António Lagarto

António Manuel Ferreira Lagarto GOIH [1] (5 de fevereiro de 1948) é Mestre pelo Royal College of Art (reconhecido pela Universidade de Coimbra), cenógrafo, figurinista e artista plástico português.

António Lagarto
Nome completo António Manuel Ferreira Lagarto
Nascimento 5 de fevereiro de 1948 (72 anos)
Nacionalidade portuguesa
Ocupação cenógrafo, figurinista e artista plástico

BiografiaEditar

Formado em Londres pelo Royal College of Art e St. Martin’s School of Art, tem vivido entre Londres, Paris e Lisboa. Foi Presidente da Escola Superior de Teatro e Cinema (2012-2015). Foi Membro do Conselho Directivo do Centro Cultural de Belém (2012-2015), sob a presidência de Vasco de Graça Moura. Foi director (2005 e 2006) e subdirector (1989-1993) do Teatro Nacional D. Maria II. Foi também director (1991-1995) do Festival Internacional de Teatro - FIT, (Lisboa).

Iniciou a sua carreira em performance art e realização de environment/installations, abordando mais tarde a cenografia como forma de expressão artística.

Recebeu vários prémios nacionais dos quais se destacam, o Se7e de Ouro 1989, os Garrett 1989 e 1987 e o da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro 1987. Expôs no MUDE, Museu de Serralves, na Galeria Luís Serpa, no Festival de Almada, na Art Net Gallery (Londres), entre outras, e esteve representado na (P)Portugal 1990/2004, Arquitectura e Design, no Palazzo della Triennale, Milão.

Tem criado cenografias e figurinos para encenações de Ricardo Pais, Jorge Lavelli, Alain Ollivier, Fernanda Lapa, Luca Aprea, Maria Emília Correia, Cornélia Géiser, Jenny Killick, João Grosso, Nuno Carinhas e Cândida Vieira, e coreografias de Robert Cohan, John Cranko, Jorge Garcia, Mehmet Balkan, Ted Brandsen, Paulo Ribeiro, Olga Roriz e Vasco Wellenkamp.

As suas cenografias e figurinos, têm sido apresentadas nos Teatros Nacionais de São Carlos, D. Maria II e S. João, pela Companhia Nacional de Bailado e no Ballet Gulbenkian e ainda nas Óperas de Paris e de Turim, no Sadler's Wells e outros Teatros no Reino Unido, França, Suíça, Madrid, São Paulo e Festival de Banguecoque.

Alguns dos seus projectos cenográficos mais emblemáticos foram para Fausto, Fernando, Fragmentos, de Fernando Pessoa, no Teatro Nacional D. Maria II (1989) e Um Hamlet a mais, de W. Shakespeare (2003), ambos com encenação de Ricardo Pais. Para a Ópera de Paris (1997-98) criou a cenografia de La Veuve Joyeuse, de Franz Lehár, encenação de Jorge Lavelli, com Karita Mattila no personagem principal, reposição em 2012.

Em 2005 criou a cenografia e os figurinos para A Mais Velha Profissão, de Paula Vogel, com encenação de Fernanda Lapa, (Globo de Ouro 2005 para Melhor Produção), no Teatro Nacional D. Maria II. Em 2003 criou a cenografia e os figurinos para Castro, de António Ferreira, encenação de Ricardo Pais, com Maria de Medeiros e Isabel de Castro. Em 2000 criou a cenografia e os figurinos para Madame, de Maria Velho da Costa, encenação de Ricardo Pais, com Eunice Muñoz e Eva Wilma (Teatro Nacional S. João, Teatro Tivoli e SESC Vila Mariana - São Paulo).

Para a Companhia Nacional de Bailado, criou a cenografia e os figurinos para A Bela Adormecida, de Tchaikovsky (1998), (reposições em 2012 e 2015) e Giselle, de Adam (2002), e os figurinos para Romeu e Julieta, de Prokofiev (2001) (reposição em 2011). Em 2006 criou a cenografia e os figurinos para O Lago dos Cisnes, com coreografia de Mehmet Balkan (digressão em 2007 ao Teatro de Madrid e ao Festival de Banguecoque).

Em 2007 criou a cenografia e os figurinos para Sonata de Outono de Ingmar Bergman, no Teatro S. Luiz (Lisboa), com Fernanda Lapa e Ana Bustorff.

Em 2009 criou as cenografias e figurinos para Don Giovanni, de W. A. Mozart, encenação de Maria Emília Correia, no Teatro Nacional S. Carlos, Agosto em Osage, de Tracy Letts, encenação de Fernanda Lapa, no Teatro Nacional D. Maria II e o musical A Máquina de Somar, de Joshua Schmidt e Jason Loewith, encenação de Fernanda Lapa, no Teatro da Trindade.

Em 2013 criou as a cenografia e os figurinos para as óperas Into the Little Hill de George Benjamin (com Hilary Summers e Hila Plitmann) e Dido and Aeneas, de Henry Purcell, ambas encenadas por Luca Aprea, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Em 2014-2015 o MUDE - Museu do Design e da Moda, apresentou uma retrospectiva de figurinos de sua autoria - DE MATRIX A BELA ADORMECIDA - curadoria de Bárbara Coutinho e António Lagarto e respectiva edição de livro, em parceria com a Imprensa Nacional Casa da Moeda, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Nacional S. João, OPART - Teatro Nacional S. Carlos e Companhia Nacional de Bailado, Fundação Calouste Gulbenkian, SPA - Sociedade Portuguesa de Autores, Santa Casa da Misericórdia - Lisboa e Casa da Música.

Em 2015 criou a cenografia e os figurinos para Hécuba de Eurípides, no Teatro S. Luiz (Lisboa), encenação de Fernanda Lapa.

A sua última criação, em 2016, foi para a ópera Lindane e Dalmiro de João Cordeiro da Silva (1735-1808), direcção musical de João Paulo Santos, encenação de Luca Aprea, no Teatro Nacional de S. Carlos.

É professor de Design de Cena, na Escola Superior de Teatro e Cinema. [2]

A 10 de Junho de 2015, foi condecorado com o Grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Ligações externasEditar

  1. Lagarto, António (10.Junho.2015). «Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique»  Verifique data em: |data= (ajuda)
  2. ESTC. «António Lagarto»