Apeadeiro de Alhos Vedros

apeadeiro em Portugal

O Apeadeiro de Alhos Vedros é uma interface da Linha do Alentejo, que serve a localidade de Alhos Vedros, no município da Moita, Distrito de Setúbal, em Portugal.

Alhos Vedros
BSicon BAHN.svg
Edifício do apeadeiro em 2020
Identificação:[1] 95075 AVS
Denominação: Apeadeiro de Alhos Vedros
Classificação: A (apeadeiro)[2]
Coordenadas:
38° 39′ 07,2″ N, 9° 01′ 37,98″ O
Concelho: bandeiraMoita
Linha(s): Linha do Alentejo (PK 5,352)
Serviços:
Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
Moita
P.Sado-A
  CP Lisboa
Linha do Sado
  B.xa Banheira
Barreiro

Conexões: 010 020 307 336 701 702
Equipamentos: Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Lavabos Parque de estacionamento Elevadores Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Acesso à Internet
Website:
Edifício original, em 2006, antes da demolição ordenada pela Refer.
Disambig grey.svg Nota: Para outras interfaces ferroviárias com nomes semelhantes ou relacionados, veja Estação Ferroviária de Torres Vedras.

DescriçãoEditar

 
Plataformas do apeadeiro em 2020

ServiçosEditar

Esta estação é utilizada por serviços urbanos da Linha do Sado, assegurados pela operadora Comboios de Portugal.[3]

Localização e acessosEditar

Esta interface situa-se na freguesia de Alhos Vedros, no concelho da Moita, junto à Rua dos Ferroviários e Rua Artur Paiva.[4]

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História da Linha do Alentejo
 
Anúncio de 1873, onde se faz referência à estação de Alhos Vedros

InauguraçãoEditar

Insere-se no troço entre o Barreiro e Bombel da Linha do Alentejo, que foi aberto à exploração a 15 de Junho de 1857, pela Companhia Nacional dos Caminhos de Ferro ao Sul do Tejo.[5]

CP-USGL + CP-Reg + Soflusa + Fertagus
(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Cascais (CP)  Sintra (CP)  Azambuja (CP)
  Sado (CP+Soflusa)  CP Regional (R+IR)  Fertagus
 
             
 
(n) Azambuja 
               
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
               
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
             
 Setúbal (u)
**(n) Carregado 
     
 
 
     
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
             
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 
 
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
             
 Penteado (a)
(n) Alverca 
               
 Moita (a)
(n) Póvoa 
               
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
               
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
               
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
               
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
               
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
           
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
         
 
 
 Terreiro do Paço (a)
 
 
 
 
 
 
 
 
 Penalva (u)
(n)(ẍ) Santa Apolónia 
 
 
 
 
 
       
 Coina (u)
(z) Marvila 
 
         
 Fogueteiro (u)
(z) Roma-Areeiro 
           
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
           
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
           
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
             
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
             
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
             
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 
 
 
 
   
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
               
 Belém (c)
(s) Queluz-Belas 
               
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
               
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
               
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
               
 Paço de Arcos (c)
 
 
 
         
 Santo Amaro (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
               
 Rio de Mouro (s)
(s) Mercês 
             
 Oeiras (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
             
 Carcavelos (c)
(s) Portela de Sintra 
             
 Parede (c)
(s) Sintra 
             
 São Pedro Estoril (c)
(o) Telhal 
           
 São João Estoril (c)
(o) Sabugo 
           
 Estoril (c)
(o) Pedra Furada 
           
 Monte Estoril (c)
(o) Mafra 
           
 Cascais (c)
(o) Malveira 
   
 
   
 Jerumelo (o)**

2015-2019 []

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaiss L.ª Sintra C.ª X.
n L.ª Norteo L.ª Oestez L.ª Cinturau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A   (**)   continua além z. tarif. Lisboa

Fonte: Página oficial, 2020.06

Transição para CPEditar

Em 1927, a Administração dos Caminhos de Ferro do Estado, que explorava a Linha do Alentejo, foi integrada na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses; em 1933, esta empresa realizou várias obras nesta estação, no âmbito de um programa de reparação e modernização das antigas interfaces do Estado.[6] No ano seguinte, levou a cabo grandes obras de reparação no edifício da estação.[7]

Num edital publicado no Diário do Governo n.º 31, III Série, de 7 de Fevereiro de 1955, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses informou que tinha pedido autorização para criar uma carreira de autocarros entre Évora e a Estação do Barreiro, passando por várias localidades, incluindo Alhos Vedros.[8]

Eletrificação e demoliçãoEditar

A Rede Ferroviária Nacional desenvolveu um projeto de electrificação e modernização de estações e apeadeiros no lanço entre o Barreiro e o Pinhal Novo. No âmbito deste projeto, em 16 de Junho de 2008 foram demolidas as antigas instalações do Apeadeiro de Alhos Vedros e substituídas por um novo edifício.[9] Esta alteração foi recebida com protestos por parte da população e da autarquia da Moita.[10][11]

Ver tambémEditar

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  3. «Comboios Urbanos > Lisboa - Praias do Sado A / Barreiro» (PDF). Comboios de Portugal. 11 de Setembro de 2016. Consultado em 20 de Agosto de 2017 
  4. «Estação de Alhos Vedros». Comboios de Portugal. Consultado em 13 de Novembro de 2014 
  5. SANTOS, 1995:108
  6. «Rêde do Sul e Sueste» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1127). 1 de Dezembro de 1934. p. 593-594. Consultado em 15 de Janeiro de 2013 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  7. «O que se fez nos Caminhos de Ferro Portugueses, durante o ano de 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1130). 16 de Janeiro de 1935. p. 50-51. Consultado em 15 de Janeiro de 2013 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  8. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 67 (1612). 16 de Fevereiro de 1955. p. 461-462. Consultado em 22 de Outubro de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  9. «REFER de costas viradas para população e autarquias do concelho da Moita: Avançou a demolição da estação de Alhos Vedros». O Rio. 16 de Junho de 2008. Consultado em 17 de Julho de 2010. Cópia arquivada em 16 de agosto de 2010 
  10. «Autarquia contra demolição das estações de comboio de Alhos Vedros e Moita». Público. 24 de Maio de 2008. Consultado em 17 de Julho de 2010 [ligação inativa]
  11. «Alhos Vedros: manifestação contra a demolição de estação ferroviária». TVI24. 29 de Maio de 2008. Consultado em 17 de Julho de 2010 [ligação inativa] 

BibliografiaEditar

  • SANTOS, Luís Filipe Rosa (1995). Os Acessos a Faro e aos Concelhos Limítrofes na Segunda Metade do Séc. XIX. Faro: Câmara Municipal de Faro. 213 páginas 
 
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Ligações externasEditar

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