Analfabetismo político

O analfabetismo político se refere ao conceito das pessoas que não compreendem os acontecimentos e figuras da política [1] como seria esperado sobre uma democracia onde todo o cidadão tem poder sobre quem é decidido ser o seu líder e representantes, esta noção é vista por uns como sendo extremamente errada devido ao impacto que um voto não propriamente educado tem sobre a sua nação. Este tipo de indivíduo, na sociedade, não aceita pronunciar-se ou discutir sobre qualquer forma de governo, sendo ela boa ou não para a população de seu território.

Segundo o advogado Edgar Herzmann, "O analfabetismo político representa uma estagnação social, uma zona de conforto cega, desprovida de consciência política, evidenciada pelo conhecido discurso pronunciado pelos equivocados do tipo: “odeio política”, “política não se discute” e materializada em atitudes como desligar o rádio na “Hora do Brasil” ou o televisor durante o horário da propaganda eleitoral obrigatória."[2]

Veja a seguir uma citação de Platão sobre o conceito de quem não participa ou exerce seja qual for função na sociedade como cidadão comum: "O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior." [3]

A partir da ideia de uma monotonia social, uma pessoa que vive sua vida de maneira extremamente tediosa, não buscando quaisquer informações, surge o analfabeto político, descrito por Bertolt Brecht, poeta e dramaturga alemão.

O Analfabeto Político de Bertolt BrechtEditar

 
Bertolt Brecht em 1931

O texto a seguir redige sobre o analfabeto político, segundo a visão de Bertolt Brecht[4][5]

Esse diagnóstico, supostamente do Brecht, vinha sendo imputado aos brasileiros, aos quais se atribuía “memória curta” e incapacidade exigir seus direitos de cidadania. Porém, a pouca identificação com os eleitos para representá-los, o fato de não serem ouvidos, a corrupção impune e a falta de acesso aos direitos fundamentais são apontados como fatores que minam a esperança dos cidadãos, contribuindo para provocar apatia e “analfabetos políticos” em larga escala.[4]

Relação com a DemocraciaEditar

Devido à história complicada de varias nações com o colonialismo e fascismo entre outros, o poder de cada cidadão ser capaz de ter um impacto sobre o futuro do seu país é algo ao qual é dado imenso valor e poder devido ao complicado processo que levou à aquisição destes direitos. Muitas pessoas caem no Analfabetismo Político, no entanto, devido à falta de crença que o presente clima político é um onde o seu voto pode realmente mudar algo, fora do Brasil observado notavelmente na Eleição presidencial nos Estados Unidos em 2016, onde muitos não viam nenhuma escolha que refletisse a sua visão de como o país devesse ser guiado de qualquer modo, e apenas votavam na oposição daquele com quem discordavam mais.

No entanto, fora do voto em si, ter a noção da situação política e agir de modo a trazer mudança é algo que existe dentro ou fora de uma Democracia, mas é de certo modo facilitado por um modelo que dá mais voz à sua população do que apenas aos poucos que estão no poder.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Bogéa, Diogo (18 de junho de 2017). «O sentido político da história: considerações sobre razão, liberdade e estado constitucional em Kant e Hegel». Griot : Revista de Filosofia. 15 (1): 376–390. ISSN 2178-1036. doi:10.31977/grirfi.v15i1.733 
  2. «O Analfabetismo político como fator elementar para a construção de uma realidade sociopolítica desequilibrada». Jusbrasil. Consultado em 22 de Novembro de 2017 
  3. «A política, os políticos e os cidadãos - DN». www.dn.pt. Consultado em 12 de julho de 2020 
  4. a b c «Editorial». SciELO. Consultado em 22 de Novembro de 2017 
  5. «A Escola na Câmara» (PDF). Câmara dos Deputados. Consultado em 22 de Novembro de 2017