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Amédée Gordini
Nascimento 23 de junho de 1899
Bazzano
Morte 25 de maio de 1979 (79 anos)
Paris
Sepultamento Cemitério de Montmartre
Cidadania Itália, França, Reino de Itália
Ocupação automobilista

Amédée Gordini, nascido Amedeo Gordini (Bazzano, 23 de junho de 1899 - Paris, 25 de maio de 1979), foi um piloto, construtor e preparador de carros esportivos franco-italiano. É notado por sua importante contribuição à indústria automobilística, e por ter criado a empresa Gordini.

Índice

BiografiaEditar

Ainda jovem, Gordini ficou fascinado com automóveis e corridas. Na adolescência, trabalhou como mecânico para Alfieri Maserati, do grupo Maserati. Depois de servir ao exército italiano durante a Primeira Guerra Mundial, em 1926 ele se casou e se fixou em Paris, sendo logo seguido pelo restante da família.[1]

Na França ele participou de eventos de Grand Prix e das 24 Horas de Le Mans, com carros da Fiat. Ele tinha uma predileção especial pelo Fiat Balilla, lançado no início de 1932. Usando um chassi do Balilla ele desenvolveu um "roadster" que usou em suas primeiras corridas.[1]

Em 1934, Gordini se aproximou de Henri Pigozzi, amigo pessoal de Giovanni Agnelli e representante da Fiat na França, que vinha fabricando alguns modelos em Suresnes desde 1928.[1] Em novembro de 1934, a fábrica de Pigozzi mudou-se para instalações maiores em Nanterre, passando a atuar com o nome Simca. Nessa época, Gordini já havia estabelecido uma grande reputação como piloto e preparador especialmente sobre modelos Fiat.

Uma ligação entre Gordini e Pigozzi surgiu naturalmente, mesmo porque ambos eram italianos que se mudaram para a França depois da Primeira Guerra Mundial. Com isso, Gordini logo assumiu o posto de chefe do departamento de corridas da Simca. Ele rapidamente demonstrou facilidade em melhorar a performance dos motores dos carros Fiat sem muitos gastos, adquirindo o título de "le sorcier de la mechanique" (o mago da mecânica). Gordini permaneceu com a Simca até 1951,[1] e desde a década de 1940, seu filho Aldo fazia parte da sua equipe de competição como mecânico e piloto ocasional.

Gordini vinha preparando carros Simca-Gordini com muito sucesso em várias competições, como: os ralis e a 24 Horas de Le Mans em 1937 com o Simca 5; as corridas de resistência de Bol d'or, Reims, Donington, Montlhéry e Spa-Francorchamps com o Fiat 1100 em 1938 e 1939, a combinação Simca-Gordini voltou a ter sucesso internacional em corridas de Grand Prix logo depois da Segunda Guerra Mundial, já em 1945. Os carros azuis eram os únicos representantes franceses depois da retirada da Talbot, competindo com pilotos da categoria de Jean Trévoux em 1949.

Com todo esse histórico, em 1950, quando foi realizada a primeira edição do Campeonato Mundial de Construtores, Gordini se sentia pronto para embarcar nesta aventura usando a alternativa de um motor Simca de 1500 cc comprimido que chegava a 10.000 rpm. Nessa competição, ao menos no início, o sucesso da dupla Simca-Gordini não teve muito sucesso. O carro tinha a vantagem de ser muito leve, mas resistência deixava a desejar.

A ruptura de Gordini com a Simca se deveu a divergências na condução do desenvolvimento e participação dos carros Simca-Gordini nos níveis mais altos de competição, incluindo a Fórmula 1.[2]

Em 1946, ele fundou sua própria empresa independente, a Gordini, para construir carros esportivos e de competição.[1] Em 1953 o governo francês concedeu a Amédée Gordini a Legião de Honra, que continuou produzindo carros de sucesso para as pistas durante a década de 1950.

Apesar de todo o sucesso depois da Segunda Guerra Mundial, obter patrocínio adequado para as corridas ficou extremamente difícil, e o negócio de Gordini só sobreviveu devido a parceria com a Renault em 1957. Durante as duas décadas finais de sua carreira, seus conhecimentos técnicos combinados com o suporte financeiro do maior fabricante de automóveis da França, deram vida a uma sucessão de versões de alta performance de carros de produção, começando com o Renault Dauphine e incluindo: o Renault Caravelle, Renault 5 Alpine Turbo, Renault 8, Renault 12 e o Renault 17.[1]

Amédée Gordini morreu depois de vários meses de uma enfermidade aguda em 25 de maio de 1979, em Paris, a menos de um mês do seu octogésimo aniversário.[1] Ele foi enterrado no Cemitério de Montmartre. Infelizmente ele morreu poucas semanas antes de ver a primeira vitória de um motor turbo modelo Tipo-EF desenvolvido pela Renault Sport com a qual ele havia fundido a sua empresa desde 1969.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d e f g René Bellu (2006). «Automobilia». Histoire & collections. Toutes les voitures françaises 1979 (salon 1978) (84). 53 páginas 
  2. «CONSTRUCTORS: GORDINI (EQUIPE GORDINI)». grandprix.com. Consultado em 2 de maio de 2015 

Ligações externasEditar

 
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