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BiografiaEditar

Aristides Spínola era filho do coronel Francisco de Sousa Spínola, de rica e tradicional família baiana, e de Constança Pereira.

Cursou a Faculdade de Direito do Recife, colega de Castro Alves, Rui Barbosa, Plínio de Lima, sendo de todos o único a ser laureado.

Após seu brilhante curso, foi nomeado pelo Imperador D. Pedro II presidente da província de Goiás. Desde cedo afeito à carreira política, por sucessivos mandatos ocupou uma cadeira no Congresso Nacional, como Deputado.

Desta sua passagem pela política alguns episódios marcaram tanto que acabou tornando-se personagem do romance Sinhazinha, do Afrânio Peixoto.

Converte-se, em fins do século XIX, ao Espiritismo, dedicando-se quase exclusivamente à causa, inclusive como advogado de médiuns, então perseguidos. Presidiu a Federação Espírita Brasileira (FEB), em diversas ocasiões.

Atuação espíritaEditar

Aristides Spínola era, no dizer do médium Divaldo Franco, um espírito completista, dos que vinham para "completar uma missão". De fato, quando converte-se ao Espiritismo, o movimento espírita passa por grandes dificuldades, decorrentes da intolerância religiosa que sofria.

Filia-se à Federação Espírita Brasileira em 1905, ano em que funda, na cidade natal, o Centro Psíquico de Caetité, hoje com seu nome. Na FEB acaba sendo eleito para a vice-presidência, até 1913. Em 1914 é eleito seu presidente por dois períodos consecutivos até 1917, quando novamente ocupa a vice-presidência. Foi, então, novamente eleito para o cargo maior da entidade de 1922 a 1924. No ano em que falece, ocupava pela terceira vez a vice-presidência.

Sua bondade e desapego impressionou entre outros a Hermes Lima, este que viria a ser primeiro-ministro do Brasil e membro da Academia,.

Governo de GoiásEditar

Foi presidente da província de Goiás, nomeado por carta imperial de 9 de janeiro de 1879, de 18 de março de 1879 a 28 de dezembro de 1880.

HomenagensEditar

Referências

  1. Pela grafia arcaica, Aristides de Souza Spínola.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar