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Amélia dos Santos Costa Cardia

Médica, escritora e espírita portuguesa


Amélia dos Santos Costa Cardia
Nascimento 1855
Lisboa, Portugal
Morte 1938 (83 anos)
Lisboa
Nacionalidade Portugal portuguesa
Ocupação médica, escritora e espírita

Amélia dos Santos Costa Cardia (Lisboa, 1855 - 1938) foi uma médica, escritora e espírita portuguesa. Foi uma das primeiras médicas do país.

BiografiaEditar

Foi filha da parteira diplomada Justa Matilde de Carvalho e Costa, e irmã da parteira da Família Real Portuguesa, Alice Cardia.

Fez os seus primeiros estudos num colégio interno e casou-se cedo. Dessa união teve dois filhos. Casou-se em segunda núpcias com Francisco de Azevedo Coutinho (1903) e decidiu prosseguir os estudos na Escola Politécnica de Lisboa (1883). Matriculou-se na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa (1886), onde trabalhou com dois vultos da Medicina no país: Câmara Pestana e Moreira Júnior. A sua dedicação e empenho enquanto aluna valeram-lhe louvor da direção do Hospital. A sua tese de doutoramento teve como tema a "Febre Histérica" (1891).

Visitou hospitais no estrangeiro para estar a par das mais recentes técnicas e equipamentos. Manteve consultório à Praça de Camões, na cidade de Lisboa, onde muitas mulheres a procuravam uma vez que, além de ser uma médica (o que era muito raro à época) dava consultas gratuitas aos sábados.

Foi uma profissional empenhada tendo fundado uma Casa de Saúde que dirigiu durante quase uma década. Fez parte da Liga Nacional contra a Tuberculose e da Associação das Ciências Médicas, onde lutou por um acesso mais fácil das mulheres à Medicina.

Publicou diversos escritos em periódicos na sua área e não só, como folhetins nas páginas do "Diário de Notícias", e os romances "A Judia", "Episódios da Guerra" (contos), "Na Atmosfera da Terra", este último de cariz neo-espiritualista, e "Pecadora: romance psicológico" (1934). Também se encontra colaboração da sua autoria na revista Illustração portugueza[1], iniciada em 1903.

Foi uma das fundadoras da Federação Espírita Portuguesa, onde veio a dirigir o periódico "O Mensageiro Espírita".

Como homenagem, diversos logradouros em cidades portuguesas receberam o seu nome.

Referências

  1. «Illustração portugueza (1903-)». cópia digital, Hemeroteca Digital 

Ligações externasEditar