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Amendoeira

(Redirecionado de Amêndoa)
Disambig grey.svg Nota: Amêndoa redireciona para este artigo. Para a freguesia portuguesa, veja Amêndoa (Mação). Para outros significados, veja Amendoeira (desambiguação).

Prunus dulcis (antes classificada como Prunus amygdalus ou Amygdalus communis), popularmente conhecida como amendoeira, amêndoa-de-coco, amêndoa-durázio e amêndoa-molar[1], é uma árvore de folha caduca da família Rosaceae. A semente do seu fruto é geralmente considerada como um fruto seco: a amêndoa. Tal como o pessegueiro, pertence ao subgénero Amygdalus. Em Portugal, é frequente na região do Douro, Trás-os-montes e no Algarve.

Como ler uma caixa taxonómicaAmendoeira
Amendoeira em flor perto de Urueña, em Valladollid, na Espanha

Amendoeira em flor perto de Urueña, em Valladollid, na Espanha
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: eudicotiledóneas
Clado: rosídeas
Divisão: Magnoliophyta
Ordem: Rosales
Família: Rosaceae
Subfamília: Prunoideae
Género: Prunus
Subgénero: Amygdalus
Espécie: P. dulcis
Nome binomial
Prunus dulcis
(Mill.) D. A. Webb
Amêndoas
Mandorle sgusciate.jpg
Valor nutricional por 100 g (3,53 oz)
Energia 2408 kJ (580 kcal)
Carboidratos
Carboidratos totais 21.69 g
 • Amido 0.74 g
 • Açúcares 3.89 g
  • Lactose 0.00 g
 • Fibra dietética 12.2 g
Gorduras
Gorduras totais 49.42 g
 • saturada 3.731 g
 • monoinsaturada 30.889 g
 • poliinsaturada 12.070 g
Proteínas
Proteínas totais 21.22 g
 • Triptófano 0.214 g
 • Treonina 0.598 g
 • Isoleucina 0.702 g
 • Leucina 1.488 g
 • Lisina 0.580 g
 • Metionina 0.151 g
 • Cistina 0.189 g
 • Fenilalanina 1.120 g
 • Tirosina 0.452 g
 • Valina 0.817 g
 • Arginina 2.446 g
 • Histidina 0.557 g
 • Alanina 1.027 g
 • Ácido aspártico 2.911 g
 • Ácido glutâmico 6.810 g
 • Glicina 1.469 g
 • Prolina 1.032 g
 • Serina 0.948 g
Água 4.70 g
Vitaminas
Vitamina A 1 UI
- Betacaroteno 1 µg (0%)
- Luteína e Zeaxantina 1 µg
Tiamina (vit. B1) 0.211 mg (18%)
Riboflavina (vit. B2) 1.014 mg (85%)
Niacina (vit. B3) 3.385 mg (23%)
Ácido pantotênico (B5) 0.469 mg (9%)
Vitamina B6 0.143 mg (11%)
Ácido fólico (vit. B9) 50 µg (13%)
Colina 52.1 mg (11%)
Vitamina C 0 mg (0%)
Vitamina D 0 µg (0%)
Vitamina E 26.2 mg (175%)
Vitamina K 0.0 µg (0%)
Minerais
Cálcio 264 mg (26%)
Ferro 3.72 mg (29%)
Magnésio 268 mg (75%)
Manganês 2.285 mg (109%)
Fósforo 484 mg (69%)
Potássio 705 mg (15%)
Sódio 1 mg (0%)
Zinco 3.08 mg (32%)
Link to USDA Database entry
Percentuais são relativos ao nível de ingestão diária recomendada para adultos.
Fonte: USDA Nutrient Database
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Amendoeira

Apesar de o termo amêndoa se referir ao fruto da amendoeira (Prunus dulcis), usualmente ele também é referido a sua semente, ou mesmo às sementes de outras variedades de amendoeiras. De tais sementes, são extraídos óleos e essências possuidores de propriedades medicinais e muito utilizados na indústria de cosméticos e na produção do licor amaretto[1].

A amendoeira é originária das regiões quentes e áridas do Oeste da Ásia, sendo levada, provavelmente, para a Grécia e Norte da África durante a época pré-histórica. Alguns autores, porém, consideram o Norte da África como local de origem desta espécie.

EtimologiaEditar

"Amêndoa" provém do grego amygdále, através do latim amygdala[1]. Prunus dulcis, traduzido do latim, significa "ameixa doce"[2]. "Durázio" provém do latim duracinu, significando "duro"[3]. "Molar" provém do latim molare, "de moinho"[4].

Produção de amêndoa em PortugalEditar

No Nordeste Transmontano, sobretudo nas terras da Terra Quente e do Douro Superior, mais para sul do distrito de Bragança, concentra-se a maior parte do amendoal português, 16 mil dos cerca de 24 mil hectares, e daqui sai 67 por cento da produção nacional de amêndoa. O volume de negócios gerado por este fruto seco em Trás-os-montes , ronda os oito milhões de euros por ano resultado de uma produção de cerca de duas mil toneladas, enquanto a vizinha Espanha, líder europeia de produção, colhe cerca de 220 mil toneladas por ano. [5]

Referências

  1. a b c FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. pp.103,104
  2. http://translate.google.com.br/
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.614
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 149
  5. Gazeta Rural n.º 225, 2 de junho de 2014.
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