Anna Bolena

Disambig grey.svg Nota: Se procura a esposa de Henrique VIII de Inglaterra, veja Ana Bolena.

Anna Bolena é uma ópera em dois atos, de Gaetano Donizetti, com libreto de Felice Romani. Estreou no Teatro Carcano de Milão em dezembro de 1830.

SinopseEditar

Na corte do rei Henrique VIII de Inglaterra, no ano de 1536

Ato IEditar

Os cortesãos próximos de Henrique VIII, comentam que o rei se cansou da sua esposa e está procurando o amor de outra dama.

Giovanna Seymour, que é precisamente o alvo das atenções do rei, é chamada à presença de Anna Bolena, mas tranquiliza-se ao ver que a rainha só quer companhia.

O pajem Smeton interpreta uma canção à harpa, mas Anna está preocupada e fá-lo calar. A rainha sai, e Giovanna vê-se assediada pelo rei que chega nesse momento. Giovanna diz-lhe que só o matrimónio poderia justificar uma relação amorosa e o rei decide fazê-la sua esposa alegando que Anna Bolena lhe é infiel.

O irmão de Anna, Lord Rochefort, surpreende-se ao ver no palácio Lord Percy, antigo namorado de Anna. Percy foi chamado à corte depois de um longo exílio; o rei, o seu confidente Hervey e Anna aparecem e Henrique VIII observa satisfeito, a emoção que Anna sente, ao ver o seu antigo amante. O rei pede a Hervey que espie Percy para ver se consegue apanhá-lo em situação comprometedora com a rainha.

Numa galeria dos aposentos de Anna, o pajem Smeton, enamorado dela, roubou um medalhão com o seu retrato e agora quer restituir-lho, mas a chegada de Rochefort, Percy e Anna obrigam-no a esconder-se atrás de uma cortina. A conversa de Percy e Anna é muito imprudente, mas Percy insiste em saber se alguma vez o amou e, quando ela lhe diz que se vá embora, Percy tenta suicidar-se com a sua espada. Julgando que Anna está perigo, Smeton sai do esconderijo justamente quando chega o rei; conturbado, Smeton deixa cair o medalhão com o retrato da rainha. Henrique VIII tem agora motivos para a acusar e refuta as indignadas palavras de Anna dizendo-lhe que será submetida a juízo.

Ato IIEditar

As damas da corte comentam que o séquito de aduladores da rainha desertaram e foram com Giovanna. Hervey informa a rainha disso.

Giovanna, cheia de remorsos, vem a ver a rainha; esta maldiz a cortesã que seduziu o rei, mas Giovanna confessa-lhe que a culpada é ela. Anna, generosamente, perdoa-a. Anna apresenta-se diante de Henrique VIII para se queixar de como é tratada; o rei finge que a principal acusação são as relações de Anna com Smeton.

A indignação de Anna é enorme e afirma que, em vista dele duvidar da sua dignidade, não lhe suplicará nada.

Para salvar a rainha, Percy finge ter sido casado com Anna e que o matrimónio de Henrique é nulo. Conduzidos à prisão, o rei fica um momento só e dubitativo; apresenta-se ante ele Giovanna que lhe confessa que não quer subir ao trono, causando a morte de Anna.

Entretanto chega a sentença do Conselho: Anna é condenada à morte. Hervey diz a Percy e a Rochefort que o rei lhes perdoa a vida, mas Percy recusa a clemência real e Rochefort, menos decidido, também.

Rodeada das suas damas mais fiéis, Anna aparece mentalmente alterada: recorda o castelo da sua infância e o amor de Percy. De pronto se ouvem sons de sinos e cantos de júbilo: o rei não pôde esperar, nem sequer pela execução, para se casar com Giovanna.

Isto faz voltar a si Anna, que invetiva os contraentes mas, finalmente, perdoa-lhes o mal que causaram e dirige-se ao suplício com pé firme.

Referências