Abrir menu principal

Argirita

município brasileiro do estado de Minas Gerais

Argirita[nota 1] é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2019 foi de 2.717 habitantes. Houve uma redução populacional de cerca de 200 habitantes na comparação com o ano de 2004 em que foram contados 2. 901 habitantes, isso se deve ao fato de que por se tratar de uma cidade pequena, não há muitas possibilidades de trabalho ou estudo. A maioria dos jovens ao completarem o ensino médio migram para outros municípios maiores que oferecem mais oportunidades, na maioria das vezes, para Juiz de Fora ou Muriaé, cidades que se localizam aos arredores de Argirita.

Município de Argirita
ArgiritaMG.JPG

Bandeira de Argirita
Brasão de Argirita
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 01 de Março
Fundação 30 de dezembro de 1962
Gentílico argiritense
Padroeiro(a) Senhor Bom Jesus[1]
CEP 36710-000 a 36719-999[2]
Prefeito(a) Carlos Aurelio Carminate Almeida
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Argirita
Localização de Argirita em Minas Gerais
Argirita está localizado em: Brasil
Argirita
Localização de Argirita no Brasil
21° 36' 36" S 42° 50' 09" O21° 36' 36" S 42° 50' 09" O
Unidade federativa Minas Gerais
Mesorregião Zona da Mata IBGE/2008 [3]
Microrregião Cataguases IBGE/2008 [3]
Municípios limítrofes Leopoldina, São João Nepomuceno, Maripá de Minas, Senador Cortes, Santo Antônio do Aventureiro
Distância até a capital 326 km
Características geográficas
Área 159,326 km² [4]
População 2 717 hab. IBGE/2019[5]
Densidade O numerador (dividendo) tem que ser um número! hab./km²
Altitude 280 m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,735 alto PNUD/2000 [6]
PIB R$ 22 886,823 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 7 467,15 IBGE/2008[7]
Página oficial
Prefeitura www.argirita.mg.gov.br
Câmara www.argirita.mg.leg.br

GeografiaEditar

A cidade localiza-se na Mesorregião da Zona da Mata e dista por rodovia 326 km da capital Belo Horizonte.

Relevo, clima, hidrografiaEditar

A altitude da sede é de 280 m. O clima é do tipo tropical com chuvas durante o verão e temperatura média anual em torno de 21 °C, com variações entre 15,3 °C (média das mínimas) e 27,9 °C (média das máximas). (ALMG)

O município integra a bacia do rio Paraíba do Sul, sendo banhado pelo rio Pardo.

RodoviasEditar

DemografiaEditar

Dados do Censo - 2010

População Total: 2.901

  • Urbana: 2.192
  • Rural: 709
  • Homens: 1.485
  • Mulheres: 1.416

(Fonte: [1])

Densidade demográfica (hab./km²): 19,9

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 27,1

Expectativa de vida (anos): 70,5

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,0

Taxa de Alfabetização: 83,7%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,735

  • IDH-M Renda: 0,632
  • IDH-M Longevidade: 0,759
  • IDH-M Educação: 0,814

(Fonte: PNUD/2000)

HistóriaEditar

A extração mineral de pedras preciosas foi a grande responsável pelo crescimento da região central de Minas Gerais, entre os anos de 1699 a 1711. A Zona da Mata Mineira por não possuir muitas riquezas minerais e por suas matas serem densas e montanhosas criando um obstáculo natural quase impenetrável, dificultando a expansão da região e como se não bastasse, a coroa Portuguesa não tinha interesse em povoar essa região, evitando assim a abertura de novos caminhos que poderiam facilitar o contrabando ainda maior de pedras preciosas. Só no século seguinte com escassez de riquezas minerais, tendo que gerar outras formas de assentamento para garimpeiros que ficaram sem serviço é que aparecem as primeiras evidências de povoamento na chamada região da Zona da Mata. A princípio os primeiros imigrantes ocuparam as terras desordenadamente, e em conseqüência as propriedades pequenas tinham como fonte de renda as lavouras de subsistência. Rio Pardo era habitado pelos índios Puris e Botocudos, e virou um lugar de pousada de bandeirantes e posteriormente de tropeiros que encurtavam caminho entre São Paulo e Rio de Janeiro. A primeira capela foi construída com palmiteiro. Posteriormente, por volta de 1.830 foi construída uma Igreja em alvenaria, com telhado coberto de telhas, um campanário à direita e um cemitério. Esta igreja foi totalmente destruída por um incêndio. A nova Matriz foi construída em terras doadas ao patrimônio de Senhor do Bom Jesus do Rio Pardo pelo fazendeiro Inácio Nunes de Moraes e sua esposa Dona Maria José do Espírito Santo. A primeira eleição ocorreu em dezembro de 1962, tendo sido o Sr. Sílvio Vitoi eleito o primeiro prefeito de Argirita, tendo como vice-prefeito Sr. João Batista de Almeida.Como curiosidade tanto o Sr. Sílvio quanto o Sr. João Batista foram eleitos prefeitos por três mandatos. A primeira atividade econômica do município foi à agricultura, onde sobressaiam as culturas de café, cana-de-açúcar, milho, arroz, feijão e mandioca. Quase todas as fazendas tinham engenhos com alambiques onde se fabricavam cachaça, açúcar preto e rapadura. Através do Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural de Argirita vem sendo realizado um trabalho junto ao IEPHA tendo ocorrido o primeiro tombamento a nível municipal de um imóvel conhecido como Casa de Cultura Augusto Martins Rossi (antiga casa da Cooperativa). Fazem parte da agenda cultural do município o Concurso de Poesias ?Castro Alves? em sua 16ª edição, com a participação de poetas de várias cidades mineiras e até de outros estados.O Jubileu do Senhor Bom Jesus de Argirita é a festa mais tradicional, assim como a Festa de São Geraldo na Comunidade dos Bitirras e a Festa da Nossa Senhora da Cabeça na Comunidade dos Carmos e a Festa de Santo Antônio da Comunidade rural da Serra da Prata. O Carnaval, a Exposição Agropecuária, a Festa Junina Arraiá do Custódio, Festival da Terra e o Encontro do Argiritense Ausente são as festas mais tradicionais do município.

 
Vista Elevada de Argirita

Nasceu na cidade o advogado Antônio Jacó da Paixão, signatário da Constituição brasileira de 1891.

FutebolEditar

O município é representado pelo Comercial FC, time alvi-rubro atualmente com categorias Sub-20, Sub-18 e Sub-19.

Notas

Referências

  1. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). «Lista por santos padroeiros» (PDF). Descubra Minas. p. 8. Consultado em 14 de setembro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 14 de setembro de 2017 
  2. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  3. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  5. «Censo Populacional 2019». Censo Populacional 2019. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2019. Consultado em 11 de dezembro de 2019  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  6. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  7. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Ligações externasEditar