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Apeadeiro de Luz

Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o apeadeiro em Portugal. Para a estação ferroviária em São Paulo, no Brasil, veja Estação da Luz.

O Apeadeiro de Luz, também conhecido por Luz de Tavira, é uma interface ferroviária da Linha do Algarve, que serve a freguesia de Luz de Tavira, no Concelho de Tavira, em Portugal.

Luz
Apeadeiro de Luz, em 2010.
Inauguração 31 de Janeiro de 1905
Linha(s) Linha do Algarve (PK 365,716)
Coordenadas 37° 5′ N 7° 42′ W
Concelho Tavira
Serviços Ferroviários Regional
Serviços Acesso para pessoas de mobilidade reduzida

Índice

HistóriaEditar

 
Aviso de 1905 dos Caminhos de Ferro do Estado, onde Luz aparece com a categoria de estação.

Antecedentes e planeamentoEditar

Em 2 de Dezembro de 1878, o empresário inglês Joseph William Henry Bleck recebeu a concessão para construir e explorar um caminho de ferro de Lagos a Vila Real de Santo António, cujo plano incluía a construção de um apeadeiro em Luz, no percurso entre a Fuzeta e Tavira.[1] No entanto, este projecto não chegou a ser concretizado, tendo a concessão caducado em 18 de Dezembro de 1893.[1]

O planeamento do caminho de ferro no Sotavento Algarvio foi retomado por uma portaria de 10 de Novembro de 1897, que encarregou o director dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste de fazer os estudos para o troço de Faro a Vila Real de Santo António, seguindo tanto quanto possível pelas povoações do litoral.[1]

Construção e inauguraçãoEditar

Em 12 de Dezembro de 1903, iniciou-se o concurso para a construção de várias gares no Algarve, incluindo a Estação da Luz, formada pelo edifício da estação em si, um cais coberto e outro descoberto, retretes e uma fossa.[2] O troço entre Fuzeta e Luz foi inaugurado em 31 de Janeiro de 1905[3], tendo permanecido como estação terminal do Caminho de Ferro do Sul até 10 de Março de 1905, data em que a linha chegou a Tavira.[4]

Quando entrou ao serviço, tinha a classificação de Estação de 4.ª classe.[4] Nessa altura, previa-se que iria ter um grande volume de movimento de mercadorias, devido à grande produção hortícola na freguesia de Luz de Tavira.[4]

Movimento de passageiros e mercadoriasEditar

Em 1976, existia um importante fluxo de passageiros no troço entre as gares de Luz e Tavira.[5]

Em termos de mercadorias, as expedições em regime de pequenos volumes em grande velocidade foram principalmente Hortaliças e frutas (destacando-se os citrinos, na Primavera e no Outono) (especialmente para Vila Nova de Gaia), polvo (mais no Outono), e azeite em embalagens (especialmente para Setúbal e Lisboa).[6] Os principais produtos recebidos foram adubos (vindos da divisão da Companhia União Fabril de Faro, principalmente no Outono), palha, materiais de construção (especialmente cimento), papel (especialmente vindo de Cacia, no Outono), trigo de semente e plantas vivas.[7]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c «Há 40 anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 49 (1198). 16 de Novembro de 1937. p. 541-542. Consultado em 14 de Dezembro de 2016 
  2. «Arrematações» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 (383). 1 de Dezembro de 1903. p. 402. Consultado em 8 de Setembro de 2012 
  3. MARQUES, p. 391
  4. a b c «Olhão a Tavira» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 18 (412). 16 de Março de 1905. p. 84-85. Consultado em 8 de Setembro de 2012 
  5. CAVACO, p. 436-438
  6. CAVACO, p. 438-439
  7. CAVACO, p. 439

BibliografiaEditar

  • CAVACO, Carminda (1976). O Algarve Oriental: As Vilas, O Campo e o Mar. II. Faro: Gabinete de Planeamento da Região do Algarve. 204 páginas 
  • MARQUES, Maria; et al. (1999). O Algarve da Antiguidade aos Nossos Dias: Elementos para a sua História. Lisboa: Edições Colibri. 750 páginas. ISBN 972-772-064-1 
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre o Apeadeiro de Luz

Ligações externasEditar