António Ferreira (cineasta)

diretor de cinema português

António da Rocha Cunha Ferreira[1] (Coimbra, 8 de Dezembro de 1970) é um cineasta português.[2]

António Ferreira
Nome completo António da Rocha Cunha Ferreira
Nascimento 8 de dezembro de 1970 (51 anos)
Coimbra
Nacionalidade português
Ocupação Produtor de cinema
Realizador

Programador informático até 1990, ingressa em 1994 no Curso de Realização da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Em 1996 muda-se para Berlim e aí estuda na Academia de Cinema e Televisão (Deutsche Film- und Fernsehakademie Berlin (DFFB)).[2]

Em 2000 a sua curta-metragem Respirar - Debaixo D'Água[3], foi seleccionada para o Festival de Cannes, tendo ganho diversos prémios internacionais entre os quais, valeu a Alexandre Pinto o Prémio de Melhor Actor no Festival de Cinema Independente de Nova Iorque desse ano.

Esquece Tudo o que Te Disse, de 2002,[4] foi a primeira longa-metragem de António Ferreira.

Numa incursão pelo meio musical, assina a realização do registo da actuação dos Humanos no Coliseu dos Recreios, denominado Humanos ao Vivo no Coliseu dos Recreios de Lisboa (2005),[5] que viria a ser parte integrante do lançamento Humanos ao Vivo.

Em 2006 realiza o documentário Humanos - A Vida em Variações[6] consequência do trabalho que realizou ao longo de um ano com os músicos que adaptaram as canções nunca editadas de António Variações e que também seria incluído no Humanos ao Vivo.

Inspirado na canção popular portuguesa "Laurindinha", António Ferreira realiza uma curta-metragem de 15 minutos intitulada Deus Não Quis (2007)[7], que subverte a letra original da canção, mostrando o seu lado mais obscuro, revelando o apelo perverso desta aos homens para combaterem na guerra.

Em 2010 estreia aquela que será a sua segunda longa metragem, Embargo,[8] uma adaptação do conto homónimo de José Saramago, retirado do livro de contos intitulado Objecto Quase.

Em 2011 encena a sua primeira peça de teatro "As Lágrimas Amargas de Petra von Kant" de Fassbinder, para o Teatro Nacional D. Maria II,[2] protagonizada pela actriz Custódia Gallego.

Em 2012 realiza o filme Posfácio nas Confecções Canhão[9] no âmbito de Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012.[2]

Em 2018 realiza o filme Pedro e Inês, uma adaptação do romance "A Trança de Inês" de Rosa Lobato de Faria.

É membro fundador da Academia Portuguesa de Cinema e da Associação de Produtores de Cinema e Audiovisual (APCA).[2] É membro da APACI - Associação de Cineastas Paulistas.

Dirige a produtora Persona Non Grata Pictures sediada no Brasil e em Portugal, com a qual produz ficção e documentários dos mais diversos realizadores.[2]

FilmografiaEditar

Referências

  1. Perfil de António Ferreira no Memoriale - Cinema Português
  2. a b c d e f António Ferreira. no IMDb.. Acesso 2014-04-26.
  3. a b Respirar - Debaixo D'Água. no IMDb. . Acesso 2014-04-26.
  4. a b Esquece Tudo o Que Disse. no IMDb. . Acesso 2014-04-26.
  5. a b Humanos ao Vivo no Coliseu dos Recreios de Lisboa. no IMDb. . Acesso 2014-04-26.
  6. a b Humanos - A Vida em Variações. no IMDb. . Acesso 2014-04-26.
  7. a b Deus Não Quis. no IMDb. . Acesso 2014-04-26.
  8. a b Embargo. no IMDb. . Acesso 2014-04-26.
  9. a b Posfácio nas Confecções Canhão. no IMDb. . Acesso 2014-04-26.
  10. Gel Fatal. no IMDb. . Acesso 2014-04-26.
  11. WC. no IMDb. . Acesso 2014-04-26.
  12. Pedro e Inês, consultado em 6 de dezembro de 2018 

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

 
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