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A expressão latina argumentum ad lucrum ("argumento por lucro") é o argumento pelo qual uma premissa é verdadeira ou falsa em função das consequências financeiras desejadas ou indesejadas a que ela conduz. Este raciocínio é uma variedade do apelo à conseqüência, que é uma forma de falácia lógica, uma vez que o valor de uma premissa não depende do lucro ou do prejuízo financeiro de alguém. É uma insinuação maliciosa de que as teorias são feitas para causar lucros ou prejuízos às pessoas. Além disso, este raciocínio possui sempre um conteúdo subjetivo.

Estrutura lógicaEditar

O argumentum ad lucrum pode assumir duas formas distintas, a forma direta e a forma por contradição.

Forma diretaEditar

Se P for verdade, então Q vai obter lucro.
Então P é falso, ou verdadeiro, dependendo da posição do argumentador.

ExemploEditar

Se o aquecimento global for verdade, então muitos cientistas vão ganhar dinheiro para pesquisas e muitas empresas vão lucrar milhões, para produzir energia de fontes que não emitem dióxido de carbono.
Portanto o aquecimento global não é verdade.

Forma por contradiçãoEditar

Se P for verdade, então Q vai ficar em prejuízo financeiro.
Então P é falso, ou verdadeiro, dependendo da posição do argumentador.

ExemploEditar

Se o aquecimento global for verdade, então países pobres, ou em desenvolvimento, vão ter prejuízo por não explorar suas jazidas de petróleo e carvão.
Portanto o aquecimento global não é verdade.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar