Abrir menu principal

Amaturá é um município brasileiro no interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Pertencente à Mesorregião do Sudoeste Amazonense e Microrregião do Alto Solimões, localiza-se a oeste de Manaus, capital do estado, distando desta cerca de 1.072 quilômetros. Ocupa uma área de 4 758,821 km²[2] e sua população, estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2017, era de 11 242 habitantes,[3] o que faz deste o quinquagésimo oitavo município mais populoso do estado do Amazonas e o menos populoso de sua microrregião.

Município de Amaturá
"Princesinha Do Alto Solimões"
Bandeira de Amaturá
Brasão de Amaturá
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1981
Gentílico amaturaense
Lema O ser humano em primeiro lugar
CEP 69620-000
Prefeito(a) Joaquim Francisco da Silva Corado (PMDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Amaturá
Localização de Amaturá no Amazonas
Amaturá está localizado em: Brasil
Amaturá
Localização de Amaturá no Brasil
03° 21' 50" S 68° 11' 52" O03° 21' 50" S 68° 11' 52" O
Unidade federativa Amazonas
Mesorregião Sudoeste Amazonense IBGE/2008[1]
Microrregião Alto Solimões IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Jutaí, São Paulo de Olivença, e Santo Antônio do Içá.
Distância até a capital 1,072 km
Características geográficas
Área 4 758,821 km² (BR: 319º)[2]
População 11 242 hab. (AM: 58º) –  estimativa populacional - IBGE/2017[3]
Densidade 2,36 hab./km²
Clima Equatorial Am
Fuso horário [[UTCUTC -05:00
Indicadores
IDH-M 0,560 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 59 818 mil (AM: 60º) – IBGE/2013[5]
PIB per capita R$ 5 731,90 IBGE/2013[5]
Página oficial
Prefeitura amatura.am.gov.br

Índice

HistóriaEditar

Amaturá possui sua história ligada ao município de Jutaí e São Paulo de Olivença, pois emancipou-se do mesmo em 1987.

De acordo com historiadores locais, o nome 'Amaturá' provem da linguagem local onde índios, principalmente das etnias Cocama e Cambeba, chamavam um antigo cesto utilizado para carregar várias coisas, de Aturá, posteriormente a pronuncia foi modificada para Amaturá, segundo conta o Frei da ordem dos Capuchinhos Menores Henrique Sampalmiere em seu livro "Os Segredos da Selva".

 
Cesto de Aturá

GeografiaEditar

Com uma área de 4.780 km². Sua população estimada em 2017 era de 11 242 habitantes, conforme estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sua densidade demográfica é de 2,36 hab/km².

BairrosEditar

 Ver artigo principal: Lista de bairros de Amaturá

A área urbana do município de Amaturá divide-se em 3 principais bairros: Centro, Santa Etelvina e São Francisco. Há diversas comunidades rurais no município, entre comunidades ribeirinhas e povoados.

AdministraçãoEditar

    • Prefeito:Joaquim Francisco da Silva Corado (PMDB) (2017-2020)
    • Vice Prefeito: Arnaldo Alexandre Pereira (PMDB)

Dados estatísticosEditar

Composição econômica [6]
Serviços

69,5 %

Agropecuária

22,5 %

Indústria

9 %

Para 2008

  • Fundação: 1987
  • Altitude: 58 metros
  • População 11.047 (estimativa de 2016)
  • Homens 3.287
  • Mulheres 3.051
  • Dens. Demográfica - 1,33 hab/km²
  • Área Total: 4.759,1 km²

DemografiaEditar

Composição étnicaEditar

Os principais grupos étnicos de Amaturá são: Pardos (58%), brancos (17%),indígenas (18%) e negros (0,7%).

InfraestruturaEditar

SaúdeEditar

O município possuía, em 2009, apenas 2 estabelecimentos de saúde, sendo todos estes públicos municipais ou estaduais, entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 15 leitos para internação.[7] Em 2014, 97,73% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia. O índice de mortalidade infantil entre crianças menores de 5 anos, em 2016, foi de 21,43, indicando uma redução em comparação a 1998, quando o índice foi de 24,59 óbitos a cada mil nascidos vivos. Entre crianças menores de 1 ano de idade, a taxa de mortalidade aumentou de 8,20 (1998) para 14,29 a cada mil nascidos vivos, totalizando, em números absolutos, 82 óbitos nesta faixa etária entre 1998 e 2016. No mesmo ano, 27,50% das crianças que nasceram no município eram de mães adolescentes. Conforme dados do Sistema Único de Saúde (SUS), órgão do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade devido a acidentes de transportes terrestres não registrou nenhum óbitos em 2016, permanecendo com o mesmo resultado de anos anteriores, quando não se registrou nenhum óbito neste indicador. Ainda conforme o SUS, baseado em pesquisa promovida pelo Sistema de Informações Hospitalares do DATASUS, não houveram internações hospitalares relacionadas ao uso abusivo de bebidas alcoólicas e outras drogas entre 2008 e 2017.[8]

A taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 45,45 para 1.000 nascidos vivos, sendo o pior resultado entre os municípios do estado do Amazonas. Em 2016, 25% das mortes de crianças com menos de um ano de idade foram em bebês com menos de sete dias de vida. Óbitos ocorridos em crianças entre 7 e 27 dias de vida foram 0% dos registros. Outros 75% dos óbitos foram em crianças entre 28 dias e um ano de vida. No referido período, houveram 7 registros de mortalidade materna, que é quando a gestante entra em óbito por complicações decorrentes da gravidez. O Ministério da Saúde estima que, das mortes que ocorreram em 2016 entre menores de um ano de idade, nenhuma destas poderia ter sido evitadas, dadas as circunstâncias em que se encontravam. Cerca de 94% das crianças menores de 2 anos de idade foram pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2014, sendo que 0,4% delas estavam desnutridas.[8][9][10]

Até 2009, o município de Amaturá possuía estabelecimentos de saúde especializados em obstetrícia e pediatria, e nenhum estabelecimento de saúde com especialização em psiquiatria, traumato-ortopedia, cirurgia bucomaxilofacial, neurocirurgia ou clínica médica. Dos estabelecimentos de saúde, apenas 1 deles era com internação.[7] Até 2016, havia 10 registros de casos de HIV/AIDS, tendo uma taxa de incidência, em 2016, era de 0 casos a cada 100 mil habitantes, e a mortalidade, em 2016, 0 óbitos a cada 100 mil habitantes.[8] Entre 2001 e 2012 houveram 8 casos de doenças transmitidas por mosquitos e insetos, sendo todos estes de leishmaniose.[11]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. a b IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Estimativa populacional 2017» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 30 de agosto de 2017. Consultado em 2 de setembro de 2017 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 2 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2010-2013». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 19 de dezembro de 2015 
  6. Seplan Secretaria de Planejamento do Amazonas (SEPLAN) (9 de março de 2010). «Produto Interno municipal do Estado do Amazonas» (PDF). Consultado em 15 de outubro de 2010 
  7. a b Cidades@ - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Serviços de saúde - 2009». Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  8. a b c Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) (2014). «ODS 03: Saúde e bem-estar». Relatórios Dinâmicos. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  9. Portal ODM (2015). «1 - acabar com a fome e a miséria». Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  10. @Cidades. «Saúde». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  11. Portal ODM (2012). «6 - combater a Aids, a malária e outras doenças». Consultado em 19 de dezembro de 2018 

7. Sampalmieri, Henrique. Os Segredos da Floresta. Editora Norma, 2012.

8. AMORIM, Israel. A Cidade de Amaturá. Artigo científico. Mestrando em Geografia pela Universidade Federal do Amazonas, 2016.