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Annie Cohen-Solal nasceu na Argélia e atualmente mora na França[1][2]. É uma socióloga, acadêmica, escritora e principal biógrafa do filósofo francês Jean-Paul Sartre. É doutora em Letras e professora de Estudos Americanos na Universidade de Caen e na Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais de Paris, e professora-visitante na Universidade de Nova York. Obteve seu ph.D. pela Universidade Paris-Sorbonne e também lecionou na Universidade Livre de Berlim, Universidade Hebraica de Jerusalém e Universidade de Paris XIII. Além de ter colaborado com artigos para o Dictionnaire Sartre (2004) e Sartre dans son siècle (2005)[3][4][5].

Annie Cohen-Solal (1988)
Annie Cohen-Solal (1988)

O seu trabalho mais famoso é uma biografia de Jean-Paul Sartre, – Sartre: 1905-1980 (Gallimard, 1985) ou, em português, Sartre: uma biografia (L&PM, 2008) –, que foi publicada em quase vinte países[6][7]. O lançamento foi inacreditavelmente positivo e abrangente. Todos os jornais, periódicos semanais e mensais publicaram uma edição especial sobre o livro[5], recebendo diversos elogios da crítica especializada: um dos grandes jornais franceses, L’Express, afirmou que é “uma biografia admirável: rigorosa, irreverente, completa, lúcida”; a revista francesa L’Événement Du jeudi anuncia que “Annie Cohen-Solal concluiu uma façanha prodigiosa... Este livro pode ser lido como um romance, e a história de Sartre é também a história do nosso século”; o jornal Le Matin: “Annie Cohen-Solal dedicou quatro anos de sua vida para investigar, de ambos os lados do Atlântico, a trajetória traçada pelo autor de A náusea. O resultado é uma biografia monumental...”; a revista norte-americana Newsweek, a segunda maior revista semanal dos Estados Unidos (EUA), disse: “um trabalho mágico... Transmite exatamente o significado de ser um filho do século de Sartre”; já o Le Monde, um dos mais importantes e amplamente respeitados jornais do mundo[8], publica: “o livro traz contribuições... a informação é completa, elegantemente apresentada, sem preconceitos... Annie Cohen-Solal nos conduz direto ao cerne da única questão que realmente interessa: de que forma um espírito extraordinário aproximou os outros da realidade por meio dos poderes de sua imaginação. Ela o faz com minúcia de detalhes, imparcialidade, élan[6][7]. Cohen-Solal, ainda, já publicou outros livros sobre Sartre, entre eles, Sartre, un penseur pour le XXI siècle (Éditions Gallimard, 2005) (em português: Sartre, um pensador para o século XXI)[9].

Annie Cohen-Solal também é considerada uma defensora aguerrida de Sartre. Ela organizou na Ecole Normale Supérieure, a universidade parisiense onde o filósofo estudou, um ciclo de debates sobre ele[4]. Para marcar ainda o centenário de Sartre no ano de 2005, Cohen-Solal entrou em uma turnê de conferências internacionais, levando-a, entre outros países, para o Brasil, onde foi recebida pelo então Ministro da Cultura Gilberto Gil, criando a cadeira Sartre na Universidade de Brasília (UnB)[10]. Segundo a biógrafa, ainda o filósofo francês continua despertando paixões e sendo louvado ou execrado. Devido a isso e porque os estudantes franceses da atualidade estão percebendo a relevância de Sartre, na École Normale Supérieure, uma grande universidade francesa, estão discutindo do mesmo modo a criação de uma cadeira Sartre[4].

A respeito de seus outros trabalhos, podemos destacar igualmente a bem repercutida edição francesa de seu livro sobre a ascensão de artistas americanos L'avènement des peintres américains (Paris 1867 - New York 1948) (Éditions Gallimard, 2000)[11], a qual foi premiada com o Prix Bernier realizado pela Académie des Beaux-Arts[12][13][14][15].

Cohen-Solal tem pesquisado as interações entre arte, literatura e sociedade com um toque intercultural. Depois que sua obra Sartre: uma biografia se transformou em sucesso internacional, Cohen-Solal tornou-se conselheira cultural francesa nos EUA, atuando nos Serviços Culturais da Embaixada da França em Nova York, onde foi enviada pelo então presidente francês François Mitterrandonde, ocupando o cargo de 1989 a 1992[1][2][16]. Além disso, em 2013, tornou-se consultora especial na Ecole Normale Supérieure para o Nuit Sartre e, em 2014, curadora geral de Magiciens de la terre 2014 no Centre Pompidou, editando Magiciens de la terre: retour sur une exposition légendaire, com Jean-Hubert Martin[1][2].

ObrasEditar

  • Paul Nizan, communiste impossible (Grasset, 1980)
  • L'avènement des peintres américains (Paris 1867 - New York 1948) (Éditions Gallimard, 2000)
  • Sartre, un penseur pour le XXI siècle (Éditions Gallimard, 2005)
  • Sartre: uma biografia (L&PM, 2008)

Referências

  1. a b c «Annie Cohen-Solal: Biography». Annie Cohen-Solal - Site Oficial 
  2. a b c «Annie Cohen-Solal Gives Conferences on Mark Rothko | French Culture». frenchculture.org. Consultado em 6 de setembro de 2017. Arquivado do original em 7 de setembro de 2017 
  3. «L&PM Editores: Annie Cohen-Solal». L&PM Editores 
  4. a b c «Para biógrafa de Sartre, filósofo volta a ser debatido por intelectuais franceses». Folha de S.Paulo. 2013 
  5. a b «Entrevista com Annie Cohen-Solal, autora de 'Sartre – uma biografia'». L&PM Editores 
  6. a b Annie Cohen-Solal : Sartre - 1905-1980, Gallimard, 1985. [S.l.: s.n.] 
  7. a b COHEN-SOLAL, Annie. Sartre: uma biografia. [S.l.]: Tradução de Milton Persson. 2.ed. Porto Alegre: L&PM Editores, 2008. ISBN 85-254-1776-4 
  8. «Le Monde». Encyclopædia Britannica [ligação inativa]
  9. «Mostra em Paris inicia comemoração do centenário de Sartre». BBC 
  10. «Nuit Sartre [archive] Ensemble de conférences et de lectures de l'œuvre lors de la Nuit Sartre, à l'École normale supérieure (7 juin 2013)». l'École normale supérieure 
  11. «Un jour, ils auront des peintres». Éditions Gallimard. 2000 
  12. «Partisan Review». Annie Cohen-Solal 
  13. «Leo Castelli, a Global Gallerist Anchored in Renaissance Tuscany». France in Canada - French Embassy in Ottawa. Arquivado do original em 7 de setembro de 2017 
  14. «Annie Cohen-Solal». New York State Writers Institute 
  15. «Annie Cohen-Solal primée par les Beaux-Arts». Liberation 
  16. «The success of Castelli by Michèle C. Cone». Artnet 

Ligações externasEditar