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Como ler uma infocaixa de taxonomiaArara-azul-grande
Araras no Pantanal.
Araras no Pantanal.
Estado de conservação
Espécie vulnerável
Vulnerável (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Género: Anodorhynchus
Espécie: A. hyacinthinus
Nome binomial
Anodorhynchus hyacinthinus
(Latham, 1790)
Distribuição geográfica
Hyacinth area.png

A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), também chamada arara-jacinto,[2] araraúna, arara-preta, araruna,[3] ou simplesmente arara-azul é uma ave da família Psittacidae que vive nos biomas da Floresta Amazônica e principalmente no Cerrado e Pantanal.

Já foi considerada uma espécie ameaçada, tal como a arara-azul-de-lear (Anodorhychuns leari) e como a arara-azul-pequena (Anodorhychuns glaucus), mas em 2014 foi retirada da lista brasileira de animais em extinção. Apresenta plumagem azul com pele nua amarela em torno dos olhos e fita da mesma cor na base da mandíbula. Seu bico é desmesurado, parecendo ser maior que o próprio crânio. Sua alimentação, enquanto estiver vivendo livremente, consiste de frutos das palmeiras disponíveis no local, como o urucuri, o inajá e o coco-de-espinho.[1][4]

Mede cerca de 98 centímetros de comprimento e pesa até dois quilos.[4]

EtimologiaEditar

"Arara" é oriundo do tupi a'rara.[3] "Jacinto" é uma referência à flor homônima, também de coloração azul. "Araraúna" e "araruna" são oriundos do tupi a'rara una, que significa "arara preta",[3] "arara escura".

DescriçãoEditar

A arara-azul-grande atinge a maturidade aos três anos e reproduz entre Novembro e Janeiro. Faz a postura de um a quatro ovos e a incubação dura cerca de trinta dias. Os filhotes ficam cerca de três meses e meio no ninho, sob o cuidado dos pais, até se aventurarem no primeiro voo. A convivência familiar dura até um ano e meio, quando os filhotes começam a se separar dos pais.[5]

Esta espécie ainda é avistada em três áreas brasileiras e em pequenas partes do território boliviano. A Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção proíbe sua venda, mas a arara-azul-grande é popular no comércio ilegal de aves.[6]

Referências

  1. a b {{citar IUCN|id=22685516 |título=Anodorhynchus hyacinthinus |assessores=BirdLife International |versão=3|anoIUCN1=2016|anoIUCN2=2016 |ano=2016 |acessodata=30 de abril de 2019}
  2. «Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa». Academia Brasileira de Letras. Consultado em 6 de novembro de 2018 
  3. a b c Ferreira, A. B. H. (1986). Novo Dicionário da Língua Portuguesa 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. pp. 155–156 
  4. a b Rebeca de Mattos Daminelli, Sandro Menezes Silva. Casos de Sucesso Na Educação Ambiental. [S.l.]: IESDE Brasil. ISBN 9788576387756 
  5. «Arara-azul». WWF. Consultado em 2 de abril de 2019 
  6. «Arara-azul-grande precisa de uma companheira». Scientific American Brasil. 25 de julho de 2011. Consultado em 27 de julho de 2011. Anodorhynchus hyacinthinus ainda são encontradas nas florestas em três áreas do Brasil e pequenas partes da Bolívia. São protegidas pelo Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora – CITES, que proíbe sua venda, embora essa espécie continue sendo popular no comércio ilegal de animais de estimação. 


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