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BandeiradeCorumbá.jpg Amolar 
  Distrito de Corumbá  
Coordenadas 17° 94' 32" S 57° 55' 47" O{{#coordinates:}}: latitude inválida
Localização Zona rural
População (2010)
 - Total 307[1]
 - Masculina 170[1]
 - Feminina 137[1]
Outras informações
Domicílios 95[1]
Rendimento R$ 258,96[1]
Fuso horário GMT −4 (UTC−4)
Fuso horário Brasília −1
Código postal 79.300-000
Código telefônico 67

Amolar (chamado também Pantanal Profundo em referência à região possuir três grandes lagoas) é um distrito do município brasileiro de Corumbá, no estado de Mato Grosso do Sul.

GeneralidadesEditar

Sendo um dos 6 distritos oficiais de Corumbá, tem uma população total de 307 habitantes (sendo 170 homens e 137 mulheres)[1], o que totaliza pouco mais de 0,3% da população total do município. Com 95 domicílios, o distrito possui rendimento médio de R$ 258,96 reais[1].

A região é uma das mais misteriosas do Pantanal, sendo considerada distante e secreta. Está situada entre Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e a fronteira boliviana. A região é de geografia peculiar, possuindo montanhas, rios, campos alagados durante o ano inteiro. É um local de difícil sobrevivência para o homem, que precisa aprender a conviver com a água, e onde os índios Guatós (antigos habitantes da região) acreditam que a Ilha Ínsua, local onde vivem, é o centro da Terra

Região da Serra do AmolarEditar

A sua geografia impar e seu isolamento não são encontrados em nenhuma outra regiõ do Pantanal. Os motivos são porque o Amolar não sofre com o ciclo das águas, permanecendo alagado o ano inteiro e também por causa das montanhas, que formam um contraste não existente em outras partes do Pantanal. Outro motivo é histórico: a região acabou confinando ao longo dos tempos índios que aprenderam a manusear canoas, que são os índios Guatós (chamados também de argonautas). Nessa região vivem apenas mamíferos aquáticos em função do terreno alagado tais como lontras, ariranhas, capivaras, garças, biguás, tuiuiús, antas e uma grande quantidade de jacarés. Outro animal que se adaptou a região foi a onça pintada, mas nas partes mais altas, no topo das montanhas.

Inscrições RupestresEditar

Há 60 milhões de anos o Pantanal era uma zona mais alta e seca, consequência da formação da Cordilheira dos Andes. Posteriormente as camadas de rochas que passaram por rupturas para originar a região pantaneira. Eras depois, com chuva e seca, muita camada sedimentar de areia se transferiu para lá, originando depósitos de sedimentos com dezenas de metros de espessura. Enquanto isso na planície criou-se leques aluviais de areia que formou os principais rios pantaneiros.

O principal rio pantaneiro, o Paraguai, passou próximo a Serra do Amolar, numa região muito baixa da planície e as montanhas também ajudam a represar a água, formando duas baías (Baía Infinita e Baía do Burro) e três grandes lagoas da região (Lagoa Mandioré, Lagoa Gaíva e a maior delas, a Lagoa Uberaba).

Na região há ainda importantes resquícios arqueológicos. Até hoje já foram encontradas simbolos com inscriçoes rupestres e cerâmicas com cerca de 3 mil anos. Perto da Ilha Ínsua ou do rio Cará-Cará (um braço do Rio paraguai), há vários sítios arqueológico em forma de aterros feitos de areia, ossos, conchas. Esses lugares eram refúgios para os índios se protegerem contra as cheias. No ínício do século XVI, os primeiros homens brancos chegaram a região do Pantanal e estes encontraram várias tribos indígena que ali viviam com características próprias, sendo todas do grupo Guarani. Descobertos primeiro pelo explorador espanhol Martinez Deirala, os Guatós são os únios habitantes indígenas que habitam hoje a região do Amolar.

Referências

  1. a b c d e f g Sidra. «Corumbá». IBGE. Consultado em 9 de dezembro de 2012 

ReferênciasEditar

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