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Angelina Casimira do Carmo e Silva Vidal, Angelina Vidal, ou Republicana Viseense, (11 de março de 1853, Lisboa -1 de agosto de 1917, Lisboa) foi uma jornalista, tradutora, professora, olissipógrafa e escritora[1][2]. Era considerada uma das figuras mais pertinentes na luta pelos direitos dos mais pobres[2]. Destaca-se, de igual modo, o seu ativismo pelos direitos das mulheres, compactuando com a ideologia republicana e socialista[2].

Retrato de Angelina Vidal.

Índice

BiografiaEditar

Angelina é filha do Maestro Joaquim Casimiro[1]. Ficará orfã aos 9 anos[2].

Casa com Luís Augusto de Campos Vidal, médico da Armada Portuguesa, em 1872, com apenas 19 anos[1][2].

Têm 5 filhos:

  • Julieta Casimiro Vidal (1873-1944)
  • Violeta Casimiro Vidal (1874-1916)
  • Antonino Casimiro Vidal (1876-1912)
  • Ema Casimiro Vidal (1879-1884)
  • Hugo Casimiro Vidal (1886-1940)

Eventualmente, o casal divorciou-se, e Angelina perdeu custódia dos filhos.

Em 1901, é-lhe oferecida uma subvenção pel'A Voz do Operário, em troca de aulas de francês.

Mais tarde, enquanto jornalista integrou a Associação da Imprensa Portuguesa[2].

Para além das várias obras publicadas em Portugal, e em Português, Angelina é fluente em italiano, francês e espanhol, e publica no Brasil, em Espanha e em Angola. Dirigiu ainda as publicações: Sindicato, Justiça do Povo, e A Emancipação (Tomar)[1].

Obras[1]Editar

Obras impressasEditar

  • Morte de Satan 1879
  • A Noite do Espírito 1887
  • Ícaro 1902
  • Jesus no Templo 1881
  • Jessa Helfmann às Mães, Lisboa, 1881
  • O Marquês de Pombal à luz da Filosofia, Lisboa, 1882
  • O Ultrage. Dedicado ao Major de Quillinan, Lisboa, 1883
  • Folhas Soltas, 1887
  • A Provocação. Carta ao Rei, 1887
  • Arquivo Histórico. Narrativa da Fundação das Cidades e Vilas do Reino e seus Brasões de Armas, 1889
  • Ódio à Inglaterra, 1890
  • Protesto contra a Inglaterra 1890
  • Justiça aos vencidos, 1890
  • Liquidando... Espirais de Dor, Lisboa, 1894
  • Nas Florestas da Vida, Lisboa, 1906
  • Semana da Paixão, 1906
  • Contos Negros 1896
  • Lisboa Antiga e Lisboa Moderna. Elementos Históricos da sua Evolução, 3 volumes, 1900-1903
  • Os Contos Vermelhos 1904
  • Contos de Cristal 1905
  • Evangelho da Instrução 1907
  • Os Contos Cristalinos, 1907-1908
  • Abcedário do Amor, 1908
  • Avé Charitas! Ao grande coração de lus do ilustre sr. dr. Manuel d'Arriaga, Lisboa, 1912

TeatroEditar

  • O Conselheiro Acácio (drama)
  • Nobreza de Alma (drama)
  • Lição Moral (drama)
  • Caminho Errado (Comédia em 3 actos)
  • Castigar os que Erram (Comédia em 3 actos)
  • O Oitavo Mandamento (Comédia em um acto)

Colaboração em obras periódicasEditar

  • O Alarme
  • Alma Feminina
  • Anphion
  • O Amigo da Infância
  • O Arbitrador
  • Bocage
  • Cabeceirense
  • Caixeiro
  • Camões
  • Capítulo
  • Comarca de Arganil
  • Comércio de Lisboa
  • O Construtor
  • Contemporâneo
  • Courriers
  • "Feminismo" A Crónica, 08/1906
  • Democracia do Sul
  • Diário Metalúrgico
  • Domingo Ilustrado
  • Eco Micaelense 
  • Eco Popular
  • Enciclopédia Republicana
  • O Estado do Norte
  • O Figueirense
  • Folha da Tarde
  • Folha do Sul
  • Gabinete de Repórteres
  • A Greve
  • Ideia Nova
  • Independência
  • Liberdade
  • Loarense
  • A Luz
  • Luz do Operário
  • Luz e Vida
  • Marselhesa
  • O Mutualista
  • Notícias do Dia
  • A Obra
  • Oficina
  • O País
  • Partido Operário
  • Partido do Povo
  • Portugal
  • Porvir
  • Produtor
  • Protesto Operário: "Primeiro de Maio", 01/05/1892
  • Radical
  • A Resistência
  • Revista Literária e Científica do Século
  • Revolução
  • O Século
  • Sentinela da Fronteira
  • Sul do Tejo
  • O Tecido
  • O Trabalhador
  • O Trabalho
  • Transmontano
  • Tribuna
  • Vanguarda
  • Viseu Ilustrado
  • A Voz do Operário (from | a partir de 1881): "Nilo" 17/08/1902
  • Voz do Trabalho
  • Vulcão

Colaboração em AlmanaquesEditar

  • Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro,  1908
  • Almanaque Republicano para 1880
  • Almanque a Vitória da República para 1890, 1891, 1892
  • Almanaque Socialista para 1897 e 1931
  • Almanaque da Crónica
  • Almanaque dos Repórteres

ReferênciasEditar

  1. a b c d e «Angelina Vidal». "Escritoras em Português" - Projeto Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Consultado em 7 de outubro de 2017 
  2. a b c d e f «Angelina Vidal (1853-1917)». Consultado em 7 de outubro de 2017 

BibliografiaEditar

  • ALVIM, Maria Helena Vilas Boas, Angelina Vidal. Uma vida ao serviço da propagação da Nova Ideia, Porto, s.n. 1993.
  • SAMARA, Maria Alice, Operárias e Burguesas: As Mulheres no Tempo da República, A Esfera dos Livros, Lisboa, 2007.
  • VIDAL, Mário de Campos, Angelina Vidal, Escritora, Jornalista, Republicana, Revolucionária e Socialista, Parede, Tribuna da História, 2010