Lista de imperadores romanos

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Os imperadores romanos foram os governantes do Império Romano depois que Caio Júlio César Otaviano recebeu o título de augusto do Senado Romano em 27 a.C..[1][2] Isto ocorreu depois de ações realizadas pelo ditador e líder militar Júlio César.[3] Augusto manteve a fachada de um governo republicano, rejeitando títulos monárquicos mas se chamando de príncipe do senado e príncipe do estado. O título de augusto foi concedido a seus sucessores, com a posição imperial ficando cada vez mais monárquica e autoritária.[4]

O estilo de governo instituído por Augusto é chamado de Principado e continuou em vigor até o fim do século III ou início do século IV.[5] A palavra moderna "imperador" é derivada do título imperator, que era concedido por um exército a um general bem sucedido; esse título era geralmente usado apenas pelo príncipe durante a fase inicial do império.[6] Por exemplo, o nome oficial de Augusto era "Imperador César, Filho do Divino, Augusto".[7] A maior parte do território sob o comando do imperador tinha se desenvolvido durante o período da República Romana enquanto esta invadia e ocupava boa parte da Europa e pedaços do Norte da África e Meio Oriente. O Senado e Povo de Roma autorizavam, durante a república, governadores provinciais para governarem regiões do império e que respondiam apenas a eles.[8] Os magistrados chefe da república eram dois cônsules eleitos anualmente; estes continuaram a existir sob o período imperial, porém sua autoridade ficou subserviente a aquela do imperador, que também controlava e determinava suas eleições.[9] Os próprios imperadores, ou até mesmo suas famílias, frequentemente eram selecionados para atuarem como cônsules.[10]

Diocleciano, depois da Crise do Terceiro Século, formalizou e embelezou a maneira do domínio imperial ainda no final do século III. O período que se seguiu é chamado de Dominato e foi caracterizado pelo aumento explícito de autoridade na pessoa do imperador e pelo uso do estilo nosso senhor. A ascensão de poderosas tribos bárbaras ao longo das fronteiras do império, o desafio que elas representavam na defesa dessas fronteiras distantes e uma sucessão imperial instável fizeram Diocleciano dividir a administração do império geograficamente em 286 com um co-augusto. Constantino I estabeleceu uma segunda capital em Bizâncio, que ele renomeou para Constantinopla. Historiadores consideram que o período do Dominato começou com Diocleciano ou Constantino I, dependendo do autor.[11] Houve mais de um imperador sênior reconhecido pela maior parte do período entre 286 e 480, com a divisão sendo geralmente baseada em regiões geográficas. Esta divisão tornou-se permanente depois da morte de Teodósio I em 395, que os historiadores usam para datar a divisão entre Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente. Entretanto, formalmente o império permaneceu como um único regime, com co-imperadores separados nas cortes separadas.[12]

A queda do Império Romano do Ocidente pode ser datada de facto em 476, quando Rômulo Augústulo foi deposto pelos hérulos germânicos liderados por Odoacro, ou de jure em 480 após a morte de Júlio Nepos, quando o imperador oriental Zenão deixou de reconhecer a existência de uma corte ocidental separada.[13] Os historiadores geralmente se referem ao império nos séculos que se seguiram como o "Império Bizantino", orientado para uma cultura helênica e governado pelos imperadores bizantinos. Como o termo "bizantino" é uma designação historiográfica posterior e os habitantes e imperadores continuaram a manter uma identidade romana, essa designação não é usada universalmente e continua a ser assunto de debates.[nota 1] Uma grande parte do império ocidental foi reconquistada por Justiniano I no século VI, incluindo a Itália, África e Hispânia.[16] A maioria desses territórios foi rapidamente perdida de novo, incluindo a Hispânia em 625 e a África em 698.[17] Boa parte da Itália foi conquistada pelos lombardos já durante o reinado de Justino II, o sucessor de Justiniano I.[18] A cidade de Roma e seus arredores permaneceram sob controle imperial até 756, quando se tornaram os Estados Papais,[19] porém os últimos domínios imperiais italianos só foram perdidos em 1071 com a queda de Bari.[20] Boa parte dos territórios orientais e meridionais foram perdidos permanentemente no século VII nas conquistas árabes muçulmanas. O império reduzido ficou centrado nas áreas da Anatólia e Bálcãs, porém a linha de imperadores continuou até a morte de Constantino XI Paleólogo e a Queda de Constantinopla em 1453, quando os territórios restantes foram conquistados pelo Império Otomano liderado pelo sultão Maomé II.[21][nota 2] Maomé se proclamou "César de Roma" depois da conquista,[nota 3] dessa forma afirmando ser o novo imperador,[23] uma reinvindicação mantida por sultões posteriores.[24] Reivindicações concorrentes à sucessão do Império Romano também surgiram por vários outros estados e impérios, além de muitos pretendentes.[25]

LegitimidadeEditar

 
Moeda de Pescênio Níger, um usurpador romano que reivindicou o poder imperial de 193 a 194

Apesar do governo imperial ter raramente sido questionado durante seus cinco séculos de existência no ocidente e quinze no oriente, imperadores individuais frequentemente enfrentavam desafios na forma de usurpadores e guerras civis.[26] Desde a ascensão de Augusto em 27 a.C. até o Saque de Roma em 455 houve mais de cem usurpações ou tentativas de usurpações, uma média de uma usurpação ou tentativa a cada quatro anos. Raramente houve uma década sem conflitos sucessórios ou guerras civis a partir do assassinato de Cômodo em 192 até o século V. Poucos imperadores morreram de causas naturais, com regicídio tendo se tornado em termos práticos o fim esperado para um imperador na Antiguidade Tardia.[27] A distinção entre usurpador e imperador legítimo é tênue, já que muitos imperadores comumente considerados legítimos começaram como usurpadores, revoltando-se contra o imperador legítimo anterior.[28]

Estruturas ou teorias legitimadoras eram fracas ou totalmente inexistentes no Império Romano,[27] não existindo um verdadeiro critério legal objetivo para aclamação imperial além de proclamação ou aceitação do Exército Romano, evento que frequentemente veio a significar a ascensão imperial.[29] Sucessão dinástica não era legalmente formalizada, porém também não era incomum, com governantes poderosos algumas vezes conseguindo passar o poder para seus filhos ou outros parentes. Relações dinásticas podiam levar alguém ao trono, mas não eram uma garantia que seu governo não seria desafiado.[30] Com a exceção de Tito, filho de Vespasiano, nenhum filho de imperador que reinou após a morte de seu pai morreu de causas naturais até Constantino I em 337. O controle de Roma e a aprovação do Senado tinham alguma importância como fatores legitimadores, mas eram principalmente simbólicos. Imperadores que começaram seus reinados como usurpadores muitas vezes tinham sido considerados inimigos públicos pelo Senado antes de conseguirem tomar a cidade. Imperadores não precisavam ser aclamados ou coroados em Roma, como foi demonstrado em 69 no Ano dos Quatro Imperadores, quando reivindicantes foram coroados por exércitos nas províncias romanas. O papel do Senado na legitimação de imperadores se enfraqueceu para quase insignificância na época da Crise do Terceiro Século. A importância de Roma era principalmente ideológica ao final do século III, com vários usurpadores e imperadores chegando até mesmo estabelecer suas cortes em cidades mais próximas das fronteiras imperiais.[31]

Métodos comuns usados por imperadores e usurpadores para afirmarem sua legitimidade incluíam proclamação do exército, conexões de sangue com imperadores passados (mesmo que fictícias), uso de regalia imperial, distribuição de suas próprias moedas e reinvindicações de virtude por meio de propaganda.[32] Não havia distinções constitucionais ou legais que diferenciavam imperadores legítimos de usurpadores. Nos textos romanos antigos, as diferenças entre imperadores e "tiranos", termo frequentemente usado para designar usurpadores, era frequentemente moral em vez de legal, com os tiranos sendo descritos como possuindo comportamentos perversos. A real distinção normalmente era se o reivindicante foi vitorioso ou não. Na História Augusta, uma coleção romana de biografias de imperadores, o usurpador Pescênio Níger é destacado como tirano por ter sido derrotado por Sétimo Severo.[33] Isto é repetido pela historiografia moderna que, na ausência de um critério constitucional para separá-los, o principal fator para distinguir usurpadores de imperadores legítimos é seu grau de sucesso. O que faz de uma figura que começou como usurpador a se tornar imperador legítimo é tipicamente se conseguiram conquistar o reconhecimento de um imperador mais sênior e legítimo, ou se conseguiram derrotar um imperador mais sênior e legítimo e tomar seu poder pela força.[30]

Estrutura da listaEditar

Já que o conceito de legitimidade constitucional era praticamente irrelevante no Império Romano e os imperadores só eram "legítimos" caso conseguissem serem aceitos por boa parte do império,[34] esta lista de imperadores opera a partir dos seguintes critérios de inclusão:

  • Reivindicantes imperiais cujo poder pelo império se tornou, ou desde o princípio foi, absoluto e que governaram sem oposição são tratados como imperadores legítimos.[35] De 284 em diante, quando o poder imperial foi geralmente dividido entre dois co-imperadores no ocidente e oriente,[36] controle sobre sua metade respectiva do império é suficiente mesmo que o reivindicante não tenha sido reconhecido pela outra metade, como foi o caso com vários dos últimos imperadores ocidentais.[37]
  • Reivindicantes proclamados por outro imperador sênior legítimo, ou reconhecidos por um imperador sênior legítimo, são tratados como imperadores legítimos.[29][38]
  • Reivindicantes que alcançaram reconhecido pelo Senado Romano, especialmente em tempos de incerteza e guerra civil, são tratados como imperadores legítimos devido ao papel nominal do Senado como órgão eletivo.[28] Em tempos posteriores, especialmente quando os imperadores passaram a reinar de outras cidades, o critério passa a ser a posse e controle da própria cidade de Roma. No Império Romano do Oriente, a posse da capital Constantinopla era um elemento essencial na legitimidade imperial.[39]

No caso de imperadores não-dinásticos após ou no meio de uma dinastia, é costume entre os historiadores agrupá-los com os governantes de dada dinastia.[40]

PrincipadoEditar

 Ver artigo principal: Principado romano

Dinastia Júlio-ClaudianaEditar

 Ver artigo principal: Dinastia júlio-claudiana
Imagem Nome Reinado Sucessão Detalhes de vida Ref
  Augusto
César Augusto
16 de janeiro de 27 a.C. – 19 de agosto de 14 d.C.
ou
7 de janeiro de 43 a.C. – 19 de agosto de 14 d.C.
[nota 4]
Sobrinho neto e filho adotivo de Júlio César. Gradualmente adquiriu mais poderes por meio de concessões e acordos constitucionais com o Senado Romano. 23 de setembro de 63 a.C. – 19 de agosto de 14 d.C. (75 anos)
Morreu de causas naturais
[42]
  Tibério
Tibério César Augusto
17 de setembro de 14 – 16 de março de 37 Enteado, ex-genro e filho adotivo de Augusto 16 de novembro de 42 a.C. – 16 de março de 37 (77 anos)
Morreu de causas naturais, supostamente assassinado por instigação de Calígula
[43]
  Calígula
Caio César Augusto Germânico
18 de março de 37 – 24 de janeiro de 41 Sobrinho neto e herdeiro adotivo de Tibério, bisneto de Augusto 31 de agosto de 12 – 24 de janeiro de 41 (28 anos)
Assassinato em uma conspiração envolvendo a Guarda Pretoriana e senadores
[44]
  Cláudio
Tibério Cláudio César Augusto Germânico
24 de janeiro de 41 – 13 de outubro de 54 Tio de Calígula, sobrinho neto de Augusto, proclamado pela Guarda Pretoriana e aceito pelo Senado 1º de agosto de 10 a.c. – 13 de outubro de 54 d.C. (63 anos)
Provavelmente envenenado por sua esposa Agripina em favor de Nero
[45]
  Nero
Nero Cláudio César Augusto Germânico
13 de outubro de 54 – 9 de junho de 68 Sobrinho neto, enteado, genro e filho adotivo de Cláudio, tataraneto de Augusto 15 de dezembro de 37 – 9 de junho de 68 (30 anos)
Cometeu suicídio depois de ser deserdado pela Guarda Pretoriana e sentenciado a morte pelo Senado
[46]

Ano dos Quatro ImperadoresEditar

 Ver artigo principal: Ano dos quatro imperadores
Retrato Nome Reinado Sucessão Detalhes de vida Ref
  Galba
Sérvio Galba César Augusto
8 de junho de 68 – 15 de janeiro de 69 Governador da Hispânia Tarraconense, se revoltou contra Nero e tomou o poder após seu suicídio com o apoio do Senado e Guarda Pretoriana 24 de dezembro de 3 a.C. – 15 de janeiro de 69 (72 anos)
Assassinado por soldados da Guarda Pretoriana em um golpe de estado liderado por Otão
[47]
  Otão
Marco Otão César Augusto
15 de janeiro – 16 de abril de 69 Tomou o poder por meio de um golpe de estado contra Galba 28 de abril de 32 – 16 de abril de 69 (36 anos)
Cometeu suicídio depois de perder a Batalha de Bedríaco para Vitélio
[48]
  Vitélio
Aulo Vitélio Germânico Augusto
19 de abril – 20 de dezembro de 69 Governador da Germânia Inferior, tomou o poder com o apoio das legiões do Reno em oposição a Galba e Otão, sendo reconhecido pelo Senado 24 de setembro de 15 – 20/22 de dezembro de 69 (54 anos)
Morto pelas tropas de Vespasiano
[49]

Dinastia FlavianaEditar

 Ver artigo principal: Dinastia flaviana
Retrato Nome Reinado Sucessão Detalhes de vida Ref
  Vespasiano
César Vespasiano Augusto
1º de julho de 69 – 23 de junho de 79 Tomou o poder com o apoio das legiões orientais em oposição a Vitélio 17 de novembro de 9 – 23/24 de junho de 79 (69 anos)
Morreu de causas naturais
[50]
  Tito
Tito César Vespasiano Augusto
24 de junho de 79 – 13 de setembro de 81 Filho de Vespasiano 30 de dezembro de 39 – 13 de setembro de 81 (41 anos)
Morreu de causas naturais
[51]
  Domiciano
César Domiciano Augusto
14 de setembro de 81 – 18 de setembro de 96 Irmão de Tito e filho de Vespasiano 24 de outubro de 51 – 18 de setembro de 96 (44 anos)
Assassinado em uma conspiração envolvendo a Guarda Pretoriana e oficiais da corte
[52]

Dinastia Nerva-AntoninaEditar

 Ver artigo principal: Dinastia nerva-antonina
Retrato Nome Reinado Sucessão Detalhes de vida Ref
  Nerva
Nerva César Augusto
18 de setembro de 96 – 27 de janeiro de 98 Proclamado imperador após o assassinato de Domiciano 8 de novembro de 30 – 27 de janeiro de 98 (67 anos)
Primeiro dos "Cinco Bons Imperadores"; morreu de causas naturais
[53]
  Trajano
César Nerva Trajano Augusto
28 de janeiro de 98 – 7/11 de agosto de 117 Filho adotivo de Nerva 18 de setembro de 53 – 7/11 de agosto de 117 (63 anos)
Primeiro imperador não-italiano; apogeu geográfico do império; morreu de causas naturais
[54]
  Adriano
César Trajano Adriano Augusto
11 de agosto de 117 – 10 de julho de 138 Primo de Trajano, supostamente seu filho adotivo 24 de janeiro de 76 – 10 de julho de 138 (62 anos)
Encerrou o expansionismo romano; morreu de causas naturais
[55]
  Antonino Pio
Tito Élio Adriano Antonino Augusto Pio
10 de julho de 138 – 7 de março de 161 Filho adotivo de Adriano 19 de setembro de 86 – 7 de março de 161 (74 anos)
Morreu de causas naturais
[56]
  Marco Aurélio
Marco Aurélio Antonino
[nota 5]
7 de março de 161 – 17 de março de 180 Genro e filho adotivo de Antonino Pio. Reinou junto com seu irmão adotivo Lúcio Vero, a primeira vez que dois imperadores compartilharam o poder 26 de abril de 121 – 17 de março de 180 (58 anos)
Último dos "Cinco Bons Imperadores"; morreu de causas naturais
[58]
  Lúcio Vero
Lúcio Aurélio Vero
7 de março de 161 – janeiro/fevereiro de 169 Filho adotivo de Antonino Pio, co-imperador com seu sogro Marco Aurélio 15 de dezembro de 130 – janeiro/fevereiro de 169 (38 anos)
Morreu de causas naturais
[59]
  Cômodo
Lúcio Élio Aurélio Cômodo
27 de novembro de 176 – 31 de dezembro de 192 Filho de Marco Aurélio. Primeiro imperador a ser elevado durante o reinado de seu predecessor 31 de agosto de 161 – 31 de dezembro de 192 (31 anos)
Assassinado em uma conspiração envolvendo Laeto, seu prefeito pretoriano, e Márcia, sua amante
[60]

Ano dos Cinco ImperadoresEditar

 Ver artigo principal: Ano dos cinco imperadores
Nota: Os outros reivindicantes durante o Ano dos Cinco Imperadores foram Pescênio Níger e Clódio Albino, geralmente considerados usurpadores.
Retrato Nome Reinado Sucessão Detalhes de vida Ref
  Pertinax
Públio Hélvio Pertinax
1º de janeiro – 28 de março de 193 Prefeito urbano de Roma, proclamado imperador por Laeto, o prefeito pretoriano, com consentimento do Senado 1º de agosto de 126 – 28 de março de 193 (66 anos)
Morto por soldados amotinados da Guarda Pretoriana
[61]
  Dídio Juliano
Marco Dídio Severo Juliano
28 de março – 1º de junho de 193 Venceu um leilão realizado pela Guarda Pretoriana para a posição de imperador 30 de janeiro de 133 – 1/2 de junho de 193 (60 anos)
Morto por ordens do Senado a pedido de Sétimo Severo
[62]

Dinastia SeveraEditar

 Ver artigo principal: Dinastia severa
Retrato Nome Reinado Sucessão Detalhes de vida Ref
  Sétimo Severo
Lúcio Sétimo Severo Pertinax[nota 6]
9 de abril de 193 – 4 de fevereiro de 211 Governador da Panônia Superior, aclamado pelas legiões panonianas depois da morte de Pertinax 11 de abril de 145 – 4 de fevereiro de 211 (65 anos)
Primeiro imperador não-europeu; morreu de causas naturais
[64]
  Caracala
Marco Aurélio Antonino
28 de janeiro de 198 – 8 de abril de 217 Filho de Sétimo Severo, sucedeu junto com seu irmão Geta 4 de abril de 188 – 8 de abril de 217 (29 anos)
Concedeu cidadania romana a todos os habitantes livres do império; assassinado por um soldado por instigação de Macrino
[65]
  Geta
Públio Sétimo Geta
c. outubro de 209 – 19/26 de dezembro de 211 Filho de Sétimo Severo, sucedeu junto com seu irmão Caracala 7 de março de 189 – 19/26 de dezembro de 211 (22 anos)
Morto por ordens de Caracala
[66]
  Macrino
Marco Opélio Severo Macrino
11 de abril de 217 – 8 de junho de 218 Prefeito pretoriano de Caracala, aceito como imperador pelo exército e Senado depois de ter arranjado a morte de Caracala por temer sua vida c. 165 – junho de 218 (c. 53 anos)
Primeiro não-senador a se tornar imperador e o primeiro a não visitar Roma depois de ascender; executado durante uma revolta de tropas em favor de Heliogábalo
[67]
  Diadumeniano
Marco Opélio Antonino Diadumeniano
fim de maio – junho de 218 Filho de Macrino, nomeado imperador por seu pai depois da explosão de uma rebelião em favor de Heliogábalo 14 de setembro de 208 – junho de 218 (9 anos)
Primeiro imperador menor de idade; morto em favor de Heliogábalo
[68]
  Heliogábalo
Marco Aurélio Antonino
16 de maio de 218 – 11/12 de março de 222 Primo e suposto filho ilegítimo de Caracala, aclamado imperador por legiões revoltosas em oposição a Macrino, por instigação de sua avó Júlia Mesa 203/204 – 11/12 de março de 222
(18 anos)
Assassinado pela Guarda Pretoriana por instigação de sua avó Júlia Mesa
[69]
  Alexandre Severo
Marco Aurélio Severo Alexandre
13 de março de 222 – 21 de março de 235 Primo e herdeiro adotivo de Heliogábalo 1º de outubro de 208 – 21 de março de 235 (26 anos)
Morto por tropas revoltosas
[70]

Crise do Terceiro SéculoEditar

  Legitimidade ambígua[nota 7]
Retrato Nome Reinado Sucessão Detalhes de vida Ref
  Maximino I "Trácio"
Caio Júlio Vero Maximino
c. março de 235 – c. junho/julho de 238
[nota 8]
Proclamado imperador pelas legiões germânicas depois do assassinato de Severo Alexandre c. 172–180 – c. junho/julho de 238 (c. 58–66 anos)
Primeiro plebeu a se tornar imperador; morto por seus soldados durante o Cerco de Aquileia
[73]
  Gordiano I
Marco Antônio Gordiano Semproniano Romano Africanus
c. abril/maio – c. maio/junho de 238
[nota 8]
Proclamado imperador junto com seu filho Gordiano II enquanto era governador da África, em revolta contra Maximino I, sendo reconhecido pelo Senado c. 158/159 – c. maio/junho de 238 (c. 79 anos)
Cometeu suicídio depois de saber da morte de Gordiano II
[74]
  Gordiano II
Marco Antônio Gordiano Semproniano Romano Africanus
c. abril/maio – c. maio/junho de 238
[nota 8]
Proclamado imperador junto com seu pai Gordiano I durante uma revolta na África contra Maximino I c. 192 – c. maio/junho de 238 (c. 45 anos)
Morto do lado de fora de Cartago em batalha contra um exército leal a Maximino I
[75]
  Pupieno
Marco Clódio Pupieno Máximo
c. maio/junho – agosto de 238
[nota 8]
Proclamado imperador pelo Senado junto com Balbino depois das mortes de Gordiano I e Gordiano II, em oposição a Maximino I c. 164 – agosto de 238 (c. 74 anos)
Morto pela Guarda Pretoriana
[76]
  Balbino
Décimo Célio Calvino Balbino
c. maio/junho – agosto de 238
[nota 8]
Proclamado imperador pelo Senado junto com Pupieno depois das mortes de Gordiano I e Gordiano II, em oposição a Maximino I c. 178 – agosto de 238 (c. 60 anos)
Morto pela Guarda Pretoriana
[77]
Reinado Nome comum
Local de nascimento
Imagem Nome pessoal e título
ao nascer/
antes de se tornar imperador
Nome imperial Notas
Maio de 238 a Fevereiro de 244 Gordiano III
Roma
  MARCVS ANTONIVS GORDIANVS

MARCVS ANTONIVS GORDIANVS PIVS
IMPERATOR CAESAR MARCVS ANTONIVS GORDIANVS PIVS FELIXAVGVSTVS Assassinado.
Fevereiro de 244 a Setembro/Outubro de 249 Filipe, o Árabe
Shahba, Síria
  MARCVS IVLIVS PHILLIPVS IMPERATOR CAESAR MARCVS IVLIVS PHILLIPVS PIVS FELIX INVICTVS AVGVSTVS Morto em batalha por Décio.
249 a Junho de 251 Décio
Budália, Panônia Inferior
  GAIVS MESSIVS QVINTVS TRAIANVS DECIVS IMPERATOR CAESAR GAIVS MESSIVS QVINTVS TRAIANVS DECIVS PIVS FELIX INVICTVS AVGVSTVS Morto em batalha
antes de 251 a 1º de Julho de 251 Herênio Etrusco
Panônia
  QVINTVS HERENNIVS ETRVSCVS MESSIVS DECIVS IMPERATOR CAESAR QVINTVS HERENNIVS ETRVSCVS MESSIVS DECIVS AVGVSTVS Morto em batalha
1º de julho a 15 de julho de 251 Hostiliano
?
  CAIVS VALENS HOSTILIANVS MESSIVS QVINTVS IMPERATOR CAESAR CAIVS VALENS HOSTILIANVS MESSIVS QVINTVS AVGVSTVS Coimperador com Treboniano Galo, morreu de peste.
Junho de 251 a Agosto de 253 Treboniano Galo
Itália
  GAIVS VIBIVS TREBONIANVS GALLVS' IMPERATOR CAESAR GAIVS VIBIVS TREBONIANVS GALLVS PIVS FELIX INVICTVS AVGVSTVS Assassinado por seus próprios soldados.
Julho de 251 a Agosto de 253 Volusiano
?
  GAIVS VIBIVS VOLVSIANVS IMPERATOR CAESAR GAIVS VIBIVS AFINIVS GALLVS VELDVMNIANVS VOLVSIANVS AVGVSTVS Filho e co-governante com Treboniano Galo. Assassinado por seus próprios soldados.
Agosto de 253 a Outubro de 253 Emiliano
África Proconsular
  MARCVS AEMILIVS AEMILIANVS IMPERATOR CAESAR MARCVS AEMILIVS AEMILIANVS PIVS FELIX INVICTVS AVGVSTVS Assassinado por seus próprios soldados.
253 a Junho de260 Valeriano
?
  PVBLIVS LICINIVS VALERIANVS IMPERATOR CAESAR PVBLIVS LICINIVS VALERIANVS PIVS FELIX INVICTVS AVGVSTVS Coimperador com Galiano. Capturado pelos sassânidas, morreu no cativeiro..
253 a Setembro de 268 Galiano
?
  PVBLIVS LICINIVS EGNATIVS GALLIENVS IMPERATOR CAESAR PVBLIVS LICINIVS EGNATIVS GALLIENVS PIVS FELIX INVICTVS AVGVSTVS Coimperador com Valeriano de 253 a 260. Assassinado.
268 a Agosto de 270 Cláudio II, o Gótico
Sirmio, Panônia ou Dardânia, Mésia
  MARCVS AVRELIVS VALERIVS CLAVDIVS IMPERATOR CAESAR MARCVS AVRELIVS CLAVDIVS PIVS FELIX INVICTVS AVGVSTVS Morreu de peste.
Agosto de 270 a Setembro de 270 Quintilo
Sirmio, Panônia ou Dardânia, Mésia
  MARCVS AVRELIVS QVINTILLVS IMPERATOR CAESAR MARCVS AVRELIVS CLAVDIVS QVINTILLVS INVICTVS PIVS FELIX AVGVSTVS Brevemente coimperador com Aureliano. Cometeu suicídio.
Agosto de 270 a 275 Aureliano
Dácia ou possivelmente Sirmio, Panônia
  LVCIVS DOMITIVS AVRELIANVS IMPERATOR CAESAR LVCIVS DOMITIVS AVRELIANVS PIVS FELIX INVICTVS AVGVSTVS Grande político e general, adorador do deus Sol Invicto, o deus dos soldados. Reconquistou as regiões perdidas por Roma nas décadas anteriores (Império das Gálias e Império de Palmira), responsável pelos primeiros sinais de recuperação do império. Assassinado pela guarda pretoriana.
Novembro/Dezembro de 275 a Julho de 276 Tácito
Interamna, Itália
  MARCVS CLAVDIVS TACITVS IMPERATOR CAESAR MARCVS CLAVDIVS TACITVS PIVS FELIX AVGVSTVS Assassinado
Julho de 276 a Setembro de 276 Floriano
?
  MARCVS ANNIVS FLORIANVS PIVS IMPERATOR CAESAR MARCVS ANNIVS FLORIANVS PIVS FELIX AVGVSTVS Assassinado
Julho de 276 a depois de Setembro de 282 Probo
Sirmio, Panônia
  MARCVS AVRELIVS EQVITIVS PROBVS IMPERATOR CAESAR MARCVS AVRELIVS PROBVS PIVS FELIX INVICTVS AVGVSTVS Assassinado por seus próprios soldados.
Setembro de 282 a Julho/Agosto de 283 Caro
provavelmente Narbo, Gália
  MARCVS AVRELIVS NVMERIVS CARVS IMPERATOR CAESAR MARCVS AVRELIVS CARVS PIVS FELIX INVICTVS AVGVSTVS Causa da morte incerta: doença, ferimento por um raio, um ferimento recebido em batalha contra os hunos ou assassinado pela guarda pretoriana são as possibilidades mais aceitas.
primavera de 283 ao verão de 285 Carino
?
  MARCVS AVRELIVS CARINVS IMPERATOR CAESAR MARCVS AVRELIVS CARINVS PIVS FELIX INVICTVS AVGVSTVS Coimperador com Numeriano. Assassinado.
Julho/Agosto de 283 a Novembro de 284 Numeriano
?
  MARCVS AVRELIVS NVMERIVS NVMERIANVS IMPERATOR CAESAR MARCVS AVRELIVS NVMERIANVS PIVS FELIX AVGVSTVS Coimperador com Carino.

DominatoEditar

 Ver artigo principal: Dominato

TetrarquiaEditar

 Ver artigo principal: Tetrarquia, Dinastia Dioleciana
Reinado Nome comum
Local de nascimento
Imagem Nome pessoal e título
ao nascer/
antes de se tornar imperador
Nome imperial Notas
20 de Novembro de 284 a 1º de Maio de 305 Diocleciano
Dóclea, Dalmácia
  DIOCLES
(nome completo não conhecido)

GAIVS AVRELIVS VALERIVS DIOCLETIANVS IOVIVS
IMPERATOR CAESAR GAIVS AVRELIVS VALERIVS DIOCLETIANVS PIVS FELIXINVICTVS AVGVSTVS PONTIFEX MAXIMVS PATER PATRIAE PROCONSVL Coimperador com Maximiano; 285: Germânico Máximo, Sarmático Máximo; 286: Jóvio; 287: Germânico Máximo; 295: Pérsico Máximo; 297: Britânico Máximo, Cárpico Máximo; 298: Armênio Máximo, Médico Máximo, Adiabênico Máximo
Abdicou
1º de Abril de 286 a 1º de Maio de 305 Maximiano
próximo a Sirmio, Panônia
(atual Sremska Mitrovica, Sérvia
  MAXIMIANVS
(nome completo não conhecido)

MARCVS AVRELIVS VALERIVS MAXIMIANVS HERCVLIVS
IMPERATOR CAESAR GAIVS AVRELIVS VALERIVS MAXIMIANVS PIVS FELIXINVICTVS AVGVSTVS Coimperador com Diocleciano; 286: Germanicus Maximus, Sarmaticus Maximus; 287: Iovius; 288: Germanicus Maximus; 294: Persicus Maximus; 298: Britannicus Maximus, Carpicus Maximus; 299: Armenicus Maximus, Medicus Maximus, Adiabenicus Maximus;
Forçado a abdicar.
1º de Maio de 305 a 25 de Julho de 306 Constâncio Cloro
Dardânia, Mésia
  FLAVIVS VALERIVS CONSTANTIVS

CHLORVS
IMPERATOR CAESAR GAIVS FLAVIVS VALERIVS CONSTANTIVS AVGVSTVS  
1º de Maio de 305 a Maio de 311 Galério
próximo a Sérdica, Dácia Aureliana
  CAIVS GALERIVS VALERIVS MAXIMIANVS IMPERATOR CAESAR GALERIVS VALERIVS MAXIMIANVS PIVS FELIX INVICTVS AVGVSTVS Coimperador com Severo II.
Agosto de 306 a 16 de Setembro de 307 Severo II
?
  FLAVIVS VALERIVS SEVERVS IMPERATOR SEVERVS PIVS FELIXAVGVSTVS Coimperador com Galério.
307 a 308 Maximiano
próximo a Sirmio, Panônia
  MAXIMIANVS
(nome completo não conhecido)

MARCVS AVRELIVS VALERIVS MAXIMIANVS HERCVLIVS
IMPERATOR CAESAR GAIVS AVRELIVS VALERIVS MAXIMIANVS PIVS FELIXINVICTVS AVGVSTVS PONTIFEX MAXIMVS HERCVLIVS GERMANICVS MAXIMVS SARMATICVS MAXIMVS IOVIVS GERMANICVS MAXIMVS PERSICVS MAXIMVS BRITANNICVS MAXIMVS CARPICVS MAXIMVS ARMENICVS MAXIMVS MEDICVS MAXIMVS ADIABENICVS MAXIMVS Abdicou.

Dinastia constantinianaEditar

 Ver artigo principal: Dinastia constantiniana
Reinado Nome comum
Local de nascimento
Imagem Nome pessoal e título
ao nascer/
antes de se tornar imperador
Nome imperial Notas
307 a 22 de Maio de 337 Constantino
Naisso, Mésia Superior
  GAIVS FLAVIVS VALERIVS CONSTANTINVS IMPERATOR CAESAR FLAVIVS CONSTANTINVS PIVS FELIXINVICTVS AVGVSTVS PONTIFEX MAXIMVS PATER PATRIAE PROCONSVL 307: Germanicus Maximus; 312: Maximus; 323: Sarmaticus Maximus; 324: Victor substituindo Invictus; 328: Gothicus Maximus; 336:Dacicus Maximus
11 de Novembro de 308 a 18 de Setembro de 324 Licínio
Mésia Superior
VALERIVS LICINIANVS LICINIVS IMPERATOR CAESAR GAIVS VALERIVS LICINIVS PIVS FELIXINVICTVS AVGVSTVS Coimperador; abdicou; (executado antes de 325).
1º de Maio de 310 a Julho/Agosto de 313 Maximino Daia
Dácia Aureliana
  DAIA

MAXIMINVS GAIVS GALERIVS VALERIVS
IMPERATOR CAESAR GALERIVS VALERIVS MAXIMINVS PIVS FELIXAVGVSTVS Coimperador. Cometeu suicídio.
Dezembro de 316 a 1º de Março de 317 Valério Valente
?
AVRELIVS VALERIVS VALENS IMPERATOR CAESAR AVRELIVS VALERIVS VALENS PIVS FELIXINVICTVS AVGVSTVS Coimperador com Licínio. Executado por Constantino.
Julho de 324 a 18 de Setembro de 324 Marciniano
?
SEXTVS MARCIVS MARTINIANVS IMPERATOR CAESAR SEXTVS MARCIVS MARTINIANVS PIVS FELIXINVICTVS AVGVSTVS Coimperador com Licínio. Executado antes de 325.
337 a 340 Constantino II
Arles, Gália
  FLAVIVS CLAVDIVS CONSTANTINVS IMPERATOR CAESAR FLAVIVS VALERIVS CONSTANTINVS AVGVSTVS Coimperador. Morto em batalha.
337 a 361 Constâncio II
Sirmio, Panônia
FLAVIVS IVLIVS CONSTANTIVS IMPERATOR CAESAR FLAVIVS IVLIVS CONSTANTIVS AVGVSTVS Coimperador.
337 a 350 Constante I
?
  FLAVIVS IVLIVS CONSTANS Constans|IMPERATOR CAESAR FLAVIVS IVLIVS CONSTANS AVGVSTVS Coimperador. Assassinado por Magêncio
Novembro de 361 a Junho de 363 Juliano
Constantinopla, Trácia
  FLAVIVS CLAVDIVS IVLIANVS Juliano o Apóstata|IMPERATOR CAESAR FLAVIVS CLAVDIVS IVLIANVS AVGVSTVS Morto em batalha.
363 a 17 de Fevereiro de 364 Joviano
Singiduno, Mésia
FLAVIVS IOVIANVS IMPERATOR CAESAR FLAVIVS IOVIANVS AVGVSTVS Morreu acidentalmente.

Dinastia valentinianaEditar

Reinado Nome comum
Local de nascimento
Imagem Nome pessoal e título
ao nascer/
antes de se tornar imperador
Nome imperial Notas
26 de Fevereiro de 364 a 17 de Novembro de 375 Valentiniano I
Cibalas, Panônia
  FLAVIVS VALENTINIANVS IMPERATOR CAESAR FLAVIVS VALENTINIANVS PIVS FELIX AVGVSTVS Imperador em Roma.
28 de Março de 364 a 9 de Agosto de 378 Valente
Cibalas, Panônia
  FLAVIVS IVLIVS VALENS IMPERATOR CAESAR FLAVIVS IVLIVS VALENS PIVS FELIX AVGVSTVS Imperador no leste. Morto na Batalha de Adrianópolis.
24 de Agosto de 367 a 383 Graciano
Sirmio, Panônia
FLAVIVS GRATIANVS IMPERATOR CAESAR FLAVIVS GRATIANVS PIVS FELIX AVGVSTVS Assassinado.
375 a 392 Valentiniano II
Mediolano, Itália
  FLAVIVS VALENTINIANVS IMPERATOR CAESAR FLAVIVS VALENTINIANVS PIVS FELIX AVGVSTVS Assassinado por Arbogasto em 392.

Dinastia teodosianaEditar

Reinado Nome comum
Local de nascimento
Imagem Nome pessoal e título
ao nascer/
antes de se tornar imperador
Nome imperial Notas
379 a 17 de Janeiro de 395 Teodósio I
Cauca, Hispânia
  FLAVIVS THEODOSIVS IMPERATOR CAESAR FLAVIVS THEODOSIVS PIVS FELIX AVGVSTVS Coimperador. Imperador no Império Romano do Oriente a partir de 379.
383 a Janeiro de 395 Arcádio
?
  FLAVIVS ARCADIVS IMPERATOR CAESAR FLAVIVS ARCADIVS PIVS FELIX AVGVSTVS Tornou-se imperador no Império Romano do Oriente em Janeiro de 395.
23 de Janeiro de 393 a 395 Honório
?
  FLAVIVS HONORIVS IMPERATOR CAESAR FLAVIVS HONORIVS PIVS FELIX AVGVSTVS Tornou-se imperador no Império Romano do Ocidente. Mandou matar Estilicão. Foi durante seu governo, em 410, que a cidade de Roma foi saqueada pelos godos.

DivisãoEditar

Império do OcidenteEditar

 Ver artigo principal: Império Romano do Ocidente
Reinado Nome comum
Local de nascimento
Imagem Nome pessoal e título
ao nascer/
antes de se tornar imperador
Nome imperial Notas
395 a 15 de Agosto de 423 Honório
?
  FLAVIVS HONORIVS IMPERATOR CAESAR FLAVIVS HONORIVS PIVS FELIX AVGVSTVS Coimperador com Constâncio III (421)
421 Constâncio III
Naisso, Mésia Superior
  FLAVIVS CONSTANTIVS   Coimperador com Honório.
423 a 425 João
?
  IOHANNES   Reclamante ao trono.
425 a 16 de Março de 455 Valentiniano III
Ravena, Itália
  FLAVIVS PLACIDVS VALENTINIANVS   Deixou os Vândalos se estabelecerem no norte da África. Ficou impotente diante dos Hunos.
17 de Março de 455 a 31 de Maio de 455 Petrônio Máximo
?
  FLAVIVS PETRONIVS MAXIMVS    
Junho de 455 a 17 de Outubro de 456 Ávito
?
  MARCVS MAECILIVS FLAVIVS EPARCHIVS AVITVS   Negligenciou os deveres de imperador. Em 457, foi morto por Majoriano.
457 a 2 de Agosto de 461 Majoriano
?
  IVLIVS VALERIVS MAIORIANVS   Derrotado pelos vândalos em 461. Executado por Flávio Ricimero.
461 a 465 Líbio Severo
Lucânia, Itália
  LIBIVS SEVERVS   Combateu Egidio em 461 e o derrotou em 464, morto por Ricimero.
461 a 464 Egídio
Gália
  EGIDIVS EGIDIVS/AGITVS Amigo de Ricimero e de Majoriano, formaram uma espécie de triunvirato. Após a morte de Avito em 457, foi mandado para a Gália do Norte, com o objetivo de defendê-la dos visigodos, francos e burgúndios. Em 461, com o assassinato de Majoriano, este declarou independência de Ricimero e de Líbio Severo. Em 464, ele foi assassinado por um soldado enviado por Ricimero.
12 de Abril de 467 a 11 de Julho de 472 Antêmio
?
  PROCOPIVS ANTHEMIVS   Seu objetivo era reconquistar a Sicília. Foi derrotado em 468 e foi assassinado por Flávio Ricimero.
Julho de 472 a 2 de Novembro de 472 Olíbrio
?
ANICIVS OLYBRIVS   Morreu de velhice.
5 de Março de 473 a Junho de 474 Glicério
?
    Abdicou em favor de Júlio Nepos.
Junho de 474 a 25 de Abril de 480 Júlio Nepos
?
      Imperador no ocidente até 475, deposto por Orestes. Fugiu para a Dalmácia. A partir de 476, reconhecido como autoridade por Odoacro. Assassinado em 480.
31 de Outubro de 475 a 4 de Setembro de 476 Rômulo Augusto

Rômulo Augústulo
?
  FLAVIVS ROMVLVS

ROMVLVS AVGVSTVS
  Deposto por Odoacro. Destino desconhecido. Considerado o último imperador romano do ocidente.

Notas

  1. O Império Bizantino é universalmente reconhecido como o remanescente, continuação ou estágio posterior do Império Romano. Não há uma data concordada universalmente para separar os impérios Romano antigo e Bizantino, com as datas propostas variando entre 284 e 716.[14] Alguns autores chegaram a rejeitar completamente o termo "bizantino".[15]
  2. Não há uma contagem "oficial" de imperadores romanos dado que diferentes historiadores algumas vezes incluem ou omitem diferentes nomes. Esta lista inclui 177 imperadores e cinco imperatrizes, um total de 182 monarcas. Destes, quinze tem sua legitimidade contestada por historiadores. Também incluídos 27 co-imperadores júnior e uma co-imperatriz júnior, dos quais quatro tem sua legitimidade debatida. No total geral, esta lista contém 210 ocupantes do cargo imperial romano.
  3. Esse era um dos títulos usados pelos imperadores bizantinos por escritores otomanos antes de 1453.[22]
  4. A data convencional é 27 a.C.,[1] quando o Senado concedeu a Otaviano o título e nome de Augusto junto com várias concessões de poder.[2] Entretanto, autores antigos lhe deram um reinado de 56 anos.[1] Augusto se tornou soberano de facto em 31 a.C., depois de derrotar sua última oposição na Batalha de Áccio.[41] Esta também é a data usada por alguns autores antigos.[1] O próprio Augusto datou sua ascensão para 43 a.C., quando recebeu o imperium pela primeira vez. No mesmo ele se tornou cônsul e então triúnviro junto com Marco Antônio e Lépido.[2]
  5. Nessa época, "César" e "Augusto" passaram a ser considerados mais títulos imperiais do que nomes pessoais, com o primeiro indicando o herdeiro aparente e o segundo o próprio imperador.[57]
  6. Alguns imperadores adicionavam elementos único ao seu nome régio, como Sétimo Severo, que assumiu o nome "Pertinax", ou Dídio Juliano e Macrino, que assumiram o nome "Severo".[63]
  7. Os imperadores marcados como sendo de legitimidade ambígua, a menos que marcados com alguma outra ambiguidade, são aqueles que cumprem um ou mais dos critérios de inclusão listados acima, mas que não são universalmente considerados por historiadores como legítimos. Tais figuras são, na maioria dos casos, aqueles que detiveram o poder apenas brevemente e/ou em tempos de mais de um imperador mantiveram uma das capitais, mas nunca conseguiram reconhecimento total de outro imperador(es).[71]
  8. a b c d e Devido aos limitados materiais sobreviventes sobre 238, o Ano dos Seis Imperadores, as datas usadas são aproximadas e apenas uma de várias estimações.[72]

Referências

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  4. Loewenstein 1973, pp. 329, 403
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  6. Loewenstein 1973, p. 329
  7. Loewenstein 1973, p. 245
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  12. Sandberg 2008, pp. 199–213
  13. Arnold, Bjornlie & Sessa 2016, p. 3; Williams & Friell 1998, p. 187
  14. Mango 2002, p. 2
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  18. Hartmann 1913, p. 196
  19. Logan 2012, pp. 71–74
  20. Chalandon 1923, p. 325
  21. Nicol 1992, p. ix
  22. Çolak 2014, p. 19
  23. Nicol 1967, p. 334
  24. Çolak 2014, pp. 21–22
  25. Nicol 1992, pp. 115–116
  26. Omissi 2018, p. 3
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  28. a b Claes 2015, p. 15
  29. a b Omissi 2018, p. 25
  30. a b Claes 2015, p. 23
  31. Omissi 2018, pp. 9, 14, 17, 24
  32. Smolin 2021, pp. 22–23
  33. Omissi 2018, pp. 21, 29–30
  34. Omissi 2018, p. 34
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  41. Meijer 2004, pp. 14–16
  42. Grant 1985, pp. 8, 9, 12–13; Kienast, Eck & Heil 2017, pp. 53–54, 350
  43. Kienast, Eck & Heil 2017, pp. 70–72, 350; Grant 1985, pp. 8, 16, 20, 25
  44. Kienast, Eck & Heil 2017, p. 78; Grant 1985, pp. 8, 25, 27
  45. Kienast, Eck & Heil 2017, p. 82; Grant 1985, pp. 8, 29, 33
  46. Kienast, Eck & Heil 2017, pp. 88–89, 350; Grant 1985, pp. 8, 34, 39
  47. Kienast, Eck & Heil 2017, p. 94; Grant 1985, pp. 43, 44; Hammond 1957, p. 24
  48. Kienast, Eck & Heil 2017, p. 97; Grant 1985, pp. 46–47
  49. Kienast, Eck & Heil 2017, pp. 99–100; Grant 1985, pp. 48–50
  50. Kienast, Eck & Heil 2017, p. 101; Grant 1985, pp. 51–52, 55
  51. Kienast, Eck & Heil 2017, p. 105; Grant 1985, p. 55; Hammond 1957, p. 27
  52. Kienast, Eck & Heil 2017, p. 109; Grant 1985, pp. 60, 64–65
  53. Kienast, Eck & Heil 2017, p. 114; Grant 1985, p. 69
  54. Kienast, Eck & Heil 2017, pp. 116–117; Grant 1985, pp. 71, 73, 76; Omissi 2018, p. 8; Cooley 2012, p. 492
  55. Kienast, Eck & Heil 2017, pp. 122–123; Grant 1985, pp. 68, 76; Omissi 2018, p. 8
  56. Kienast, Eck & Heil 2017, p. 128; Grant 1985, p. 87
  57. Hammond 1957, pp. 29–31
  58. Kienast, Eck & Heil 2017, pp. 131–132; Grant 1985, pp. 68, 89, 91, 93
  59. Kienast, Eck & Heil 2017, p. 135; Grant 1985, pp. 93, 94
  60. Kienast, Eck & Heil 2017, pp. 140–141; Grant 1985, p. 97; Omissi 2018, p. 8
  61. Kienast, Eck & Heil 2017, p. 145; Grant 1985, pp. 103–104
  62. Kienast, Eck & Heil 2017, p. 147; Grant 1985, pp. 106–108; Cooley 2012, p. 495
  63. Cooley 2012, pp. 495–496
  64. Kienast, Eck & Heil 2017, pp. 149–150; Grant 1985, pp. 108, 110; Omissi 2018, p. 9
  65. Kienast, Eck & Heil 2017, pp. 156–157; Grant 1985, pp. 119, 120; Hammond 1957, pp. 35, 36
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  67. Kienast, Eck & Heil 2017, p. 162; Grant 1985, pp. 123, 124, 125–126
  68. Kienast, Eck & Heil 2017, pp. 163–164; Grant 1985, p. 125
  69. Kienast, Eck & Heil 2017, p. 165; Grant 1985, pp. 126, 129; Cooley 2012, p. 496
  70. Kienast, Eck & Heil 2017, pp. 171–172; Grant 1985, pp. 130, 133; Cooley 2012, p. 496
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BibliografiaEditar

PrincipalEditar

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  • Grant, Michael (1985). The Roman Emperors: A Biographical Guide to the Rulers of Imperial Rome, 31 BC–AD 476. Nova Iorque: Charles Scribner's Sons. ISBN 0-684-18388-9 
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SecundáriaEditar

Ligações externasEditar