopTv (2005)

  • Melhor Novela

Exibição internacionalEditar

Referências

  1. Memória Globo. «Alma Gêmea - Trama Principal». Consultado em 18 de janeiro de 2014 
  2. a b «Alma Gêmea – Galeria de personagem». Memória Globo. Consultado em 30 de outubro de 2015. Arquivado do original em 4 de fevereiro de 2014 
  3. Memória Globo. «Alma Gêmea - Ficha Técnica». Consultado em 21 de dezembro de 2008 
  4. «Justiça: Alma Gêmea acusado de plágio por escritor». Estrelando. 25 de outubro de 2005 
  5. «Walcyr Carrasco é acusado de plagiar livro em novela». UOL. 26 de dezembro de 2007. Consultado em 12 de agosto de 2014 
  6. «Alma Gêmea: Walcyr Carrasco se livra de acusação de plágio». 180 graus. 3 de abril de 2009. Consultado em 12 de agosto de 2014 
  7. «Três autores acusam novela da Globo de plágio, diz coluna». Área Vip. 8 de setembro de 2009. Consultado em 12 de agosto de 2014 
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  25. «Reprise de "Alma Gêmea" tem audiência maior que novelas das 18h e 19h». Folha de S. Paulo. 21 de janeiro de 2010 
  26. «'Alma gêmea' tem média de 33 pontos no Ibope no último capítulo». Extra - Alma Gêmea. 12 de março de 2010 
  27. Redação APCA (2005). «Melhor atriz - Flávia Alessandra Melhores da APCA - Premiados de 2005» 🔗. Associação Paulista de Críticos de Artes. Arquivado do original em 28 de setembro de 2011 
  28. Redação Associação Prêmio Qualidade Brasil (2006). «Prêmio Qualidade Brasil 2006 – São Paulo». Associação Prêmio Qualidade Brasil 
  29. «Alma Gêmea - Curiosidades». Memória Globo. Globo.com. Consultado em 12 de julho de 2014 

Ligações externasEditar