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Apeadeiro de Luso - Buçaco

apeadeiro em Portugal
Luso - Buçaco IPcomboio2.jpg
Comboio de mercadorias a passar pelo Apeadeiro de Luso - Buçaco, em 2014.
Linha(s) Linha da Beira Alta (PK 59,220)
Coordenadas 40° 23′ 24,86″ N, 8° 23′ 05,82″ O
Concelho Mealhada
Serviços Ferroviários Logo CP 2.svgBSicon LSTR orange.svgR
Horários em tempo real
Serviços Serviço de táxis
Sala de espera Telefones públicos
Lavabos


Logos IP.png
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BSicon HST grey.svgPego (Sentido Pampilhosa)
BSicon HST grey.svgLuso - Buçaco
BSicon HST grey.svgSoito (Sentido Vilar Formoso)
BSicon CONTf grey.svg

O Apeadeiro de Luso - Buçaco, originalmente denominado apenas de Luso, e posteriormente como Luso - Bussaco, é uma interface da Linha da Beira Alta, que serve a localidade de Luso, no Distrito de Aveiro, em Portugal.

CaracterizaçãoEditar

O apeadeiro tem acesso pela Rua da Fotografia Conimbricense, na localidade de Luso.[1]

HistóriaEditar

 
Anúncio de 1903, onde esta interface surge com o nome original, Luso.

A Linha da Beira Alta foi inaugurada em 1 de Julho de 1883, pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Alta.[2]

Em 1888, existia um serviço de diligências entre a estação do Luso e as termas, que demorava cerca de 20 minutos.[3] Em 1913, a estação era servida por carreiras de diligências até ao Luso e Buçaco.[4]

Em 1932, foi instalada uma nova báscula de 30 toneladas em Luso.[5] O chefe da estação foi homenageado nos concursos das estações floridas da Companhia da Beira Alta em 1934[6] e 1935.[7] Em 1936, a Companhia da Beira Alta fez grandes obras de reparação no edifício e nas retretes de Luso.[8] Em 1939, foi substituída a vedação do jardim do lado de Pampilhosa por uma de betão armado, o pavimento da plataforma entre as vias 1 e 2 foi reconstruído em betanilha, e reparou-se o interior das habitações do chefe, do factor e do praticante, e da guarita do agulheiro.[9]

Em 25 de Outubro de 1949, foi organizado um comboio especial entre Queluz e Luso, onde viajou o chefe de estado espanhol, Francisco Franco.[10]

Em 1952, o jornalista José da Guerra Maio sugeriu uma alteração no traçado da Linha da Beira Alta para melhor servir as Termas do Luso, aproveitando a programada substituição do Viaduto das Várzeas; o novo percurso seguiria para Sul logo após a estação, acompanhando a encosta e passando junto à localidade do Luso, terminando no ponto entre o viaduto e o túnel.[11] Nesse ano, foi realizado o XI Concurso das Estações Floridas, organizado pela Repartição de Turismo do Secretariado Nacional de Informação e pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, tendo o chefe da estação do Luso-Buçaco, Francisco Gonçalves, recebido uma menção honrosa.[12][13] No XIII Concurso das Estações Floridas, em 1954, a gare do Luso-Buçaco foi homenageada com uma menção honrosa especial.[14] Nos dias 14 e 15 de Abril de 1954, foi interrompida a circulação dos comboios entre as estações de Mortágua e Luso, para os trabalhos de substituição da Ponte de Milijoso, tendo sido organizado um serviço rodoviário para o transbordo dos passageiros.[15]

Durante o projecto de modernização da Linha da Beira Alta, na Década de 1990, foi duplicado o primeiro troço da Linha da Beira Alta, entre a Pampilhosa e as proximidades de Luso.[16]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Luso Buçaco - Linha da Beira Alta». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 15 de Dezembro de 2016 
  2. TORRES, Carlos Manitto (16 de Março de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 71 (1686). p. 133-140. Consultado em 5 de Fevereiro de 2014 
  3. «Guia annunciador do viajante luso-brasileiro: indicador official dos caminhos de ferro e da navegação». Biblioteca Nacional Digital. Ano 10 (37). Lisboa: Empreza do Guia Annunciador. 1888. p. 70. Consultado em 25 de Setembro de 2018 
  4. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 26 de Fevereiro de 2018 
  5. «O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no Ano de 1932» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1081). 1 de Janeiro de 1932. p. 10-14. Consultado em 1 de Outubro de 2012 
  6. «Linha da Beira Alta» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1120). 16 de Agosto de 1934. p. 418. Consultado em 1 de Outubro de 2012 
  7. «Ajardinamento das estações da Linha da Beira Alta» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1144). 16 de Agosto de 1935. p. 356. Consultado em 15 de Dezembro de 2016 
  8. «O que se fez em caminhos de ferro durante o ano de 1936» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 49 (1179). 1 de Fevereiro de 1937. p. 86-87. Consultado em 15 de Dezembro de 2016 
  9. «O que se fez em caminhos de ferro no ano de 1939» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 52 (1249). 1 de Janeiro de 1940. p. 35-40. Consultado em 15 de Dezembro de 2016 
  10. «Figuras Ferroviárias: Engenheiro José de Sousa Nunes» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1639). 1 de Abril de 1956. p. 179. Consultado em 20 de Dezembro de 2016 
  11. MAIO, Guerra (1 de Fevereiro de 1952). «A linha de Fátima e a rede alentejana» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 64 (1539). p. 473-474. Consultado em 15 de Dezembro de 2016 
  12. «Ao XI Concurso das Estações Floridas apresentaram-se 78 estações» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 65 (1558). 16 de Novembro de 1952. p. 338. Consultado em 20 de Dezembro de 2016 
  13. «XI Concurso das Estações Floridas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 66 (1570). 16 de Maio de 1953. p. 112. Consultado em 20 de Dezembro de 2016 
  14. «XIII Concurso das Estações Floridas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 67 (1608). 16 de Dezembro de 1954. p. 365. Consultado em 20 de Dezembro de 2016 
  15. «Linhas Portuguesas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1641). 1 de Maio de 1956. p. 212-213. Consultado em 20 de Dezembro de 2016 
  16. MARTINS et al, p. 200
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre o Apeadeiro de Luso - Buçaco

BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 

Ligações externasEditar