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Alves da Cunha
Nome completo José Maria Alves da Cunha
Nascimento 19 de agosto de 1889
São Paulo, Lisboa
Nacionalidade Português
Morte 24 de setembro de 1956 (67 anos)
Santo Condestável, Lisboa
Ocupação Actor e professor do Conservatório Nacional
Atividade 1912-1956
Cônjuge Berta de Bivar (1889-1964)

José Maria Alves da Cunha (Lisboa, 19 de Agosto de 1889 — Lisboa, 24 de Setembro de 1956) foi um actor português.

BiografiaEditar

O grande actor português José Maria Alves da Cunha, nasceu a 19 de Agosto de 1889, na Rua de São Paulo, número 104, 1º andar, freguesia de São Paulo, em Lisboa, filho do médico José Maria Alves da Cunha, de Lisboa, e de Maria da Glória Correia Alves da Cunha, de Angra do Heroísmo.

Nascido no seio de uma família burguesa, desde bem cedo sentiu-se atraído pelo teatro, vindo a estrear-se como actor no teatro Ginásio a 11 de Outubro de 1912, na peça “A Volta” de Nobre Martins.

Alves da Cunha foi talvez o maior actor que eu conheci…” – Professor Eurico Lisboa Filho, colega docente no Conservatório.

Sendo um actor naturalista, por excelência, foi intérprete incomparável de Bernstein, Bataille, Niccodemi, entre muitos outros autores.

Alves da Cunha durante a sua carreira trabalhou praticamente em todas as salas de teatro da capital: desde o Teatro da Trindade, passando pelo desaparecido Apolo, pelo Politeama e pelo teatro Nacional D. Maria II. Passou pela Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro. Obteve grande sucesso na peça de Ramada Curto, A Fera, cuja interpretação dividiu com António Silva, no Teatro Politeama. No cinema participou em Maria do Mar (1929), de Leitão de Barros, O Feitiço do Império (1940, de António Lopes Ribeiro), A Garça e a Serpente (1952), de Arthur Duarte, Duas Causas (1952) e Rosa de Alfama (1953), realizou também o filme Tragédia Rústica (1931). Foi distinguido pelo Município de Lisboa, que atribuiu o seu nome a uma artéria da freguesia de Benfica.

Entre as inúmeras peças que participou, destacam-se ainda:

– «A Ceia dos Cardeais» ao lado de Assis Pacheco e João Villaret;

– «Frei Luís de Sousa»;

– «O Avarento»;

– «A Dama das Camélias»;

– «Vidas Sem Luz»;

– «Otelo»;

– «Um Inimigo do Povo», entre muitas outras.

Foi durante um breve tempo professor de arte dramática no Conservatório em Lisboa, contando como alunos os ilustres actores Eunice Muñoz, Ruy de Carvalho, Canto e Castro, Águeda Sena e Maria Barroso.

Foi casado com a também actriz Berta de Bivar, sendo pai de Maria do Pilar de Bivar Alves da Cunha, casada com o pintor Francisco Alberto Cutileiro; e de Maria Teresa de Bivar Alves da Cunha, que não casou. Viveu na freguesia de Santo Condestável, em Lisboa, na Rua Coelho da Rocha, 117, 1º esquerdo, onde faleceu aos 67 anos, vítima de enfarte.

Encontra-se sepultado em jazigo particular, no Cemitério dos Prazeres, junto da mulher e filhas.

CondecoraçõesEditar

  • Grau de Oficial da Ordem de Santiago da Espada;
  • Medalha de «benemérito» da Câmara Municipal de Lisboa.

Ligações externasEditar

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