Armando de Moraes Ancora

O general Armando de Moraes Ancora (Pelotas, 5 de agosto de 1901Rio de Janeiro, 26 de setembro de 1964) foi um militar brasileiro.[1] Combateu na Segunda Guerra Mundial, foi o comandante da 1ª Região Militar na década de 1950 e comandante do I Exército durante a época do golpe militar de 1964.[1]

Ao verificar a divisão do exército, o general Âncora optou por evitar confrontos armados entre os militares legalistas (favoráveis ao golpe) e as tropas contrarrevolucionárias (apoiadoras de João Goulart, pois o movimento era chamado por apoiadores de "revolução")[2] que queriam impedir que isso acontecesse.[1] No encontro de Resende, Armando Âncora, que estava assumido interinamente o Ministério da Guerra, em substituição ao general Jair Dantas Ribeiro, declarou o fim da resistência das forças que davam proteção ao governo.[1][2]

Além de ter comandado o I Exército, o general Âncora foi chefe de Polícia do Distrito Federal na época do atentado da rua Toneleros, em agosto de 1954, o que teria provocado a sua saída do cargo, antes do suicídio de Getúlio Vargas, tendo sido um dos poucos militares leais a Vargas juntamente com o General Manuel César de Góis Monteiro.[1]

Armando Âncora é o pai do general Armando de Moraes Ancora Filho.[1]

Precedido por
Nestor Souto de Oliveira
Comandante da 1ª RM
19591960
Sucedido por
Joaquim Justino Alves Bastos

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d e f «ANCORA, Armando de Morais». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 14 de janeiro de 2020 
  2. a b «50 anos do golpe militar de 1964». G1. 2014. Consultado em 14 de janeiro de 2020