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Alumar
Razão social Consórcio de Alumínio do Maranhão S.A.
Slogan Compromisso com o desenvolvimento
Fundação 1981 (38 anos)
Sede Brasil São Luís, Maranhão
Produtos Alumina
Certificação ISO 14001, ISO 9001, OHSAS 18001, SA 8000[1]
Website oficial www.alumar.com.br

A Alumar (Consórcio de Alumínio do Maranhão S.A.), instalada em São Luís, é uma empresa formada por um consórcio entre as mineradoras transnacionais Alcoa, South 32 e Alcan. É uma das maiores produtoras de alumina do mundo, e uma das maiores empresas instaladas no Maranhão. Era também uma grande produtora de alumínio, mas as atividades com o metal foram encerradas em março de 2015.

HistóricoEditar

Em julho de 1980, em meio a uma fase política e econômica conturbada, o projeto para instalação de uma fábrica de alumínio da Alcoa Alumínio S.A. na Ilha de São Luís foi aprovado por cinco ministérios e pelo então presidente do Brasil, o General João Batista Figueiredo. O local foi escolhido devido à localização estratégica, às vantagens portuárias e ao suprimento de energia da Usina de Tucuruí.[2] Com um investimento de 1,475 bilhão de dólares, a mineradora iniciou as obras em agosto desse ano.[3]

Em 29 de setembro de 1981, com a construção em andamento, a BHP Billiton comprou 40% das ações do empreendimento, firmando consórcio com a Alcoa Alumínio. A Alumar enfrentou oposição de políticos e ambientalistas, que temiam que a operação da fábrica pudesse trazer consequências desastrosas à fauna e flora da ilha. Mesmo assim, as obras continuaram, chegando a empregar cerca de 15 mil pessoas. O porto foi a primeira parte do complexo a entrar em operação, em 17 de janeiro de 1983, quando o navio Alamoa fez a primeira descarga de soda cáustica; em 17 de março de 1984, o navio Puffin Arrow trouxe o primeiro carregamento de bauxita, e outros compostos foram trazidos posteriormente. A Refinaria entrou em operação pela primeira vez em 13 de maio de 1984, e a Redução, em 9 de julho do mesmo ano, produzindo as primeiras toneladas do metal. A Alumar foi oficialmente inaugurada em 16 de agosto de 1984, com a presença de várias autoridades e representantes das duas mineradoras.[2]

O complexo foi projetado inicialmente para produzir 100 mil toneladas de alumínio e 500 mil de alumina por ano. Uma vez garantida essa meta, foi iniciada a primeira ampliação, exclusivamente pela construtora Camargo Corrêa, então dona de 35% das ações da Alcoa Alumínio.[4] Essa etapa foi inaugurada em março de 1986, com a presença do então presidente José Sarney, e finalizada em julho desse ano. Uma segunda ampliação, com maior contribuição da Billiton, entrou em operação em 18 de setembro de 1990. Dessa forma, a Alumar se tornou uma das três maiores plantas de alumínio do mundo, produzindo em média 365 mil toneladas de alumínio e 1,25 milhão de toneladas de alumina por ano na década de 90. Em fevereiro de 1992, a Alcan (subsidiária da Rio Tinto) entrou para o consórcio. Em junho de 1994, foi realizada a primeira carga de alumínio no terminal portuário da Alumar.[2]

Em janeiro de 2007, foi iniciada uma expansão da refinaria do consórcio, que teve um investimento de R$ 5,2 bilhões. As novas estruturas foram inauguradas em dezembro de 2009, na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da governadora Roseana Sarney e outras autoridades. Com isso, a capacidade anual de produção de alumina, matéria-prima do alumínio, passou de 1,5 milhão de toneladas para 3,5 milhões.[5] Atualmente, a Alumar tem participação das empresas Alcoa (54%), Billiton (36%) e Alcan (10%).[6]

ProduçãoEditar

A bauxita chega através do porto e é trazida de minas em Trombetas e Juruti, no oeste do Pará.[7] Na Refinaria, o minério é submetido ao processo Bayer, através do qual se obtém a alumina após uma série de reações em solução aquosa. Ao fim deste processo, é formado um resíduo poluente denominado lama vermelha, que pode trazer sérios prejuízos ao meio ambiente se não for disposto de maneira adequada. Na Redução, a alumina passava pelo processo Hall-Héroult dentro das cubas, sendo obtido alumínio metálico através de eletrólise.[8] Também através do porto, a produção da planta da Alumar é escoada.[2]

Desde 2013, a Alcoa veio reduzindo a produção de alumínio no Brasil como parte de um plano global de cortes de gastos. A empresa havia paralisado a redução em sua unidade em Poços de Caldas em 2014. Em março de 2015, foi cortada a produção restante de 74 mil toneladas de alumínio na planta de São Luís, encerrando a fabricação do metal pela empresa no país. A Redução na unidade foi fechada e 650 funcionários foram demitidos, entretanto, as atividades com alumina não foram afetadas.[9]

Estatísticas de produção da Alumar (em milhares de toneladas)[10] [11]
2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017
Alumina 3.371,5 3.398,2 3.442,2 3.639,3 3.671,8 3.715,92 3.695,5
Alumínio primário 438,3 402,4 339,5 167,0 34,8

Porto da AlumarEditar

O porto da Alumar está localizado na baía de São Marcos, na confluência do Estreito dos Coqueiros com o Rio dos Cachorros, a oeste da ilha de Upaon-açu, tendo na margem oposta a ilha de Tauá-Mirim. Tem um canal de acesso de 5,5 km, a partir do porto do Itaqui, com uma largura mínima de 120 metros, sinalizado e balizado pela própria empresa, onde atracam navios graneleiros em um cais de 252 m de comprimento.[12]

O porto pode receber navios de até 50 mil toneladas, com calado de 8 a 12 metros quando carregados.[12]

Projetado inicialmente para descarregamento de matérias-primas, como bauxita, carvão, coque, piche, soda cáustica e carvão mineral, também foi concebido para operar com exportação.[12]

Referências

  1. «Certificações». Alcoa. Consultado em 18 de novembro de 2015 
  2. a b c d «A evolução de uma empresa além mar...». Jornal da Soamar - Sociedade dos Amigos da Marinha. Julho de 2000. Consultado em 13 de novembro de 2015 
  3. PECK, 2015, p. 133
  4. KING, 2001, p. 40
  5. «Presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugura em São Luis do Maranhão a expansão da refinaria de alumina do Consórcio Alumar». Alcoa. 14 de dezembro de 2009. Consultado em 18 de novembro de 2015 
  6. Departamento Nacional de Produção Mineral (junho de 2010). «Sumário Mineral 2009». Consultado em 13 de novembro de 2015 
  7. «Produção de bauxita do oeste do Pará alavanca produção nacional». G1. 6 de dezembro de 2013. Consultado em 14 de novembro de 2015 
  8. MOURA et al, 2008, p. 13-25
  9. Diego Emir (31 de março de 2015). «Alcoa suspende produção de alumínio no Brasil e demite 650 no Maranhão». Estadão. Consultado em 13 de novembro de 2015 
  10. Associação Brasileira do Alumínio (ABAL). «Estatísticas nacionais». Consultado em 17 de novembro de 2015 
  11. Associação Brasileira do Alumínio (ABAL). «Estatísticas nacionais - Alumina». Consultado em 25 de maio de 2019 
  12. a b c «..:: PortosMa.com.br ::..- capitania». www.portosma.com.br. Consultado em 26 de junho de 2018 

Ver tambémEditar

BibliografiaEditar

  • MOURA, Alan Rabelo de Souza; FERREIRA E FERREIRA, Emilio Henrique; FUKUSHIMA, Felipe Kiyoshi; NETO, Teodoro Macedo Araújo; MOUTINHO, Thalita Maria Pontes; COSTA, Thiago Valente da (2008). Processo de Obtenção do Alumínio (PDF). Belém: UFPA. Consultado em 14 de novembro de 2015 

Ligações externasEditar