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António Moniz Barreto Corte Real

Escritor e político açoriano.
(Redirecionado de António Moniz Barreto Corte-Real)
António Moniz Barreto Corte Real
Nascimento 8 de dezembro de 1804
Angra do Heroísmo
Morte 23 de setembro de 1888 (83 anos)
Angra do Heroísmo
Cidadania Portugal
Alma mater Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
Ocupação jornalista, escritor, professor
Empregador Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade

António Moniz Barreto Corte Real (Angra, 8 de Dezembro de 1804Angra do Heroísmo, 23 de Setembro de 1888), foi um político, jornalista, escritor e professor liceal açoriano.

BiografiaEditar

Foi filho de João Moniz Corte Real e de D. Mariana Isabel de Sá, ambos ligados a importantes famílias da pequena aristocracia da ilha Terceira.

Depois de obter o grau de bacharel em Cânones pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde concluiu o curso em 1831, ingressou na carreira docente, sendo nomeado professor proprietário da cadeira de matemática e geometria, geografia e cronologia da cidade de Évora, cargo que exerceu até 1834.

Em 1834 foi nomeado professor das 3.ª e 4.ª cadeiras do Liceu de Angra do Heroísmo, voltando para a sua cidade natal. Iniciou então uma fulgurante carreira política que logo em 1847 o levaria a Comissário dos Estudos para o Distrito de Angra do Heroísmo e Reitor do mesmo liceu.

Exerceu com distinção, por diversas vezes, os cargos de vereador da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, vogal da Junta Geral e do conselho de Distrito de Angra do Heroísmo, e o de juiz substituto de direito.

Para subsídio da instrução primária escreveu ou compilou vários livros, entre os quais se destaca o livro Belezas de Coimbra. Colaborou em vários jornais angrenses e foi o fundador do jornal literário O Liceu, que se principiou a publicar em 1857. Foi também fundador do jornal O Anunciador da Terceira.

Quando em 3 de Março de 1845 se lançou a primeira pedra do monumento a D. Pedro IV de Portugal, era o Dr. António Moniz Barreto Corte Real vice-presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo. O brilhante discurso, que pronunciou neste acto solene, foi a prova incontestável dos seus sentimentos patrióticos e liberais.

Foi desde cedo considerado pelo seu superior talento e grandes conhecimentos, uma figura distinta que honrou a pátria e as letras. A ele se deve a edição da obra de Francisco Ferreira Drummond intitulada Anais da Ilha Terceira, hoje considerada um dos marcos da historiografia açoriana.

Obras publicadasEditar

Para além de múltiplos discursos, relatórios e importantes artigos, que foram publicados em vários jornais, é autor, entre outras, das seguintes obras:

  • Belezas de Coimbra, l.ª parte, l vol., 1831.
  • O Desejo.
  • Dilúvio de Salomão de Gessenez.
  • A Violeta, 1844.
  • Bibliotecazinha da Infância, 1846.
  • Selectazinha da Infância.
  • Sinopse da gramática portuguesa.
  • ’’Lyceo’’, Typographia M. J. Pereira Leal, Angra do Heroísm, 1855.

BibliografiaEditar

  • Alfredo Luís Campos, Memória da Visita Regia à Ilha Terceira, Imprensa Municipal, Angra do Heroísmo, 1903.