António Manuel Ribeiro

António Manuel Ribeiro
António Manuel Ribeiro em concerto, o fundador e líder da banda portuguesa de rock UHF.
Informação geral
Nome completo António Manuel Ribeiro Alves
Nascimento 2 de agosto de 1954
Origem Almada
País Portugal Portugal
Género(s) Poeta-rock, Intervenção
Ocupação(ões) Poeta, músico, compositor, autor, produtor musical
Período em atividade 1977 – presente
Página oficial www.uhfrock.com

António Manuel Ribeiro Alves[1] nasceu em Almada no dia 2 de agosto de 1954. É um músico, cantor, poeta e líder da banda portuguesa de rock UHF. Compositor da maioria dos temas editados, quer a solo quer com a banda, abraçou também os livros e as canções com a sua poesia. Tornou-se num dos melhores poetas-rock, podendo ser considerado o fundador desse movimento em Portugal.[2]

De estudante ao primeiro empregoEditar

Estudou no liceu em Almada onde foi sempre um aluno exemplar. Após terminar o 5º ano do liceu (atual 9º ano) teve de escolher entre a área de letras e a de ciências, tendo optado por ciências por influência de seu pai. Continuou os estudos no liceu D. João de Castro em arquitetura, mas a literatura, a poesia e os textos que ia escrevendo levaram-no a mudar-se para letras mesmo repetindo o ano e tendo também jeito para o desenho. José Barata Moura foi um dos seus professores. No ano de 1975 vivia bem graças à pintura.[3] Tinha sido no início da adolescência que se tinha apercebido da vocação para a música. Aproveitando o jeito para a marcenaria, construiu a sua primeira guitarra.

Depois de ultrapassada a agitação social e política da Revolução de Abril, entrou na faculdade de Direito no pior ano, exatamente em 1975. Manteve-se como pôde aquém da violenta disputa entre os partidos PCP e MRPP, até que, dois anos depois, se fartou da volatilidade do Direito, atravessou o relvado da Aula Magna e subiu a escadaria da Faculdade de Letras. Foi aluno de Urbano Tavares Rodrigues.

Consegue, em 1976, um estágio no jornal Record, onde rapidamente passou de correspondente a repórter mal remunerado. Durante alguns anos conciliou o estágio profissional com a pintura e os concertos que ia dando com a sua banda de covers nos bares e bailes da grande Lisboa. O seu filho António nasce em Fevereiro de 1976. Nesse ano começa a trabalhar também na secretaria da Câmara Municipal de Almada.

Abandonou a faculdade em 1979, por conta das várias adversidades dos concertos, dos filhos nascidos e do jornalismo, que o impediam de rumar a horas incertas até à cidade universitária. Inscreveu-se na Sociedade Portuguesa de Autores em 1979, pela mão do padrinho, António Machado, que era ator. Entrou com a aprovação de uma análise de poemas que tinha feito, mas depressa passou a registar as suas canções.[5][6]

Incapaz de conciliar o trabalho na Câmara Municipal sai em 1980, com licença sem vencimento, para nunca mais regressar à edilidade. A música palmilhava o caminho. Vivia-se uma grave crise social e financeira no início da década de 1980 e o Fundo Monetário Internacional "piscava o olho" a Portugal. A instabilidade social num pais que teimava em não atualizar-se provocavam nos jovens gritos de revolta manifestados, também, através da música. Eram necessárias canções que falassem desses temas, dos problemas das pessoas. António Manuel Ribeiro passou brevemente pela política, como independente e humanista, mas cedo apercebeu-se do deserto das ideias de quem geria os partidos.[3][5]

Início de uma carreiraEditar

A inclinação para a música levou António Manuel Ribeiro a convidar os amigos Carlos Peres, no baixo, e Alfredo Antunes, na bateria, para formar os Purple Legion, em 1976, que tocavam em bailes one faziam versões de canções, que era o habitual no panorama musical português dessa época.

 
Purple Legion, primeira banda de António Manuel Ribeiro em 1976.

António Manuel Ribeiro estendeu o convite a um guitarrista brasileiro para partilhar a vocalização dos temas nos diversos estilos musicais. O nome da banda era inspirado no épico tema "Celebration of the Lizard", dos Doors, e foi com essa formação que o futuro próximo dos UHF se começava a desenhar. Alfredo Antunes sai devido a divergências e mais tarde seria depois o primeiro baterista dos Iodo. Entra Américo Manuel para baterista e seria ele a gravar o Jorge Morreu, o primeiro disco dos UHF. Considera que deram um salto qualitativo enorme pois Américo era um grande baterista, mas também um grande guitarrista. E isso levou os músicos a evoluir." [4]

No final de 1977 começaram a fazer os primeiros temas inéditos. Mudam o nome da banda para À Flor Da Pele e depois, já com Renato Gomes na guitarra, para UHF. Na época as dificuldades eram tremendas pois não havia salas nem existia um circuito de espetáculos onde os grupos se pudessem mostrar. Os rapazes de Almada foram influenciados pelo punk rock, que estava a emergir em Inglaterra e nos Estados Unidos. O punk veio trazer uma lufada de ar fresco, garantir que não era preciso grandes equipamentos.

Afinal era possível, também em Portugal, fazer música utilizando apenas duas guitarras, uma bateria e um microfone.

Estavam, portanto, criadas as condições para que os UHF começassem a transformar sonhos em discos e canções. Realizaram o primeiro concerto no Bar É, em Lisboa, no início de novembro de 1978, fazendo a primeira parte dos Faíscas. Perante a dificuldade em encontrar locais para tocarem em Almada, resolveram organizar uma série de eventos num local perto do rio Tejo, chamado Canecão, de forma a dinamizar a zona. Fizeram concertos durante um ano e tal, nos anos de 1978 e 1979 onde tiveram várias bandas convidadas. Começaram assim a construir um circuito e um mercado que não existia.

Foram convidados pela editora Metro-Som e lançaram o primeiro disco, Jorge Morreu, em outubro de 1979, sem contrato assinado e com pouca promoção. Seguiu-se a primeira digressão nacional a sério, fora dos bailaricos tradicionais, encetada por uma banda portuguesa. Lançam com grande sucesso o single "Cavalos de Corrida" e os discos "À Flor da Pele" e "Estou de passagem". Colabora também no álbum No Sul da Europa (1982) dos Opinião Pública.[7]

No final do ano de 1984 participou na versão portuguesa da compilação Abbacadabra, lançada pela editora Rádio Triunfo com quem gravavam na altura.[8] Trata-se de um conto musical para crianças com versões das canções dos ABBA e onde António M. Ribeiro interpretou a personagem “Principezinho”.[9]

O projeto com Lena d´Água em que a cantora iria interpretar temas de António Manuel Ribeiro acabou por não se concretizar.[10]

Em 1987 gravou a solo o single "É Hoje Agora" para a campanha das eleições legislativas do PS.[11] Em 1989 colaborou no tema "Epilogo (Desafio da Primavera)" do grupo A Junção.[12]

As constantes mudanças na formação dos UHF levavam a que todos se interrogassem quando ele iria enveredar por uma carreira a solo mas o primeiro álbum a solo, "Pálidos Olhos Azuis", apenas surgiu em 1992 através da BMG que também editava o grupo. A canção "Hi John", dedicada a John Lennon, integrará mais tarde uma colectânea (pirata) editada na Rússia para o clube de fãs do fundador dos Beatles.

O programa "Idade da Inocência", da Rádio Comercial, convidou António Manuel Ribeiro, Miguel Ângelo, Viviane e José Cid a gravarem inéditos de Natal em 1994. O poema "Podia Ser Natal" de António M. Ribeiro é publicado no jornal Público, em dezembro de 1994, a convite do jornalista Luís Maio.[13]

Em 1995 grava o inédito "Podia Ser Natal", com Miguel Ângelo, para a compilaçãoEspanta Espíritos.[14]

Em 1998 decidiu fundar a própria editora da banda, a AM.RA Discos.[15] Na SPA assumiu o cargo de "Director para a Música Ligeira" entre 1994 e 2000, a convite de Luís Francisco Rebello, dedicando-se ao estudo das várias componentes do direito de autor.

O álbum "Sierra Maestra", o segundo álbum a solo, apenas foi editado em 2000. Com Lena d'Água, Carlos Guilherme e Salomé Martins participou no programa "Parque Maior" da RTP que contava com a direção de orquestra de José Marinho. Em 2002 foi editado o livro Todas as Faces de Um Rosto[16]

Em 2003 lançou o livro de poesia Se o Amor Fosse Azul que Faríamos Nós da Noite?[17] Em 2003 gravou a canção Somos Nós Quem Vai Ganhar que foi o hino da seleção nacional de Sub-17 que disputou o campeonato da Europa, realizado entre 7 e 17 de maio nos distritos de Viseu e Vila Real.[18][19] Para o autor: "A preocupação de exaltar sem corromper e incitar o primarismo" é a máxima do texto da canção, para depois concluir "podemos ser bons, apenas, e sagramo-nos campeões da Europa", como veio a acontecer.[20]

Em 2005 foi publicada a antologia Cavalos de Corrida–A poética dos UHF.[21] Em 2006 é editado o livro de poesia O Momento a Seguir.[22]

Em junho de 2013 juntou-se a José Jorge Letria e Samuel para o projeto "A Praça das Canções" onde interpretavam canções da sua autoria e de outros nomes como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e outros autores e intérpretes.[23] Em 2014 foi nomeado Embaixador do Direito do Autor.[24]

Em 2015 lança o livro Por Detrás do Pano–35 histórias contadas na rádio & outras confissões que inclui uma viagem cronológica pelos bastidores dos UHF e pela história do rock português.

Musicou os 44 poemas épicos da "Mensagem", de Fernando Pessoa, para um futuro trabalho dos UHF.[25][26] Também trabalha na edição de uma antologia da sua poesia.[27]

Revela em 2016,à revista Blitz, que tem planos para dois discos: um disco infantil que já começou a gravar e outro com versões de temas que gosta de tocar sozinho como "The One I Love", dos R.E.M., ou "Dancing Barefoot", da Patti Smith.[28]

Em janeiro de 2017 atuou a solo, no Cineteatro D. João V, na Damaia, com o espetáculo "Há Sempre Uma História" com as canções que guarda "junto à alma, recriações e alguns inéditos". Canta também alguns temas para crianças incluindo duas do prometido disco infantil.[29] Ainda em 2017 foi reeditado o disco "Pálidos Olhos Azuis” celebrando assim o 25.º aniversário sobre a primeira edição. O disco foi remasterizado pelo técnico Rui Dias e tem uma nova capa com uma fotografia da sessão original com o fotógrafo Kenton Thatcher e inclui três canções inéditas: “Nevoeiro”, sobre poema de Fernando Pessoa, "Ela (como ninguém)" e "Fazes-me Falta".

Pela estrada foraEditar

 
António Manuel Ribeiro com os UHF.

Os UHF são hoje, claramente, a marca de António Manuel Ribeiro que, depois de três décadas de estrada, tem o mérito de ter construído um público que, por vezes, parece ser só seu. No arranque da carreira, no entanto, foi com Carlos Peres, Renato Gomes e Américo Manuel que Ribeiro construiu a cumplicidade que lhe permitiu embarcar com determinação numa aventura única: "Eu escolhi a estrada certa / Rumo ao norte rumo ao sul / O que vale, vale a pena / Sou do rock, sou do blues", uma canção autobiográfica do álbum La Pop End Rock (2003).[30] António Manuel Ribeiro é conhecido por utilizar Spoken word nas canções e poesias improvisadas enquanto a banda toca ao vivo. Autor da grande maioria das canções, é um vocalistas icónico e dos mais carismáticos do rock em Portugal.[31]

Vida Pessoal

Duas vezes divorciado, é pai do António (guitarrista dos UHF), da Barbara (psicóloga) e da Carolina (designer de moda).

BibliografiaEditar

Ao longo dos anos, António Manuel Ribeiro contribuiu para jornais e rádios escrevendo crónicas. Apaixonado pela rádio, foi também autor de programas e ajudou a fundar duas rádios piratas. Em 2002 começou a colaborar, no início semanalmente, com temas de opinião no semanário digital "Setúbal Na Rede".[32]

Assina crónicas noutras publicações como Blitz, Público e publicações dispersas.

LivrosEditar

  • Todas as Faces de Um Rosto (poesia) [33] - Primeira aventura literária, onde as notas de viagem, a poesia e as canções escolhidas se interligam; «Livro prometido há muito, a mim e ao meu público. Pedi emprestado um tempo à música. Tinha que ser assim», segundo as palavras do autor.[34] Editado em 2002 pela Garrido Editores.[35]
  • Se o amor fosse azul que faríamos nós da noite? (poesia)[36] - Primeiro livro de poemas originais. Editado em 2003 pela Garrido Editores.[37]
  • Cavalos de Corrida - A poética dos UHF (Antologia)[38] - Antologia de todos os poemas que a banda UHF e o próprio autor a solo gravaram entre 1979 e 2005. Editado em 2005 pela Sete Caminhos.[39]
    • O Momento a Seguir (poesia) [40] - Segundo livro de poemas originais, em que verificamos a projecção de uma escrita do autor há muito reconhecida nas suas canções de combate. Editado em 2006 pela Sete Caminhos.[41]
    • Por Detrás do Pano – 35 histórias contadas na rádio & outras confissões(crónicas) Editado em dezembro de 2014 Chiado Books.
    • És Meu, disse Ela. Baseado no caso de perseguição de que foi vítima. Livro editado em 2018 pela Guerra & Paz.

DiscografiaEditar

A SoloEditar

ColaboraçõesEditar

Com os UHFEditar

Referências

  1. «Certidao de Lista de Associados GDA.ADG» (PDF). IGAC–Ministério da Cultura. Consultado em 27 de outubro de 2018. Arquivado do original em 2013 
  2. «Antonio Manuel Ribeiro apresenta "Por Detrás do Pano"». Câmara Municipal de Silves. 16 de junho de 2015. Consultado em 6 de junho de 2016 
  3. a b «António Manuel Ribeiro». Chiado Editora. Consultado em 7 de junho de 2016 
  4. a b c Rui Miguel Abreu (20 de março de 2016). «UHF 1978-1981 Os verdes anos de uma banda histórica do rock português». Blitz. Consultado em 6 de junho de 2016 
  5. a b «António Manuel Ribeiro-CV» (PDF). Biblioteca FCT-Universidade Nova Lisboa. 13 de outubro de 2015. Consultado em 7 de junho de 2016 
  6. «A nação já sente À Flor da Pele 'A Minha Geração'». Revista Autores: 24-27. Dezembro de 2012. Consultado em 7 de junho de 2016 
  7. «Opinião Pública-Puto da Rua (Vinil)». Discogs. Consultado em 22 de janeiro de 2014 
  8. «ABBACadabra (vários)». Discogs. Consultado em 4 de outubro de 2017 
  9. «Abbacadabra-A música dos Abba num conto musical». RTP-Rádio e Televisão de Portugal. 1984. Consultado em 4 de outubro de 2017 
  10. http://pre-historia.blogs.sapo.pt/5315.html
  11. «É Hoje Agora (single)». Spirit Of Rock. Consultado em 10 de janeiro de 2017 
  12. " «A Junção (LP)». Discogs. Consultado em 6 de fevereiro de 2017 
  13. M. Ribeiro 2014, pp. 222–223
  14. «Espanta Espíritos (CD)». Discogs. Consultado em 4 de outubro de 2017 
  15. «Sapo-UHF Fans». Biografia UHF Fans. 4 de novembro de 2012. Consultado em 22 de janeiro de 2014 
  16. «Todas as Faces de Um Rosto (Livro)». Bulhosa-Book & Living. Consultado em 9 de abril de 2015. Arquivado do original em 23 de setembro de 2015 
  17. «Se o amor fosse azul que faríamos nós da noite?». Bulhosa-Book & Living. Consultado em 17 de outubro de 2017. Arquivado do original em 3 de agosto de 2017 
  18. «Somos Nós Quem Vai Ganhar (EP)». Spirit Of Rock. Consultado em 4 de outubro de 2017 
  19. «UHF compõem hino para a Selecção sub-17». Mais Futebol. 28 de abril de 2003. Consultado em 10 de junho de 2014. Arquivado do original em 12 de setembro de 2017 
  20. Ribeiro 2005, p. 281
  21. «Cavalos de Corrida-A poética dos UHF (Livro)». Bulhosa-Book & Living. Consultado em 17 de outubro de 2017. Arquivado do original em 3 de agosto de 2017 
  22. «O Momento a Seguir (Livro)». Bulhosa-Book & Living. Consultado em 17 de outubro de 2017. Arquivado do original em 3 de agosto de 2017 
  23. «A Praça das Canções no auditório Carlos Paredes». Gazeta dos Artistas. Consultado em 4 de outubro de 2017. Arquivado do original em 3 de agosto de 2017 
  24. https://www.biblioteca.fct.unl.pt/sites/www.biblioteca.fct.unl.pt/files/documents/pdf/Blog/antonio-manuel-ribeiro.pdf
  25. http://santahelena2011.blogspot.pt/2011/08/entrevista-aos-uhf.html
  26. «Cópia arquivada». Consultado em 3 de outubro de 2017. Arquivado do original em 3 de outubro de 2017 
  27. https://issuu.com/danielpina1975/docs/algarve_informativo__76/42
  28. http://blitz.sapo.pt/principal/update/antonio-manuel-ribeiro-uhf-estas-maquetas-revelam-a-atitude-muito-seria-que-tinhamos-perante-a-musica-logo-em-1980=f95805
  29. http://www.cmjornal.pt/cultura/detalhe/antonio-manuel-ribeiro-para-miudos-e-graudos?ref=HP_TickerCMAoMinuto
  30. «UHF ao vivo na Casa da Música». Gazeta dos Artistas. Consultado em 10 de junho de 2016. Arquivado do original em 4 de março de 2016 
  31. «UHF». Jornal Público. 11 de abril de 2009. Consultado em 2 de julho de 2015 
  32. António Manuel Ribeiro (2003). Se o amor fosse azul que faríamos nós da noite?. 1. Produções Editoriais lda. Quinta da Graça, Bela Vista, 1950-219 Lisboa: Garrido Editores. 120 páginas. ISBN 972-8738-86-2 
  33. «António Manuel Ribeiro-Todas as Faces de Um rosto (Livro)». Setúbal Na Rede. 2 de setembro de 2002. Consultado em 22 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 3 de novembro de 2013 
  34. António Manuel Ribeiro (2002). Todas as faces de um rosto. 1. Av. Carlos Relvas,1, 2090 Alpiarça: Garrido Editores. 7 páginas. ISBN 972-8738-24-2 
  35. «Todas as Faces de Um Rosto (Livro)». Bulhosa-Book & Living. Consultado em 22 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 23 de setembro de 2015 
  36. «António Manuel Ribeiro-Se o amor fosse azul que faríamos nós da noite? (Livro)». Setúbal Na Rede. 17 de novembro de 2003. Consultado em 22 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 3 de novembro de 2013 
  37. «Se o amor fosse azul que faríamos nós da noite? (Livro)». Bulhosa-Book & Living. Consultado em 22 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 3 de agosto de 2017 
  38. Ana Tomás (19 de setembro de 2006). «UHF-Entrevista». M80 Rádio. Consultado em 22 de janeiro de 2014 
  39. «Cavalos de Corrida-A poética dos UHF (Livro)». Bulhosa-Book & Living. Consultado em 22 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 3 de agosto de 2017 
  40. «O Momento a Seguir (Livro)». Bulhosa-Book & Living. Consultado em 22 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 3 de março de 2016 
  41. «O Momento a Seguir (Livro)». Wook Livros. Consultado em 22 de janeiro de 2014 
  42. «Vários: Abbacadabra». Discogs. Consultado em 22 de janeiro de 2014 
  43. «Abbacadabra: Conto músical». Music @ Portugal. 15 de junho de 2011. Consultado em 22 de janeiro de 2014 
  44. «Vários-Espanta Espíritos». Discogs. Consultado em 14 de abril de 2014 

Ligações externasEditar

Ver tambémEditar