Anglofonia

regiões que compartilham a língua e cultura inglesas

Anglofonia é o conjunto de identidades culturais existentes em países falantes da língua inglesa, como África do Sul (falado por uma pequena minoria como língua materna), Canadá (exceto Quebeque), Estados Unidos da América, Grã-Bretanha, Irlanda, Nova Zelândia e Jamaica e por diversas pessoas e comunidades em todo o mundo. Dentro dessa região linguística, localiza-se a América Anglo-Saxônica.

Em verde, países onde o inglês é a língua oficial.

Compreende-se por Mundo Anglo-Saxônico o grupo das nações Anglófonas (falantes da Língua Inglesa) que partilham características históricas, políticas, e culturais enraizadas ou atribuídas à influência histórica do Reino Unido (RU). O Mundo Anglo-Saxônico inclui as antigas colônias e domínios do Reino Unido, onde o Inglês é a língua principal.

Geralmente inclui-se Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Reino Unido, [1][2][3] e os Estados Unidos [4][5][6][7] em um agrupamento de países desenvolvidos chamados de Anglosfera central. As vezes, o termo também inclui a Irlanda[8][9].

Conforme pode ser observado no mapa a seguir, há um contínuo dialetal de 12 países contíguos, desde o sul, passando pelo leste e nordeste da África, onde o Inglês é a língua oficial e/ou uma das mais faladas. É uma continuidade de muitos países vizinhos, como existe em relação ao Espanhol nas Américas e ao Francês no oeste da mesma África.

Número de falantes nativos por paísEditar

 
As definições de "Mundo Anglo-Saxônico" variam: países em que o inglês é uma língua oficial e também a primeira língua de uma grande parte da população estão em azul (exceto o Quebeque francófono no Canadá). Outros países onde o inglês não é a primeira língua mas possui status oficial estão a azul-claro.
País Falantes Nativos
  Estados Unidos 237 800 000[10]
  Reino Unido 58 200 000[11]
  Canadá 18 232 195[12]
  Austrália 15 581 334[13]
  Irlanda 4 200 000[11]
  África do Sul 3 673 203[14]
  Nova Zelândia 3 500 000[15]
  Jamaica 2 600 000[16]
  Singapura 2 000 000[17]
  Trindade e Tobago 1 170 000[18]

Ver tambémEditar

Referências

  1. Mycock, Andrew; Wellings, Ben. «Beyond Brexit: 'Global Britain' looks to the emerging Anglosphere for new opportunities». The Conversation 
  2. «The Anglosphere: Past, present and future». The British Academy 
  3. «What is the Anglosphere, Anyway?». 8 de novembro de 2019 
  4. Press, Stanford University. «The Anglosphere: A Genealogy of a Racialized Identity in International Relations | Srdjan Vucetic». www.sup.org 
  5. «Getting Real About the Anglosphere». 17 de fevereiro de 2020 
  6. «Five reasons the Anglosphere is more than just a romantic vision – but has real geopolitical teeth». CityAM. 15 de dezembro de 2016 
  7. Mycock, Andrew; Wellings, Ben. «The UK after Brexit: Can and Will the Anglosphere Replace the EU?» (PDF) 
  8. Editorial (3 de novembro de 2017). «The Guardian view on languages and the British: Brexit and an Anglosphere prison – Editorial». The Guardian 
  9. «Which way is Ireland going?». Financial Times 
  10. «, Statistical Abstract of the United States: 2003» (pdf). Section 1 Population (em inglês). Table 47 gives the figure of 214,809,000 for those five years old and over who speak exclusively English at home. Based on the American Community Survey, these results exclude those living communally (such as college dormitories, institutions, and group homes), and by definition exclude native English speakers who speak more than one language at home. U.S. Census Bureau. 59 páginas 
  11. a b Crystal, David (3 de agosto de 2003). The Cambridge Encyclopedia of the English Language 2ª ed. Cambridge, UK: Cambridge University Press 
  12. «Population by mother tongue and age groups, 2006 counts, for Canada, provinces and territories – 20% sample data». Census 2006, Statistics Canada (em inglês). Statcan.ca 
  13. «Main Language Spoken at Home. The figure is the number of people who only speak English at home» (em inglês). Censusdata.abs.gov.au 
  14. «Census in Brief» (PDF). 2001 Census, Statistics South Africa. Statssa.gov.za. p. 15(Table 2.5). Arquivado do original (PDF) em 9 de agosto de 2007 
  15. «Languages spoken». Census, Statistics New Zealand (em inglês). No figure is given for the number of native speakers, but it would be somewhere between the number of people who spoke English only (3,008,058) and the total number of English speakers (3,673,623), if one ignores the 197,187 people who did not provide a usable answer. Stats.govt.nz. 2006. Arquivado do original em 29 de março de 2007 
  16. Books.google.com http://books.google.com/books?id=d6jPAKxTHRYC&pg=PA63&lpg=PA63&dq=Jamaica+English+2,600,000&source=bl&ots=3eD1zWLpVv&sig=Sze4JrF9fqW2htEAXiJktym7vY4&hl=en&ei=kB7ASa_XLoHasAOR8p2bBA&sa=X&oi=book_result&resnum=7&ct=result#PPA63,M1  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  17. The Singapore Story: From Third World to First, Lee Kuan Yew, Singapore Press Holdings. The figure is from 2000 and asked what the language spoken at home was (English lead with 40% of the population). The number of native English speakers in Singapore is obviously much higher today than 2000, with the new census due in 2010 with estimates around 2.5-3 million native speakers
  18. Books.google.com http://books.google.com/books?id=d6jPAKxTHRYC&pg=PA63&lpg=PA63&dq=Trinidad+Tobago+English+2,600,000&source=bl&ots=3eD1zWLpVv&sig=Sze4JrF9fqW2htEAXiJktym7vY4&hl=en&ei=kB7ASa_XLoHasAOR8p2bBA&sa=X&oi=book_result&resnum=7&ct=result#PPA63,M1  Em falta ou vazio |título= (ajuda)

BibliografiaEditar

  • Luca Bellocchio, Anglosfera. Forma e forza del nuovo Pan-Anglismo, Il Nuovo Melangolo, Genova, 2006.
  • Luca Bellocchio, L'eterna alleanza? La special relationship angloamericana tra continuità e mutamento, Franco Angeli, Milano, 2006.
  • Luca Bellocchio, Cordoni di seta o catene di ferro? L’impossibile ordine internazionale anglosferico, IL Politico, No. 1, 2007, 83-103
  • Luca Bellocchio, Anglosfera. La crisi dell’Occidente e il ritorno del PanAnglismo, Il Ponte, fevereiro 2006, 49-58
  • Luca Bellocchio, Anglosfera? Illusione geopolitica, sogno necessario, Notizie di Politeia, 2005, 9-22
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